A inauguração da Tertúlia, do Grupo de Forcados de Riachos, teve inicio pela manhã do dia 09-04-2011 e contou com a presença de algumas individualidades.
Os afazeres profissionais impediram-me de estar presente e assim a recolha de alguns dados que eu achava relevantes para o blogue não foram feitos, mas aqui ficam algumas fotografias desse evento.
Grupo de Forcados Amadores de Riachos, Rua do Sargaço 2350-355 Freguesia de Riachos Concelho de Torres Novas Distrito de Santarém GPS - 39.440925, - 8.509502
terça-feira, 19 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Ruy Manuel (Cabo do Grupo de Forcados de Riachos) década de 1960
28-03-2011
Faço um esforço para tentar interpretar certos sinais que me têm chegado das mais variadas formas mas não sou capaz.
Toda essa tradução, que tenho feito, dos acasos com que me tenho deparado não me tem levado a nenhuma explicação lógica.
Apesar de não ser supersticioso já uma vez referenciei que as coisas não devem acontecer por acaso mas também não sei explicar porque me acontecem desta forma.
Será que existe alguma coisa sobrenatural que me quer “empurrar” (com a finalidade de divulgar) as memórias destes Grupos de Forcados de Riachos?
A avaliar pelas coisas que me têm acontecido tudo me leva a querer que sim.
O que vou relatar a seguir não é ficção aconteceu-me mesmo e até fiquei perplexo, porque até agora foi a mais evidente que me aconteceu.
Com as obras a decorrerem na tertúlia tinha andado a preterir trabalhos meus (estava de férias) a fim de fazer algumas tarefas para que a rapaziada inaugurasse a tertúlia com pompa e circunstancia.
Uma dessas tarefas consistia em tirar fotocópias de fotografias antigas desses grupos para que sejam colocadas em caixilhos.
Tenho um cartaz de uma toirada realizada na Praça de Toiros da Nazaré em 1963, em que me aparece a comandar o Grupo de Riachos um tal Ruy Manuel.
Até aqui tudo bem, só que desde a década de 1990, nunca encontrei nada que me referisse, quem era esse Ruy Manuel, embora tivesse pesquisado (à minha maneira).
Estava eu no dia 28 de Março de 2011, numa papelaria a fazer umas fotocópias, (cerca de 15), quando entra uma senhora acompanhada por uma criança (2 ou 3 anos) e pergunta à funcionaria se tinha papéis para elaborar o IRS.
A funcionária respondeu que não e no momento em que a senhora se estava a virar para ir embora sai a fotocópia da fotografia de Ruy Manuel.
Reparem bem no momento (eram 15 fotocópias).
A senhora repara na fotocópia, volta-se para mim e pergunta se as fotocópias eram minhas.
Disse-lhe que sim, ao mesmo tempo que curioso, lhe perguntei o porquê.
A senhora disse-me.
-É que esse senhor da fotografia é meu pai.
Como não gosto de incomodar e naquele momento pareceu-me que a referida senhora estava com pressa só lhe disse que necessitava de um dia falar com ela para saber detalhes sobre o pai.
Sei que ainda lhe perguntei se ele ainda pertencia "ao mundo dos vivos" mas infelizmente já faleceu.
Afinal essa senhora filha de Ruy Manuel, reside bem perto de mim.
13-04-2011 - Voltei a encontrar a senhora mas como ela não tinha muitos dados relativos ao pai ficou de os facultar um dia mais tarde quando tivesse disponibilidade para ir contactar a mãe.
Mesmo assim me foi adiantando que afinal Ruy Manuel, deveria ser um nome artístico, porque o verdadeiro nome do pai é Manuel de Jesus Serigado, nascido em São Miguel de Rio Torto, uma freguesia Portuguesa do conselho de Abrantes.
Ruy Manuel ai viveu e também na cidade de Santarém, onde tinha uma tertúlia e desenvolvia a sua actividade profissional tertúlia essa que segundo a sua filha ainda existe mas que está fechada.
