domingo, 8 de maio de 2011

Viver cada dia como se fosse o ultimo

"Carregar" com a história é nos dias de hoje um "fardo" que quase ninguém quer transportar.
O dia a dia é vivido como se fosse o ultimo, sem nos importarmos como aparecemos neste mundo, como viveram os nossos pais, os pais dos nossos pais e todas as outras ascendências que ficaram lá para trás.
-O que importa isso ?! perguntam alguns. 
- Para que quero eu saber disso ?! perguntam outros.
Quase ninguém "disciplina" parte do seu tempo a fim de olhar para trás e tentar saber o que teria acontecido ou até mesmo preservar as memórias dos seus antepassados.
Certo é que quanto a mim existe alguma curiosidade em saber, preservar e transmitir aos meus descendentes tudo o que fui sabendo acerca dos nossos antepassados e não só.
Quando digo ( não só) estou-me a referir, (como é óbvio)  aos Grupos de Forcados de Riachos.
Aconteceu hoje dia 8-5-2011, onde passei parte da tarde na Tertúlia em amena e salutar "cavaqueira" com o "Cabo" Carlos Branco, o João Paulo Conde Branco e o André Pinto.
Sem o "alvoroço" que devia ter havido depois do treino de ontem, (durante o comes e bebes), ao qual não pude estar presente, deleitei-me hoje com as histórias contadas por esses meus três amigos.
É assim que eu gosto, com calma e sem grande barafunda.
O André Pinto e o (Cabo) Carlos Branco têm feito um excelente trabalho na ornamentação da tertúlia
As historias vão surgindo haja quem as preserve
A pouco e pouco os mais novos vão tendo a percepção de que é preciso preservar memorias para mais tarde recordar  

   

sábado, 7 de maio de 2011

Forcados

Hoje 07-05-2011, decorreu mais um treino do novel Grupo de Forcados de Riachos.
Algumas "regras" foram  quebradas e uma delas (felizmente) foi a da concentração do pessoal que se fez pela primeira vez na tertúlia.
A outra foi a de se fazer o treino depois do almoço, ao contrario das outras vezes em que se fez pela manhã.
Novamente uma boa assistência de pessoas para verem o treino, mas chego a pensar que por vezes a atitude do Cabo em permitir que  isso aconteça se torne prejudicial para o desempenho do Grupo.
Como em tudo na vida existem situações em que "é preciso saber estar".
Primeiro, comecem por pensar que já é uma honra serem convidados pelo Cabo ou por elementos do Grupo a fim de estarem presentes nesses e outros eventos.
Segundo, se são convidados têm que se portar como tal, mas faltando-lhes discernimento quer por não estarem dentro do assunto quer por falta de educação cabe a quem os convidou elucida-los previamente do que devem ou não fazer.
Até agora tenho tido "luz verde do Cabo" "para me misturar a meu belo prazer" dentro daquele Grupo de Amigos, tenho-o feito com um cuidado especial para não prejudicar o seu desempenho e estou muito agradecido a todo aquele colectivo e em especial ao Cabo.
Até agora tenho ido para dentro das "arenas" recolhendo fotografias, aprendendo com o que tenho ouvido, pegando quando me dão autorização para isso, e sempre com a preocupação de não interferir no que se está a realizar.
Por vezes, embora gostasse de ouvir o que o Cabo lhes transmite (ao Grupo) antes e depois do treino, tenho relutância em o fazer porque embora, como já disse tenha "luz verde" entendo que não devo abusar do privilegio que me foi concedido pelo Cabo.
Agora deixo-vos algumas (poucas) fotografias desse treino porque estou à espera de outras para as poder analisar e aqui as colocar.
Alguma da rapaziada a chegar ao local do treino
O meu neto não podia faltar (mascote do Grupo)
 
Retrato de Família
Um dos animais
"A bonita"
"O Chefe"

  

 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Inauguração

A inauguração da Tertúlia, do Grupo de Forcados de Riachos, teve inicio pela manhã do dia 09-04-2011 e contou com a presença de algumas individualidades.
Os afazeres profissionais impediram-me de estar presente e assim a recolha de alguns dados que eu achava relevantes para o blogue não foram feitos, mas aqui ficam algumas fotografias desse evento.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ruy Manuel (Cabo do Grupo de Forcados de Riachos) década de 1960

