"É com muito prazer e muita honra que eu e os "meus" Grupos de Forcados de Riachos, lhes brindamos esta página".
"Todos nós" (deste Grupo) entendemos que um aficionado deve dar valor, a todas as funções inerentes à festa brava.
Não só as figuras do toureio merecem destaque. Elas por mérito próprio têm o seu valor, mas existem mil e uma tarefas que têm de ser feitas para que desempenhem bem a sua função.
Correndo o risco de me repetir, não me canso também de falar ou escrever sobre Campinos, Emboladores, Moços de Arena, Tratadores, Fotógrafos, Críticos e tudo o que diga respeito à Festa Brava.
Entendo também, que na Praça do Campo Pequeno em Lisboa, por vezes também se podem dar espectáculos "entremeando" artistas consagrados com os menos reconhecidos.
Recentemente estive à conversa com um jovem que embora ainda não se tenha fardado de Forcado, tem ascendência na família que já o fez.
Esse jovem tem frequentado os treinos de um Grupo reconhecido e durante a conversa que tivemos falou um pouco e de forma desdenhosa, da maneira como colegas seus (entenda-se de outros grupos) tiveram recentemente no desempenho das suas funções.
É certo que esses "seus companheiros" não estiveram bem, mas se não formos nós a defende-los, ou a minimizar o que aconteceu quem o fará ?
Posto isto, entendo que quem se diz aficionado deve trazer os seus ídolos no coração. E o que nunca deve fazer é desprezar ou rebaixar os seus "companheiros de armas".
Agora e porque tudo isto foi um reparo (assim o entendo) para que os mais velhos não transmitam valores depreciativos aos mais novos e neste caso em relação aos seus iguais, aqui vos deixo o que penso ser uma raridade que possivelmente irá servir aos apreciadores.
Grupo de Forcados Amadores de Riachos, Rua do Sargaço 2350-355 Freguesia de Riachos Concelho de Torres Novas Distrito de Santarém GPS - 39.440925, - 8.509502
terça-feira, 19 de julho de 2011
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Salta-lhe p'rá cara, salta-lhe p'rá cara
Comprei um livro.
Nada barato diga-se de passagem, mas na minha "ânsia" em continuar a pesquisar sobre os Grupos de Forcados que existiram na Vila de Riachos, por vezes tenho feito destes desvarios.
Certo é que eu já devia ter percebido que naquelas épocas era dado pouco relevo aos Grupos de Forcados.
Ainda hoje isso acontece, sem que críticos e escritores compreendam que são eles que levam as maiores ovações mesmo que estejam mal.
As lides a cavalo ou apeadas eram soberanas, e já não bastava os Forcados serem maltratados pelos touros como também o eram pelos críticos e escritores que não lhes davam relevo nas suas criticas ou quando o davam era para dizerem mal.
Quando comecei a ir ao touros pela mão dos meus progenitores o bulício em redor da praça de touros não me dizia nada, do que eu gostava era do que se passava lá dentro e por isso estava sempre ansioso por entrar.
Fatos, fatos brilhantes, cavalos, touros, capas cor -de- rosa, todo esse movimento e colorido me fascinavam.
Depois, havia aquele toque de "corneta", aquele toque especial e eu ouvia algumas pessoas cantarolarem; "-Salta-lhe p´rá cara, salta-lhe p´rá cara !". Saltavam uns homens lá para dentro, onde estava o touro. Fazia-se silencio na praça e eu ficava com uma sensação que não conseguia entender.
Apercebia-me sim que algo de perigoso ia acontecer.
Com o homem que estava em cima do cavalo não tinha essa sensação, nem com o da capa.
Eles estavam safos, um lá no alto e o outro "atirava" a capa para um lado e o corpo para o outro.
Mas aquele ali a chamar o toiro sem mais nada!... E lá estava eu a fazer perguntas ao meu pai: Quem são aqueles homens? de onde vêm? porque não têm fatos brilhantes? entre outras.
Hoje sei que esses homens não têm fatos brilhantes, nem precisam, porque são eles próprios que brilham, brilham mais que qualquer brilhante.
São eles que pela sua humildade e destemor conseguem arrecadar as palmas e a admiração de todos os aficionados.