Agora resta-me aguardar por mais noticias.
terça-feira, 12 de abril de 2011
Divagações
Por vezes gosto de interpretar sinais e dai tiro as minhas ilações.
Muitas vezes sei, que ao interpretar esses sinais a analogia que faço não é a melhor, porque também reconheço que a escala de valores com que avalio uma determinada coisa é diferente da que a outra pessoa avalia essa mesma coisa.
Posto isto e divagando "à sorte" (o barrete só serve a quem o enfia) passo a esclarecer o seguinte:
"Como se eu tivesse que dar explicações a alguém"
Primeiro a vontade que me move em fazer pesquisa em relação ao Forcado foi-me incutida pelos meus pais (não tenho culpa).
Segundo, poderia ser um Grupo qualquer (calhou a sorte aos de Riachos) vá-se lá saber porquê ( mas eu sei)
Terceiro nunca me interessou se quem comanda o Grupo é Beltrano ou Sicrano, se tem aptidões se não tem, (para o iniciar demonstra que tem tomat!!!!) agora se é apoiado ou não "se tem matéria prima" isso é outra historia.
Quarto, se houver alguém que saiba fazer melhor (ai instala-se a minha indignação) porque nunca o tentou fazer? As coisas têm um principio e depois vão evoluindo (ninguém nasce ensinado).
Quinto, a historia de qualquer lugar coisa, só se faz ou vai obtendo dimensão se houver alguém que se interesse por ela e neste caso (Forcados de Riachos) com uma história invejável não me pareceu que houvesse interessados.
Sexto, não havendo interessados só me resta pensar o seguinte, não são aficionados, "e mais não digo".
Sétimo, talvez seja a única pessoa que tenha mais material arquivado respeitante aos Grupos que se foram constituindo naquela Vila (e não sou Riachense nem tenho afinidades aquela terra que não sejam os meus amigos e pessoas interessadas daqueles Grupos) "ainda os há".
Oitavo, (porque são oito os valentes que saltam para a arena) nem sei porque é que estou com estas divagações, se os tais a que "serve o barrete" nem têm inteligência para interpretarem o que aqui escrevi.
A inauguração da tertúlia foi no dia 09-04-2011, brevemente (assim que tenha material) deixarei aqui o registo desse acontecimento mas enquanto isso não acontece aqui fica a foto de uma jaqueta que vai pertencer ao Grupo de 2011.
Muitas vezes sei, que ao interpretar esses sinais a analogia que faço não é a melhor, porque também reconheço que a escala de valores com que avalio uma determinada coisa é diferente da que a outra pessoa avalia essa mesma coisa.
Posto isto e divagando "à sorte" (o barrete só serve a quem o enfia) passo a esclarecer o seguinte:
"Como se eu tivesse que dar explicações a alguém"
Primeiro a vontade que me move em fazer pesquisa em relação ao Forcado foi-me incutida pelos meus pais (não tenho culpa).
Segundo, poderia ser um Grupo qualquer (calhou a sorte aos de Riachos) vá-se lá saber porquê ( mas eu sei)
Terceiro nunca me interessou se quem comanda o Grupo é Beltrano ou Sicrano, se tem aptidões se não tem, (para o iniciar demonstra que tem tomat!!!!) agora se é apoiado ou não "se tem matéria prima" isso é outra historia.
Quarto, se houver alguém que saiba fazer melhor (ai instala-se a minha indignação) porque nunca o tentou fazer? As coisas têm um principio e depois vão evoluindo (ninguém nasce ensinado).
Quinto, a historia de qualquer lugar coisa, só se faz ou vai obtendo dimensão se houver alguém que se interesse por ela e neste caso (Forcados de Riachos) com uma história invejável não me pareceu que houvesse interessados.
Sexto, não havendo interessados só me resta pensar o seguinte, não são aficionados, "e mais não digo".
