Grupo de Forcados Amadores de Riachos, Rua do Sargaço 2350-355 Freguesia de Riachos Concelho de Torres Novas Distrito de Santarém GPS - 39.440925, - 8.509502
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Serra Torres
António Serra Torres, comandou o Grupo de Forcados de Riachos, na década de 1940.
Esta foi talvez a década mais bem documentada, com o próprio cabo a organizar "As memorias do Grupo de Moços de Forcados de Riachos", titulo que escreveu na capa do caderno que concebeu e recheou com recortes de imprensa.
Teria também sido ele que elaborou o primeiro logótipo que se conhece do Grupo de Riachos.
Num artigo de jornal de 1945, vem uma referência elogiosa ao Grupo de Forcados de Riachos, em que as expressões "superiormente dirigidos" "notável agrupamento", "retumbantes êxitos", "brio profissional", dão a entender o sucesso alcançado na época de 1945 por este Grupo.
Num outro recorte de jornal pode ler-se:
São profissionais honestos e levam tão a sério os seus deveres que nos cartões adoptados apresentam como símbolo um barrete verde tendo por fundo oito forcados, e tudo dentro de um escudo à volta do qual se lê « Riachos» e a máxima « Um por todos e todos por um» é que eles sabem muito bem que a união faz a força!...
Esta foi talvez a década mais bem documentada, com o próprio cabo a organizar "As memorias do Grupo de Moços de Forcados de Riachos", titulo que escreveu na capa do caderno que concebeu e recheou com recortes de imprensa.
Teria também sido ele que elaborou o primeiro logótipo que se conhece do Grupo de Riachos.
Num artigo de jornal de 1945, vem uma referência elogiosa ao Grupo de Forcados de Riachos, em que as expressões "superiormente dirigidos" "notável agrupamento", "retumbantes êxitos", "brio profissional", dão a entender o sucesso alcançado na época de 1945 por este Grupo.
Num outro recorte de jornal pode ler-se:
São profissionais honestos e levam tão a sério os seus deveres que nos cartões adoptados apresentam como símbolo um barrete verde tendo por fundo oito forcados, e tudo dentro de um escudo à volta do qual se lê « Riachos» e a máxima « Um por todos e todos por um» é que eles sabem muito bem que a união faz a força!...
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
A semente está lá e vai geminando
"Trabalho alusivo aos Forcados de Riachos autora Sara Dinah (9 Anos de idade)"
Esse percurso vai ter inicio num longínquo mês de Setembro do ano de 1953.
Estamos na Moita do Ribatejo, nas festas de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Nesse ano de 1953, a organização dos cartazes das corrida de touros, foi direccionada para brindar os aficionados com o que de melhor existia na altura em matéria de touros e toureiros.
Assim para a primeira corrida saíram touros de Santos Jorge, muito bem apresentados.
Os cavaleiros foram, Dom. Francisco de Mascarenhas e Manuel Conde.
Os matadores de touros foram António dos Santos e César Giron.
Os Forcados foram os de Riachos onde Manuel Faia brindou uma pega a Manuel dos Santos, que ao contrario do que agora se vê, estava entre o publico, numa das últimas filas do sector sol.
Acrescento ainda que o Forcado Guilherme Duarte também pelos de Riachos fez duas brilhantes pegas.
No terceiro dia de touros e para um festival taurino os mesmos pertenciam aos ganaderos Castro Cabrela e Silva Vitorino.
Aqui neste festival houve novidade e Manuel dos Santos aparece a tourear a cavalo.
Também, António dos Santos, mas sem se entender com o toureio equestre baixou da montada e fez faena de muleta.
Simão da Veiga e Alfredo Conde mostraram vocação para o toureio a pé.
Os Forcados de Riachos fizeram rijas e boas pegas.
Menor sorte teve o Forcado João Raiva que se apresentou no Campo Pequeno em Lisboa nesse mês de Setembro de 1953, mais concretamente no dia dez.
João Raiva na altura com 42 anos de idade tinha feito essa temporada ao serviço do Grupo de Riachos.
Nessa noite no Campo Pequeno em Lisboa ia indigitado como cabo mas do Grupo de Matias Leiteiro e acabou por falecer nessa sinistra estreia como cabo, na Praça do Campo Pequeno.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Por nós e por todos os outros que por cá passaram
Construída no ano de 1853, a praça de touros de Vila Nova da Barquinha, crê-se que seja a segunda mais antiga de Portugal.
Praça de terceira categoria com lotação para 3580 espectadores, recebeu obras de beneficiação, sem no entanto perder a sua traça original.
Propriedade da Santa Casa da Misericórdia, ai têm lugar anualmente algumas corridas de touros, bem como outros eventos.