28-03-2011
Faço um esforço para tentar interpretar certos sinais que me têm chegado das mais variadas formas mas não sou capaz.
Toda essa tradução, que tenho feito, dos acasos com que me tenho deparado não me tem levado a nenhuma explicação lógica.  
Apesar de não ser supersticioso já uma vez referenciei que as coisas não devem acontecer por acaso mas também não sei explicar porque me acontecem desta forma.
Será que existe alguma coisa sobrenatural que me quer “empurrar” (com a finalidade de divulgar) as memórias destes Grupos de Forcados de Riachos?
A avaliar pelas coisas que me têm acontecido tudo me leva a querer que sim.
O que vou relatar a seguir não é ficção aconteceu-me mesmo e até fiquei perplexo, porque até agora foi a mais evidente que me aconteceu.
Com as obras a decorrerem na tertúlia tinha andado a preterir trabalhos meus (estava de férias) a fim de fazer algumas tarefas para que a rapaziada inaugurasse a tertúlia com pompa e circunstancia.
Uma dessas tarefas consistia em tirar fotocópias de fotografias antigas desses grupos para que sejam colocadas em caixilhos.
Tenho um cartaz de uma toirada realizada na Praça de Toiros da Nazaré em 1963, em que me aparece a comandar o Grupo de Riachos um tal Ruy Manuel.
Até aqui tudo bem, só que desde a década de 1990, nunca encontrei nada que me referisse, quem era esse Ruy Manuel, embora tivesse pesquisado (à minha maneira).
Estava eu no dia 28 de Março de 2011, numa papelaria a fazer umas fotocópias, (cerca de 15), quando entra uma senhora acompanhada por uma criança (2 ou 3 anos) e pergunta à funcionaria se tinha papéis para elaborar o IRS.
A funcionária respondeu que não e no momento em que a senhora se estava a virar para ir embora sai a fotocópia da fotografia de Ruy Manuel.
Reparem bem no momento (eram 15 fotocópias).
A senhora repara na fotocópia, volta-se para mim e pergunta se as fotocópias eram minhas.
Disse-lhe que sim, ao mesmo tempo que curioso, lhe perguntei o porquê.
A senhora disse-me.
-É que esse senhor da fotografia é meu pai.
Como não gosto de incomodar e naquele momento pareceu-me que a referida senhora estava com pressa só lhe disse que necessitava de um dia falar com ela para saber detalhes sobre o pai.
Sei que ainda lhe perguntei se ele ainda pertencia "ao mundo dos vivos" mas infelizmente já faleceu.
Afinal essa senhora filha de Ruy Manuel, reside bem perto de mim.
13-04-2011 - Voltei a encontrar a senhora mas como ela não tinha muitos dados relativos ao pai ficou de os facultar um dia mais tarde quando tivesse disponibilidade para ir contactar a mãe.
Mesmo assim me foi adiantando que afinal Ruy Manuel, deveria ser um nome artístico, porque o verdadeiro nome do pai é Manuel de Jesus Serigado, nascido em São Miguel de Rio Torto, uma freguesia Portuguesa do conselho de Abrantes.
Ruy Manuel ai viveu e também na cidade de Santarém, onde tinha uma tertúlia e desenvolvia a sua actividade profissional tertúlia essa que segundo a sua filha ainda existe mas que está fechada.     
Agora resta-me aguardar por mais noticias.
 