Mas tal como antigamente os Grupos de Forcados continuam a ter pouca relevância para críticos e escritores, menos para o povo "anónimo" que felizmente ainda os continuam a idolatrar.
Muita da historia dos Grupos de Forcados de antigamente se perdeu, outra está a ser recuperada, nomeadamente a dos Grupos que existiram na Vila de Riachos.
Certo é que a muito custo e com muito dinheiro despendido em registos que deveriam conter essa historia mas que simplesmente foi ignorada ou omitida.
O tal livro que adquiri, é o "Vocabulário Taurino" de António Rodovalho Duro, que usou o pseudónimo de "Zé Jaleco".
Rodovalho Duro nasceu em Lisboa em 1857, foi Forcado amador, "aficionado" critico e escritor tauromáquico.
Nesse livro vêm descritos apontamentos de corridas de touros de 22 anos 1892»1914 e as referencias aos Grupos de Forcados são nulas.
Nada barato diga-se de passagem, mas na minha "ânsia" em continuar a pesquisar sobre os Grupos de Forcados que existiram na Vila de Riachos, por vezes tenho feito destes desvarios.
Certo é que eu já devia ter percebido que naquelas épocas era dado pouco relevo aos Grupos de Forcados.
Ainda hoje isso acontece, sem que críticos e escritores compreendam que são eles que levam as maiores ovações mesmo que estejam mal.
As lides a cavalo ou apeadas eram soberanas, e já não bastava os Forcados serem maltratados pelos touros como também o eram pelos críticos e escritores que não lhes davam relevo nas suas criticas ou quando o davam era para dizerem mal.
Quando comecei a ir ao touros pela mão dos meus progenitores o bulício em redor da praça de touros não me dizia nada, do que eu gostava era do que se passava lá dentro e por isso estava sempre ansioso por entrar.
Fatos, fatos brilhantes, cavalos, touros, capas cor -de- rosa, todo esse movimento e colorido me fascinavam.
Depois, havia aquele toque de "corneta", aquele toque especial e eu ouvia algumas pessoas cantarolarem; "-Salta-lhe p´rá cara, salta-lhe p´rá cara !". Saltavam uns homens lá para dentro, onde estava o touro. Fazia-se silencio na praça e eu ficava com uma sensação que não conseguia entender.
Apercebia-me sim que algo de perigoso ia acontecer.
Com o homem que estava em cima do cavalo não tinha essa sensação, nem com o da capa.
Eles estavam safos, um lá no alto e o outro "atirava" a capa para um lado e o corpo para o outro.
Mas aquele ali a chamar o toiro sem mais nada!... E lá estava eu a fazer perguntas ao meu pai: Quem são aqueles homens? de onde vêm? porque não têm fatos brilhantes? entre outras.
Hoje sei que esses homens não têm fatos brilhantes, nem precisam, porque são eles próprios que brilham, brilham mais que qualquer brilhante.
São eles que pela sua humildade e destemor conseguem arrecadar as palmas e a admiração de todos os aficionados.
Mas tal como antigamente os Grupos de Forcados continuam a ter pouca relevância para críticos e escritores, menos para o povo "anónimo" que felizmente ainda os continuam a idolatrar.
Muita da historia dos Grupos de Forcados de antigamente se perdeu, outra está a ser recuperada, nomeadamente a dos Grupos que existiram na Vila de Riachos.
Certo é que a muito custo e com muito dinheiro despendido em registos que deveriam conter essa historia mas que simplesmente foi ignorada ou omitida.
O tal livro que adquiri, é o "Vocabulário Taurino" de António Rodovalho Duro, que usou o pseudónimo de "Zé Jaleco".
Rodovalho Duro nasceu em Lisboa em 1857, foi Forcado amador, "aficionado" critico e escritor tauromáquico.
Nesse livro vêm descritos apontamentos de corridas de touros de 22 anos 1892»1914 e as referencias aos Grupos de Forcados são nulas.
sábado, 2 de julho de 2011
"Filhos de um deus menor"
Uma película de 1987 de uma emocionante e envolvente historia de amor.
Daqui só quero aproveitar o titulo deste filme para falar do que me vai na alma.