Contam algumas pessoas mais idosas que antigamente rapazes da região se juntavam espontaneamente afim de pegarem os touros de determinadas corridas.
Carlos da Silva Amaral, natural do Pinheiro Grande, mas a residir na aldeia do Arripiado muitas vezes atravessou o rio Tejo, em dias de corrida afim de dar largas à sua "aficion" organizando um grupo de rapaziada para pegarem os toiros das corridas.
Segundo contam, fazia pegas de "arromba" deleitando os espectadores que o aplaudiam entusiasticamente.
Integrado num dos contingentes militares que foi para Angola durante a primeira guerra mundial, tentou demonstrar por lá a sua arte em pegar touros, mas como não os havia pegava Zebus.
Um desses animais perfurou-lhe o peito e Carlos da Silva Amaral, foi enviado para o continente para falecer junto dos seus.
Quis o destino que isso não acontecesse, dando-lhe ainda muitos anos de vida, vindo a falecer mais tarde no dia do seu aniversario a 14-03-1968.
Cruzou-se durante a sua epopeia como "Forcado" com elementos que pertenceram aos grupos da Vila de Riachos.
Transmitiu a outras gerações o gosto pela "Forcadagem".
Fernando de Oliveira Anastácio, embora mais comedido (sem praticar) foi um grande aficionado, e também ele incutiu a outras gerações esse gosto.
E é assim através dos tempos que de legado em legado se vai mantendo uma originalidade lusa.
Nada há mais bonito do que ver, numa corrida de touros, um jovem, com simplicidade e valentia, numa pose harmoniosa e admirável, a desafiar um touro.
Praça de terceira categoria com lotação para 3580 espectadores, recebeu obras de beneficiação, sem no entanto perder a sua traça original.
Propriedade da Santa Casa da Misericórdia, ai têm lugar anualmente algumas corridas de touros, bem como outros eventos.
Contam algumas pessoas mais idosas que antigamente rapazes da região se juntavam espontaneamente afim de pegarem os touros de determinadas corridas.
Carlos da Silva Amaral, natural do Pinheiro Grande, mas a residir na aldeia do Arripiado muitas vezes atravessou o rio Tejo, em dias de corrida afim de dar largas à sua "aficion" organizando um grupo de rapaziada para pegarem os toiros das corridas.
Segundo contam, fazia pegas de "arromba" deleitando os espectadores que o aplaudiam entusiasticamente.
Integrado num dos contingentes militares que foi para Angola durante a primeira guerra mundial, tentou demonstrar por lá a sua arte em pegar touros, mas como não os havia pegava Zebus.
Um desses animais perfurou-lhe o peito e Carlos da Silva Amaral, foi enviado para o continente para falecer junto dos seus.
Quis o destino que isso não acontecesse, dando-lhe ainda muitos anos de vida, vindo a falecer mais tarde no dia do seu aniversario a 14-03-1968.
Cruzou-se durante a sua epopeia como "Forcado" com elementos que pertenceram aos grupos da Vila de Riachos.
Transmitiu a outras gerações o gosto pela "Forcadagem".
Fernando de Oliveira Anastácio, embora mais comedido (sem praticar) foi um grande aficionado, e também ele incutiu a outras gerações esse gosto.
E é assim através dos tempos que de legado em legado se vai mantendo uma originalidade lusa.
Nada há mais bonito do que ver, numa corrida de touros, um jovem, com simplicidade e valentia, numa pose harmoniosa e admirável, a desafiar um touro.
Histórias para gerações futuras
Sobre o Forcado José Cordeiro, que era mais conhecido por "Zé Ferrador" diz-se que chegou a ser rabejador do Grupo de Forcados de Lisboa.
Consta que, quando se estava a fazer a linha de transporte de água do Castelo de Bode para Lisboa, empreitada que estava a ser feita por Ingleses e Franceses, Nuno Salvação Barreto que servia de tradutor, estava hospedado em Torres Novas e nas horas de folga deslocava-se à Vila de Riachos para falar de toiros.
Ai conheceu "Zé Ferrador" e o convidou para o Grupo de Lisboa.
"Zé Ferrador nasceu a 11-11-1917 e faleceu em 29-09-1998.
Sobre o Forcado Luís Madeira consta que integrou o primeiro grupo organizado em Riachos e que era a sua esposa que confeccionava as meias de croché utilizadas pelos Forcados.
Em conversa que tive com o senhor Luís Rosário Rainha, que na altura (1995) cotava 77 anos e era neto de Manuel Alcorriol, este confidenciou-me que:
O avô Manuel Alcorriol, certa vez pisou a ponta do capote que trazia vestido e caíu.