Sétimo, talvez seja a única pessoa que tenha mais material arquivado respeitante aos Grupos que se foram constituindo naquela Vila (e não sou Riachense nem tenho afinidades aquela terra que não sejam os meus amigos e pessoas interessadas daqueles Grupos) "ainda os há".
Oitavo, (porque são oito os valentes que saltam para a arena) nem sei porque é que estou com estas divagações, se os tais a que "serve o barrete" nem têm inteligência para interpretarem o que aqui escrevi.
A inauguração da tertúlia foi no dia 09-04-2011, brevemente (assim que tenha material) deixarei aqui o registo desse acontecimento mas enquanto isso não acontece aqui fica a foto de uma jaqueta que vai pertencer ao Grupo de 2011.
quinta-feira, 24 de março de 2011
"O Riachense"
Não podemos negar a importância que a imprensa escrita têm na divulgação de noticias, quer para os locais quer para aqueles que afastados da sua terra Natal, dela querem saber informações.
"O Riachense" jornal regional fundado em 1908, tem dado um precioso contributo na divulgação de noticias que dizem respeito aos Grupos de Forcados daquela terra Ribatejana e isso aconteceu frequentemente com o Grupo formado em 1995.
Agora para gáudio dos aficionados Riachenses e não só essas noticias começaram a surgir fazendo "despertar" a curiosidade de quem andava "adormecido" em relação a estes eventos (assim espero).
A essa equipe, que trabalha no jornal só lhes podemos desejar felicidades e que o seu trabalho (que não deve ser fácil) continue por muitos anos.
O Grupo de Forcados de Riachos agradece.
"O Riachense" jornal regional fundado em 1908, tem dado um precioso contributo na divulgação de noticias que dizem respeito aos Grupos de Forcados daquela terra Ribatejana e isso aconteceu frequentemente com o Grupo formado em 1995.
Agora para gáudio dos aficionados Riachenses e não só essas noticias começaram a surgir fazendo "despertar" a curiosidade de quem andava "adormecido" em relação a estes eventos (assim espero).
A essa equipe, que trabalha no jornal só lhes podemos desejar felicidades e que o seu trabalho (que não deve ser fácil) continue por muitos anos.
O Grupo de Forcados de Riachos agradece.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Descendências
Que fique para a história da Vila de Riachos, que hoje, dia 23 de Março do ano de 2011, fui ao encontro de um Riachense, de seu nome Carlos Alberto Sousa Amado, mais conhecido na "terra" por Alberto Barbeiro.
Este senhor que possui uma simpática barbearia naquela Vila, recebeu-me de braços abertos juntamente com a sua esposa Maria Beatriz Lopes Rodrigues Amado.
No pouco tempo, que estivemos juntos, deu para notar que a sua paixão pelos Forcados da Vila de Riachos tem passado de geração em geração porque orgulhosamente disseram-me que os netos (mais propriamente as netas) partilham da mesma simpatia. (Curiosamente o neto está mais virado para o futebol).
O senhor Alberto Barbeiro é filho de José da Silva Amado (ou só José Amado) e genro de Damásio Rodrigues ambos Forcados do Grupo de Serra Torres, (década de 1940).
Confidenciaram-me ainda que a mais entusiasta pela festa brava é a sua neta Beatriz Guerra Amado, que vibra com tudo o que esteja relacionado com aquela função.
Com alguma vaidade (e não é para menos), pediu à sua esposa que fosse buscar o que guarda religiosamente, afim de me mostrar.
Nada mais nada menos que as jaquetas do pai e do sogro.
Recorde-se que são as jaquetas da década de 1940.
Este senhor que possui uma simpática barbearia naquela Vila, recebeu-me de braços abertos juntamente com a sua esposa Maria Beatriz Lopes Rodrigues Amado.
No pouco tempo, que estivemos juntos, deu para notar que a sua paixão pelos Forcados da Vila de Riachos tem passado de geração em geração porque orgulhosamente disseram-me que os netos (mais propriamente as netas) partilham da mesma simpatia. (Curiosamente o neto está mais virado para o futebol).