Já sabemos por outras paginas deste blogue (para quem o souber interpretar) que a coesão do Grupo se está a cimentar muito rapidamente devido ao entendimento do "Cabo" Carlos Branco e dos seus pupilos que consciente, ou inconscientemente, vão absorvendo certas atitudes do seu "timoneiro".
Posto isto quero realçar o seguinte:
Algumas pessoas ou organizações já estão a fazer contactos com este novel Grupo.
Acontece que têm surgido oportunidades para que o Grupo comece a ser falado no meio taurino.
Certo é que têm sido em eventos de "pouca projecção" e alguns "cartéis" foram preenchidos com o "nosso Grupo" porque houve a desistência de outros eleitos. Aproveitando os eventos para que são solicitados o "Cabo" tem sabido aproveitar humildemente esses momentos para assim dar rodagem a quem está a começar do zero.
Numa outra pagina já aqui falei do enlace que houve entre a organização das festividades do padroeiro da Vila de Riachos com futuro Grupo de Forcados e por mim acho que ambas as partes estiveram bem dado à aficiom que aquelas gentes tiveram e têm desde tempos imemoriais.
Na pagina a que me refiro não foram feitas referencias aos intervenientes porque ainda não os tinha confrontado mas agora já estou em condições de o fazer.
João Branco (Branquinho) filho do "cabo" fez a abertura com um comovente brinde ao "cabo".
André Pinto, neto dos proprietários da tertúlia, Luís Azevedo (Luizinho Mecânico), Pedro Silva, Nuno Gameiro (Pescadero) foram os protagonistas de boas pegas devidamente auxiliados por Mário Vieira, Luís Folgado, Fausto e Paulo Gaivoto (Tita) que chegou a jogar futebol no Manchester United. (o que é que deu a esta cabecinha tonta para se virar para os toiros).
Uns dias mais tarde através de um elemento que pertenceu ao Grupo de 1995, João Neves (Tordo) decorreu uma jogo de futebol seguido de um almoço para cimentar ainda mais o espírito de camaradagem.
A 25-06-2011, na bonita praça de Santa Eulália (Elvas) o "nosso" Grupo participou num convívio de Grupos de Forcados, para pegarem Novilhos de Pedro Tinoco.
Pelos de Riachos estiveram presentes o "Cabo" Carlos Branco, João Neves, Nuno Gameiro, Nuno Reis, Fausto Costa, João Branco, André Pinto, André Rito, Mário Vieira, Luís Azevedo, Júlio (Brasileiro) Nuno Matos e Paulo Gaivoto.
Dois dos nossos rapazes (devido à sua entrega) foram parar ao hospital, e o Nuno Reis "sacou" a melhor pega do evento.
Bem recentemente nas festas de Porto de Mós em honra de São Pedro, que decorrem entre o dia 25 de Junho e 3 de Julho, o "nosso" Grupo foi convidado para actuar no dia 1 com uma demonstração de pegas.
Calharam em sorte três Novilhos de Carlos Damas, e compareceram 18 elementos do Grupo.
A saber:
"Cabo" Carlos Branco, Marquitos, Luís Azevedo, André Pinto, João Branco, João Neves, André Rito, Paulo Gaivoto, Luís Folgado, Mário Vieira, Nuno Reis, Nuno Matos, Nuno Gameiro, Pedro Silva, João Costa (Palitos), Fausto, Nuno Alexandre e João Ferreira.
Marquitos teria sido o protagonista da noite com uma excelente paga, Luís Azevedo, pegou ao terceiro intento e André Pinto á primeira tentativa.
"Os meus rapazes" estão de parabéns por andarem a dignificar a memória dos que por cá passaram e o nome da terra que os viu nascer.
Todos sabemos que num Grupo de Forcados nem todos os elementos pertencem à terra pela qual envergam as jaquetas por isso mais uma razão (para mim e para muitas pessoas) para lhes demonstrar todo o nosso apreço.
Riachenses vamos todos apoiar e dignificar o grupo da "nossa" vossa terra.
Daqui só quero aproveitar o titulo deste filme para falar do que me vai na alma.