Ruy Manuel

terça-feira, 12 de abril de 2011

Divagações

Por vezes gosto de interpretar sinais e dai tiro as minhas ilações.
Muitas vezes sei, que ao interpretar esses sinais a analogia que faço não é a melhor, porque também reconheço que a escala de valores com que avalio uma determinada coisa é diferente da que a outra pessoa avalia essa mesma coisa.
Posto isto e divagando "à sorte" (o barrete só serve a quem o enfia) passo a esclarecer o seguinte:
"Como se eu tivesse que dar explicações a alguém" 
Primeiro a vontade que me move em fazer pesquisa em relação ao Forcado foi-me incutida pelos meus pais (não tenho culpa).
Segundo, poderia ser um Grupo qualquer (calhou a sorte aos de Riachos) vá-se lá saber porquê ( mas eu sei)
Terceiro nunca me interessou se quem comanda o Grupo é Beltrano ou Sicrano, se tem aptidões se não tem, (para o iniciar demonstra que tem tomat!!!!) agora se é apoiado ou não "se tem matéria prima" isso é outra historia.
Quarto, se houver alguém que saiba fazer melhor (ai instala-se a minha indignação) porque nunca o tentou fazer?  As coisas têm um principio e depois vão evoluindo (ninguém nasce ensinado).
Quinto, a historia de qualquer lugar coisa, só se faz ou vai obtendo dimensão se houver alguém que se interesse por ela e neste caso (Forcados de Riachos) com uma história invejável não me pareceu que houvesse interessados.
Sexto, não havendo interessados só me resta pensar o seguinte, não são aficionados, "e mais não digo".
Sétimo, talvez seja a única pessoa que tenha mais material arquivado respeitante aos Grupos que se foram constituindo naquela Vila (e não sou Riachense nem tenho afinidades aquela terra que não sejam os meus amigos e pessoas interessadas daqueles Grupos) "ainda os há".
Oitavo, (porque são oito os valentes que saltam para a arena) nem sei porque é que estou com estas divagações, se os tais a que "serve o barrete" nem têm inteligência para interpretarem o que aqui escrevi.
A inauguração da tertúlia foi no dia 09-04-2011, brevemente (assim que tenha material) deixarei aqui o registo desse acontecimento mas enquanto isso não acontece aqui fica a foto de uma jaqueta que vai pertencer ao Grupo de 2011.

quinta-feira, 24 de março de 2011

"O Riachense"

Não podemos negar a importância que a imprensa escrita têm na divulgação de noticias, quer para os locais quer para aqueles que afastados da sua terra Natal, dela querem saber informações.
"O Riachense" jornal regional fundado em 1908, tem dado um precioso contributo na divulgação de noticias que dizem respeito aos Grupos de Forcados daquela terra Ribatejana e isso aconteceu frequentemente com o Grupo formado em 1995.
Agora para gáudio dos aficionados Riachenses e não só essas noticias começaram a surgir fazendo "despertar" a curiosidade de quem andava "adormecido" em relação a estes eventos (assim espero).
A essa equipe, que trabalha no jornal só lhes podemos desejar felicidades e que o seu trabalho (que não deve ser fácil) continue por muitos anos.
O Grupo de Forcados de Riachos agradece.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Descendências

Que fique para a história da Vila de Riachos, que hoje, dia 23 de Março do ano de 2011, fui ao encontro de um Riachense, de seu nome Carlos Alberto Sousa Amado, mais conhecido na "terra" por Alberto Barbeiro.
Este senhor que possui uma simpática barbearia naquela Vila, recebeu-me de braços abertos juntamente com a sua esposa Maria Beatriz Lopes Rodrigues Amado.
No pouco tempo, que estivemos juntos, deu para notar que a sua paixão pelos Forcados da Vila de Riachos tem passado de geração em geração porque orgulhosamente disseram-me que os netos (mais propriamente as netas) partilham da mesma simpatia. (Curiosamente o neto está mais virado para o futebol).
O senhor Alberto Barbeiro é filho de José da Silva Amado  (ou só José Amado) e genro de Damásio Rodrigues ambos Forcados do Grupo de Serra Torres, (década de 1940).
Confidenciaram-me ainda que a mais entusiasta pela festa brava é a sua neta Beatriz Guerra Amado, que vibra com tudo o que esteja relacionado com aquela função.
Com alguma vaidade (e não é para menos), pediu à sua esposa que fosse buscar o que guarda religiosamente, afim de me mostrar.
Nada mais nada menos que as jaquetas do pai e do sogro.
Recorde-se que são as jaquetas da década de 1940.
Jaqueta de José Amado (década de 1940)
Jaqueta de Damásio Rodrigues
José Amado
      Damásio Rodrigues     

Beatriz Guerra Amado (Bisneta dos Forcados) José Amado e  Damásio Rodrigues
                                                               Obrigado Família Amado