O senhor Alberto Barbeiro é filho de José da Silva Amado (ou só José Amado) e genro de Damásio Rodrigues ambos Forcados do Grupo de Serra Torres, (década de 1940).
Confidenciaram-me ainda que a mais entusiasta pela festa brava é a sua neta Beatriz Guerra Amado, que vibra com tudo o que esteja relacionado com aquela função.
Com alguma vaidade (e não é para menos), pediu à sua esposa que fosse buscar o que guarda religiosamente, afim de me mostrar.
Nada mais nada menos que as jaquetas do pai e do sogro.
Recorde-se que são as jaquetas da década de 1940.
| Jaqueta de José Amado (década de 1940) |
| Jaqueta de Damásio Rodrigues |
| José Amado |
| Damásio Rodrigues |
| Beatriz Guerra Amado (Bisneta dos Forcados) José Amado e Damásio Rodrigues |
Obrigado Família Amado
domingo, 20 de março de 2011
Um aparte
Partilhar a esperança, o sofrimento, as angustias, as alegrias, entre outros sentimentos é uma caminhada que um Grupo de amigos deve fazer.
Quando não se têm um grande vinculo com alguém esses sentimentos devem ser aperfeiçoados porque afinal "por casualidade" se juntaram para a mesma causa.
Para isso basta que se apontem as "miras" e todos façam, (esse querer), convergir para o ponto em comum que os une e sempre com determinação, humildade e mais uma serie de atributos que não vem ao caso.
Alguém uma vez disse que: "A diferença entre o impossível e o possível está na determinação de uma pessoa".
Portanto o sucesso e o bem estar nasce do querer.
Como já foi referido numa página anterior, um casal de Riachenses, disponibilizou uns anexos com três divisões e um simpático pátio para que provisoriamente, se possa usufruir desse espaço, afim de ir guardando o historial dos Grupos de Forcados da Vila de Riachos, fazerem-se reuniões, e convívios.
É com agrado que recebi a noticia que esse espaço já começou a ser remodelado porque anteriormente servia como arrecadação.
Portanto o que estava difícil (mas não impossível) vai ser uma realidade.
Quando não se têm um grande vinculo com alguém esses sentimentos devem ser aperfeiçoados porque afinal "por casualidade" se juntaram para a mesma causa.
Para isso basta que se apontem as "miras" e todos façam, (esse querer), convergir para o ponto em comum que os une e sempre com determinação, humildade e mais uma serie de atributos que não vem ao caso.
Alguém uma vez disse que: "A diferença entre o impossível e o possível está na determinação de uma pessoa".
Portanto o sucesso e o bem estar nasce do querer.
Como já foi referido numa página anterior, um casal de Riachenses, disponibilizou uns anexos com três divisões e um simpático pátio para que provisoriamente, se possa usufruir desse espaço, afim de ir guardando o historial dos Grupos de Forcados da Vila de Riachos, fazerem-se reuniões, e convívios.
É com agrado que recebi a noticia que esse espaço já começou a ser remodelado porque anteriormente servia como arrecadação.
Portanto o que estava difícil (mas não impossível) vai ser uma realidade.
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| 28-09-1997 Inauguração da tertúlia tauromáquica Riachense descerramento da placa comemorativa |
sexta-feira, 18 de março de 2011
Pesquisa
Por vezes ao iniciarmos uma simples pesquisa sobre qualquer coisa que nos desperte a atenção não fazemos ideia das proporções que essa pesquisa pode tomar.
Assim aconteceu comigo, porque sem que desse por isso já passaram cerca de dezasseis anos desde que me levaram para o Grupo de Forcados de Riachos e ainda continuo a pesquisar e a encontrar peças soltas desses acontecimentos ou dos protagonistas.