Já sabemos por outras paginas deste blogue (para quem o souber interpretar) que a coesão do Grupo se está a cimentar muito rapidamente devido ao entendimento do "Cabo" Carlos Branco e dos seus pupilos que consciente, ou inconscientemente, vão absorvendo certas atitudes do seu "timoneiro".
Posto isto quero realçar o seguinte:
Algumas pessoas ou organizações já estão a fazer contactos com este novel Grupo.
Acontece que têm surgido oportunidades para que o Grupo comece a ser falado no meio taurino.
Certo é que têm sido em eventos de "pouca projecção" e alguns "cartéis" foram preenchidos com o "nosso Grupo" porque houve a desistência de outros eleitos. Aproveitando os eventos para que são solicitados o "Cabo" tem sabido aproveitar humildemente esses momentos para assim dar rodagem a quem está a começar do zero.
Numa outra pagina já aqui falei do enlace que houve entre a organização das festividades do padroeiro da Vila de Riachos com futuro Grupo de Forcados e por mim acho que ambas as partes estiveram bem dado à aficiom que aquelas gentes tiveram e têm desde tempos imemoriais.
Na pagina a que me refiro não foram feitas referencias aos intervenientes porque ainda não os tinha confrontado mas agora já estou em condições de o fazer.
João Branco (Branquinho) filho do "cabo" fez a abertura com um comovente brinde ao "cabo".
André Pinto, neto dos proprietários da tertúlia, Luís Azevedo (Luizinho Mecânico), Pedro Silva, Nuno Gameiro (Pescadero) foram os protagonistas de boas pegas devidamente auxiliados por Mário Vieira, Luís Folgado, Fausto e Paulo Gaivoto (Tita) que chegou a jogar futebol no Manchester United. (o que é que deu a esta cabecinha tonta para se virar para os toiros).
Uns dias mais tarde através de um elemento que pertenceu ao Grupo de 1995, João Neves (Tordo) decorreu uma jogo de futebol seguido de um almoço para cimentar ainda mais o espírito de camaradagem.
A 25-06-2011, na bonita praça de Santa Eulália (Elvas) o "nosso" Grupo participou num convívio de Grupos de Forcados, para pegarem Novilhos de Pedro Tinoco.
Pelos de Riachos estiveram presentes o "Cabo" Carlos Branco, João Neves, Nuno Gameiro, Nuno Reis, Fausto Costa, João Branco, André Pinto, André Rito, Mário Vieira, Luís Azevedo, Júlio (Brasileiro) Nuno Matos e Paulo Gaivoto.
Dois dos nossos rapazes (devido à sua entrega) foram parar ao hospital, e o Nuno Reis "sacou" a melhor pega do evento.
Bem recentemente nas festas de Porto de Mós em honra de São Pedro, que decorrem entre o dia 25 de Junho e 3 de Julho, o "nosso" Grupo foi convidado para actuar no dia 1 com uma demonstração de pegas.
Calharam em sorte três Novilhos de Carlos Damas, e compareceram 18 elementos do Grupo.
A saber:
"Cabo" Carlos Branco, Marquitos, Luís Azevedo, André Pinto, João Branco, João Neves, André Rito, Paulo Gaivoto, Luís Folgado, Mário Vieira, Nuno Reis, Nuno Matos, Nuno Gameiro, Pedro Silva, João Costa (Palitos), Fausto, Nuno Alexandre e João Ferreira.
Marquitos teria sido o protagonista da noite com uma excelente paga, Luís Azevedo, pegou ao terceiro intento e André Pinto á primeira tentativa.
"Os meus rapazes" estão de parabéns por andarem a dignificar a memória dos que por cá passaram e o nome da terra que os viu nascer.
Todos sabemos que num Grupo de Forcados nem todos os elementos pertencem à terra pela qual envergam as jaquetas por isso mais uma razão (para mim e para muitas pessoas) para lhes demonstrar todo o nosso apreço.
Riachenses vamos todos apoiar e dignificar o grupo da "nossa" vossa terra.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
"Abandonei os meus rapazes"
Repartindo os dias de férias, com visitas a Palácios, Museus, Exposições, e idas à praia, entre outros eventos "abandonei" os "meus" rapazes.
Certo é que por acaso, até nem tinham eventos agendados para esse período, o que me deixou mais à vontade para desfrutar desses momentos de lazer.