Chamaram o médico, que de imediato lhe comunicou que tinha a perna partida.
Manuel Alcorriol, nem queria acreditar no que estava a ouvir, e tratou logo de dizer ao médico, que passou tantos anos a pegar touros sem se aleijar e não acreditava que uma simples queda lhe tivesse partido a perna.
E era assim em outros tempos, gentes agrestes, habituadas a sofrer sem se lamentarem.
Consta que, quando se estava a fazer a linha de transporte de água do Castelo de Bode para Lisboa, empreitada que estava a ser feita por Ingleses e Franceses, Nuno Salvação Barreto que servia de tradutor, estava hospedado em Torres Novas e nas horas de folga deslocava-se à Vila de Riachos para falar de toiros.
Ai conheceu "Zé Ferrador" e o convidou para o Grupo de Lisboa.
"Zé Ferrador nasceu a 11-11-1917 e faleceu em 29-09-1998.
Sobre o Forcado Luís Madeira consta que integrou o primeiro grupo organizado em Riachos e que era a sua esposa que confeccionava as meias de croché utilizadas pelos Forcados.
Em conversa que tive com o senhor Luís Rosário Rainha, que na altura (1995) cotava 77 anos e era neto de Manuel Alcorriol, este confidenciou-me que:
O avô Manuel Alcorriol, certa vez pisou a ponta do capote que trazia vestido e caíu.
Chamaram o médico, que de imediato lhe comunicou que tinha a perna partida.
Manuel Alcorriol, nem queria acreditar no que estava a ouvir, e tratou logo de dizer ao médico, que passou tantos anos a pegar touros sem se aleijar e não acreditava que uma simples queda lhe tivesse partido a perna.
E era assim em outros tempos, gentes agrestes, habituadas a sofrer sem se lamentarem.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
Cortesias, Faenas, Ovação, Broncas e Arraste
Este é o titulo de um programa da Rádio Voz do Entroncamento (105.7 FM) que vai para o ar todas as sextas feiras entre as 21 e as 22 horas.
Programa da responsabilidade de Joaquim Carlos Martinho e de Luís Barroso, "herança" do senhor Joaquim Trancas Lucas, satisfaz a curiosidade dos ouvintes em matéria de acontecimentos tauromáquicos.
Neste ano de 2010, este programa, através, da rubrica Esquecidos da Morte, divulgou acontecimentos tauromáquicos passados no Ribatejo.
Foi a oportunidade para eu falar de pessoas e acontecimentos da nossa região e também foi minha intenção falar sobre quem faz parte dos espectáculos tauromáquicos mas nunca é referenciado.
Geralmente só as chamadas "figuras do toureio" são referenciadas mas para que elas desempenhem bem o papel e para que os espectáculos se realizem muitas outras dão o seu contributo.
Como diz um proverbio chinês, "A mais altas das torres começa no solo".
Aproveitei também nessa rubrica para ir dando a conhecer a todo o auditório partes da historia dos Grupos de Forcados de Riachos e em cerca de 25 rubricas (das 52) os Forcados de Riachos foram referenciados.
Radio Voz do Entroncamento, amigo Joaquim Martinho e Luís Barroso, obrigado pela oportunidade.
Acabo com uma enunciação retirada de um livro de filosofia que nos diz:
A tauromaquia é apenas arte que não chega a ser arte porque fica toda ela no momento originário da arte.
Programa da responsabilidade de Joaquim Carlos Martinho e de Luís Barroso, "herança" do senhor Joaquim Trancas Lucas, satisfaz a curiosidade dos ouvintes em matéria de acontecimentos tauromáquicos.
Neste ano de 2010, este programa, através, da rubrica Esquecidos da Morte, divulgou acontecimentos tauromáquicos passados no Ribatejo.
Foi a oportunidade para eu falar de pessoas e acontecimentos da nossa região e também foi minha intenção falar sobre quem faz parte dos espectáculos tauromáquicos mas nunca é referenciado.
Geralmente só as chamadas "figuras do toureio" são referenciadas mas para que elas desempenhem bem o papel e para que os espectáculos se realizem muitas outras dão o seu contributo.
Como diz um proverbio chinês, "A mais altas das torres começa no solo".
Aproveitei também nessa rubrica para ir dando a conhecer a todo o auditório partes da historia dos Grupos de Forcados de Riachos e em cerca de 25 rubricas (das 52) os Forcados de Riachos foram referenciados.
Radio Voz do Entroncamento, amigo Joaquim Martinho e Luís Barroso, obrigado pela oportunidade.
Acabo com uma enunciação retirada de um livro de filosofia que nos diz:
A tauromaquia é apenas arte que não chega a ser arte porque fica toda ela no momento originário da arte.
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