Mas, a maioria dos elementos (e não só) que compõem este futuro grupo, não fazem uma pequena ideia do quanto tempo despendido, das quantas pestanas amaralecidas pelo fumo do cigarro, da quantidade de nicotina que me começa a atrofiar os pulmões, do combustível gasto em deslocações, das resmas de fotocopias que foram tiradas e outros desgastes inerentes a essa procura.
Também não fazem ideia, do prazer que isso me dá, das pessoas maravilhosas que contactei, das manifestações de carinho e de incentivo com que por vezes me brindam.
Tal como uma dura pega, que depois é recompensada com um aplauso ou uma flor.
Pena tenho, de não ter formação suficiente para fazer mais e melhor, mas independentemente disso e por aquilo que tenho conseguido já começo a acreditar que haverá "alguma coisa" que quer que seja eu o fiel depositário das memórias desses acontecimentos e pessoas. Assim farei.
Como já escrevi numa outra página por vezes no meio de tanta papelada e de alguma precipitação (devido à tal falta de formação) esqueço-me de referenciar de onde obtive certos dados.
Todavia não poderia deixar de os apresentar aqui e é isso que vou fazer.
Comecemos pela família Madeira (excertos retirados da Revista Cultural nº2 Castelo Velho Riachos)
Luís Santos Madeira (N. 1839 - F. 1911)
O Luis Santos Madeira sentia nas veias a paixão dos toiros.
Pegava-os ainda antes de se falar no Alcorriol e seus pares, metido em grupos ocasionais que se formavam para abrilhantar as touradas organizadas por aí além.
Todos os anos aparecia integrado num Grupo na praça da Nazaré.
Nessa mesma revista fala-se também na família dos Beneditos onde se diz que ( assim pelo nome de Beneditos ninguém os conhece) Mas Joaquim Lopes, mais conhecido pelo "Forja" casou com Emília Serra e desse casal nasceram três filhos, um deles foi João Serra (o Forcado das mil pegas).
Agora, no livro Gentes de cá Rostos de um Povo Riachos vem o nome de António Portelinha.
Filho mais novo de Francisco Lopes Portelinha e de Maria Quitéria e irmão de quatro raparigas.
Este senhor só esteve catorze anos em Riachos e fez a sua vida em Lisboa.
Foi Forcado no Grupo fundado por Serra Torres mas não entrou ao inicio quando ainda eram profissionais.
Segundo António Portelinha o Grupo de Riachos chegou a fazer 42 corridas num ano (reparem bem no numero). Portelinha pegou pela ultima vez na primeira despedida de Manuel dos Santos em 1953 no Campo Pequeno, pegou ele e o Nuno Salvação Barreto.
Depois foi empresário e apoderado.
No meu livro Esquecidos da Morte coloquei um nome (entre outros) porque me apareceram referenciados nos cartazes das corridas mas por não ter mais dados assim ficaram.
Quem seriam esses homens?
Tomemos por exemplo Jacaré.
Passados 16 anos consegui obter a seguinte informação.
25 Agosto de 1895 Figueira da Foz
Inauguração do Coliseu Figueirense, com toiros Faustino da Gama, o cavaleiro Alfredo Tinoco, os Bandarilheiros, Fernando Calabaça, Theodoro Gonçalves, Jorge Cadete, Torres Branco, Carlos Gonçalves e o Espanhol Filipe Aragó "Minuto" bem como um Grupo de Forcados comandados por "Jacaré"
Ora Jacaré era o nome profissional de Eusébio da Costa, que aparece numa fotografia "net" com os seus filhos.
Amigos, (Grupo) só com muito empenho, persistência e "alguma dose de loucura" poderemos obter resultados.
Eu estou a fazer o meu "papel" vocês façam o vosso.
Assim aconteceu comigo, porque sem que desse por isso já passaram cerca de dezasseis anos desde que me levaram para o Grupo de Forcados de Riachos e ainda continuo a pesquisar e a encontrar peças soltas desses acontecimentos ou dos protagonistas.
