sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Estar atento



 "Estar atento" é ficar com os sentidos todos em alerta.
Este blogue que tem como principal objectivo dar a conhecer ao mundo parte da historia dos Grupos de Forcados que ao longo dos anos se foram formando na Vila de Riachos,  mas requer também da parte de quem o lê e em especial (dos que foram, são ou ambicionam ser Forcados em Riachos) alguns momentos de reflexão.
Por conseguinte não basta ler por ler.
Importa também retirar dele algumas lições dessa herança cultural que pertence a todos os Riachenses.
Aprender com os erros do passado, corrigir o que de menos bom foi feito (tendo em atenção que os tempos são outros) e depois prosseguir tentando sempre fazer pelo melhor.
Vem esta retórica toda a propósito de um outro blogue que eu acho muito interessante e que todos que por aqui passam deveriam consultar.
Podem entrar por Partebilhas e ai vão encontrar muitos ensinamentos proveitosos. 

 

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Eu vou pela Paz





A vida é breve.
A vida é uma ciência.
Todos nós temos limitações, e todos nós cometemos erros.
A nossa visão de qualquer coisa é diferente da do nosso parceiro.
A ciência da vida está em haver respeito mútuo.
Convêm lembrar que a escala de valores pela qual uma pessoa avalia uma coisa é diferente daquela pela qual outra pessoa avalia a mesma coisa, por isso é imperativo haver consenso.
Não devemos julgar, nem criticar outra pessoa, se não conseguimos fazer igual ou melhor que ela, mais ainda quando está em causa uma tradição secular que são os Forcados de Riachos.
Preservar a tradição, mais a memória dos que a quiseram imunizar ao longo dos anos está primeiro que tudo, só depois podemos começar a separar o que não presta.
Sempre existiu (e vai existir) quem se queira apropriar de um meio para atingir a um fim.
Não é errado de todo desde que se respeitem regras.
Ao longo dos anos, apareceram e desapareceram iniciativas para reactivar um grupo de Forcados na Vila de Riachos, para assim se dar seguimento à tradição, iniciativas, essas, que até agora só deram alguns resultados práticos e pouco sólidos.
Farto de ouvir críticas depreciativas e sem ver resultados estimulantes da parte de quem os profere gostaria que houvesse mais envolvimento por quem têm “responsabilidades” nesse meio, por serem Riachenses.
Vão ao encontro de quem está apostado em reactivar o Grupo, sentem-se a uma mesa e conversem, usem a vossa experiência para que as coisas prossigam no seu melhor sem interrupções.
Dêem as mãos acabem com “possíveis guerras” ou “incompatibilidade de feitios” que possa haver.
Como escreveu Serra Torres, no primeiro logótipo que se conhece “Um por todos e todos por um” afinal de contas vocês, são Riachenses, ou vivem lá e comungam da mesma paixão que é a festa dos toiros e em especial a Forcadagem      
Isto não é um recado para ninguém é um estimular de consciência que por vezes “acho eu” deve de ser proferido por quem está de fora para assim ser melhor compreendido.
  

domingo, 30 de janeiro de 2011

Uma toirada na Vila de Riachos

Pena não haver na Vila de Riachos uma praça de touros.
Quando os Riachenses organizam uma tourada, a mesma é realizada numa praça desmontável.
Geralmente os festejos da Bênção do Gado, englobam sempre uma corrida de toiros. 
Nos anos em que não existe Grupo de Forcados em Riachos, alguns jovens (que pegam em outros grupos) juntam-se e formam o Grupo de Forcados Amadores Amigos de Riachos, de que espero dar noticias brevemente.
Por agora fica uma sequência de fotografias de quando ainda existia Grupo de Forcados em Riachos.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Para a história de Riachos e Torres Novas

Torres Novas 01-07-1945
Toiros do Dr. Silva
Cavaleiro - Simão da Veiga
Novilheiros
- Manolo Ortiz (Espanhol)
- Augusto Gomes Júnior
Lidarão quatro toiros desembolados
Grupo de Forcados de Riachos comandado por Serra Torres


Em baixo à esquerda Serra Torres
Em baixo à direita António Augusto de Campos
Em cima a começar da esquerda.
Miguel da Silva; José da Silva Amado; Damásio Rodrigues; José dos Santos; João Soares Nunes; Ezequiel Luís Correia.
Madrinha do Grupo D. Antónia Torres Serrano Inverno


Vila Nova da Barquinha

O que a seguir se vai ver são as fotografias de uma corrida em Vila Nova da Barquinha, em 16-07-1944 com toiros "Barbeiro"

António Serra Torres 






Manuel dos Santos (ainda amador) lidando em pontas


Pega de Serra Torres


Pega de João Soares Nunes

João Raiva



João Raiva foi um Forcado que (pelo menos) na temporada do ano de 1953, esteve ao serviço do Grupo de Riachos.
Começou a pegar toiros como amador, por volta do ano de 1938, na demolida praça do Laranjeiro, para alem da Cova da Piedade, que ele ajudou a construir com o seu trabalho desinteressado.
Depois disso manteve-se cerca de dez anos no Grupo Profissional da Moita do Ribatejo, chefiado por João Soeiro e transitou depois para o de Matias Leiteiro.
João Raiva exerceu o oficio de caldeireiro de cobre em casas industriais.
Como já disse, nesse ano de 1953, esteve integrado no Grupo de Riachos e contava com 42 anos de idade.
Na noite de 10 de Setembro desse ano, no Campo Pequeno em Lisboa, ia indigitado como cabo mas do Grupo de Matias Leiteiro e acabou por falecer nessa sinistra estreia como cabo.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Apontamentos

Manuel Fressura, (como já foi escrito numa outra pagina) pegou pela primeira vez em 1888 na praça da Nazaré.
Especializou-se na pega de costas, e privou com Júlio da Rafôa, José Sapateiro, Manuel Garrido, Bernardo Santarém entre outros.
Teve tardes de glória chegando a ser presentado pela Família Real.
Durante 12 anos seguidos foi pegar a Évora.
Foi ao Pará duas vezes, ao Rio de Janeiro (Brasil) e a Lourenço Marques (antiga designação da actual cidade de Maputo, capital de Moçambique)
Trabalhou durante muitos anos no matadouro de Almada.

Coscurão - foi um célebre Forcado de Riachos, mas era natural da Vila da Golegã.

Cára-Linda, também ele um Forcado de Riachos, mas natural de Santarém.
A alcunha teria resultado da circunstância de possuir um rosto rosado e redondo.
Era filho de um Carvoeiro, que residia na Travessa do Montalvo na Cidade de Santarém.
Este Forcado acabou por falecer no Brasil, em resultado de uma colhida de um toiro, numa das corridas que ai se realizaram, a 15 e 16 de Agosto de 1896. 

Golegã, Patrício Cecilio  instruindo um grupo de rapazes

Ao centro e de pé muito empertigado vê-se o célebre intervaleiro cómico António Preto, que passou pelo Grupo de Riachos (com foto na Pag. Baú das recordações)