Mas, a maioria dos elementos (e não só) que compõem este futuro grupo, não fazem uma pequena ideia do quanto tempo despendido, das quantas pestanas amaralecidas pelo fumo do cigarro, da quantidade de nicotina que me começa a atrofiar os pulmões, do combustível gasto em deslocações, das resmas de fotocopias que foram tiradas e outros desgastes inerentes a essa procura.
Também não fazem ideia, do prazer que isso me dá, das pessoas maravilhosas que contactei, das manifestações de carinho e de incentivo com que por vezes me brindam.
Tal como uma dura pega, que depois é recompensada com um aplauso ou uma flor.
Pena tenho, de não ter formação suficiente para fazer mais e melhor, mas independentemente disso e por aquilo que tenho conseguido já começo a acreditar que haverá "alguma coisa" que quer que seja eu o fiel depositário das memórias desses acontecimentos e pessoas. Assim farei.
Como já escrevi numa outra página por vezes no meio de tanta papelada e de alguma precipitação (devido à tal falta de formação) esqueço-me de referenciar de onde obtive certos dados.
Todavia não poderia deixar de os apresentar aqui e é isso que vou fazer.
Comecemos pela família Madeira (excertos retirados da Revista Cultural nº2 Castelo Velho Riachos)
Luís Santos Madeira (N. 1839 - F. 1911)
O Luis Santos Madeira sentia nas veias a paixão dos toiros.
Pegava-os ainda antes de se falar no Alcorriol e seus pares, metido em grupos ocasionais que se formavam para abrilhantar as touradas organizadas por aí além.
Todos os anos aparecia integrado num Grupo na praça da Nazaré.
Nessa mesma revista fala-se também na família dos Beneditos onde se diz que ( assim pelo nome de Beneditos ninguém os conhece) Mas Joaquim Lopes, mais conhecido pelo "Forja" casou com Emília Serra e desse casal nasceram três filhos, um deles foi João Serra (o Forcado das mil pegas).
Agora, no livro Gentes de cá Rostos de um Povo Riachos vem o nome de António Portelinha.
Filho mais novo de Francisco Lopes Portelinha e de Maria Quitéria e irmão de quatro raparigas.
Este senhor só esteve catorze anos em Riachos e fez a sua vida em Lisboa.
Foi Forcado no Grupo fundado por Serra Torres mas não entrou ao inicio quando ainda eram profissionais.
Segundo António Portelinha o Grupo de Riachos chegou a fazer 42 corridas num ano (reparem bem no numero). Portelinha pegou pela ultima vez na primeira despedida de Manuel dos Santos em 1953 no Campo Pequeno, pegou ele e o Nuno Salvação Barreto.
Depois foi empresário e apoderado.
No meu livro Esquecidos da Morte coloquei um nome (entre outros) porque me apareceram referenciados nos cartazes das corridas mas por não ter mais dados assim ficaram.
Quem seriam esses homens?
Tomemos por exemplo Jacaré.
Passados 16 anos consegui obter a seguinte informação.
25 Agosto de 1895 Figueira da Foz
Inauguração do Coliseu Figueirense, com toiros Faustino da Gama, o cavaleiro Alfredo Tinoco, os Bandarilheiros, Fernando Calabaça, Theodoro Gonçalves, Jorge Cadete, Torres Branco, Carlos Gonçalves e o Espanhol Filipe Aragó "Minuto" bem como um Grupo de Forcados comandados por "Jacaré"
Ora Jacaré era o nome profissional de Eusébio da Costa, que aparece numa fotografia "net" com os seus filhos.
Amigos, (Grupo) só com muito empenho, persistência e "alguma dose de loucura" poderemos obter resultados.
Eu estou a fazer o meu "papel" vocês façam o vosso.
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| António Portelinha |
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| À direita Eusébio da Costa "Jacaré" Leandro Francisco Conhecido por Marão (sentado) e à esquerda Manuel Galo |
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