Acontece porem que durante essas férias me ligaram (tiveram sorte em apanharem o telemóvel ligado) para me comunicarem que em cima do acontecimento tinham sido convidados para uma demonstração de pegas.
Sem os poder acompanhar e por isso fiquei com o "sangue a ferver-me nas veias" limitei-me a desejar-lhes sorte.
Pela manhã do dia seguinte ao do evento, liguei ao "Cabo" Carlos Branco para lhe perguntar como correu o acontecimento.
Tudo tinha corrido bem e também fiquei a saber que as Jaquetas já estavam prontas e em poder do Grupo.
Logo que possa ir ter com a rapaziada para recolher pormenores desse evento aqui os irei deixar registados.
Mas enquanto isso não acontece é tempo de deixar mais um assentamento.
Estar "à estaca" prostrado numa toalha de praia a contar as horas passarem nunca fez o meu feitio por isso, ora passeio pela orla marítima, ou fico sentado num rochedo lendo, escrevendo, ou imaginando as tormentas que os nossos navegadores passaram.
Mas o que ler ?!!
Já nada me satisfaz, (estou a ficar velho) e livros ou revistas para as quais quero virar a minha atenção ou são escassas ou custam os olhos da cara.
Mesmo assim lá consegui correr umas papelarias até encontrar algo que me satisfizesse.
Encontrei a revista Ruedo Ibérico, um numero atrasado de Abril, mas que importava se me iria dar gosto ler e ver as fotografias.
Comprei a revista, e na penúltima pagina deparo-me com uma reportagem da autoria de Sónia Baptista, com o titulo "Ruedos de Sentimento".
Uma fotografia de um Forcado que trazia impressa em letras "garrafais" o nome de José Timóteo.
Ora este José Timóteo (segundo o artigo) era natural de Faias, concelho do Montijo.
Teria levado uma vida, toda ela ligada à tauromaquia e iniciou-se como Forcado nos Forcados Amadores de Riachos, tendo posteriormente passado pelos Amadores de Lisboa, Amadores de Vila Franca de Xira, acabando por durante muitos anos ser Cabo dos Amadores do Setúbal.
Ainda segundo esse artigo, em 1961 juntamente com Adelino de Carvalho e José Gonçalves rumaram a Madrid para participarem nas filmagens do filme Italiano "Ursus, o filho de Hércules"
José Timóteo, fez a sua despedida enquanto Cabo dos Amadores de Setúbal, numa tarde de Domingo, 6 de Agosto de 1967.
José Timóteo, partiu desta vida, no mês de Março 2011, vitima de doença.
Mais um nome que me chegou, "sem o procurar" e que até agora eu desconhecia que tivesse pertencido a um dos Grupos de Riachos.
Vai ficar arquivado para ser recordado, e a sua fotografia, exposta na tertúlia (se o Cabo assim o entender)
Certo é que por acaso, até nem tinham eventos agendados para esse período, o que me deixou mais à vontade para desfrutar desses momentos de lazer.
Acontece porem que durante essas férias me ligaram (tiveram sorte em apanharem o telemóvel ligado) para me comunicarem que em cima do acontecimento tinham sido convidados para uma demonstração de pegas.
Sem os poder acompanhar e por isso fiquei com o "sangue a ferver-me nas veias" limitei-me a desejar-lhes sorte.
Pela manhã do dia seguinte ao do evento, liguei ao "Cabo" Carlos Branco para lhe perguntar como correu o acontecimento.
Tudo tinha corrido bem e também fiquei a saber que as Jaquetas já estavam prontas e em poder do Grupo.
Logo que possa ir ter com a rapaziada para recolher pormenores desse evento aqui os irei deixar registados.
Mas enquanto isso não acontece é tempo de deixar mais um assentamento.
Estar "à estaca" prostrado numa toalha de praia a contar as horas passarem nunca fez o meu feitio por isso, ora passeio pela orla marítima, ou fico sentado num rochedo lendo, escrevendo, ou imaginando as tormentas que os nossos navegadores passaram.
Mas o que ler ?!!
Já nada me satisfaz, (estou a ficar velho) e livros ou revistas para as quais quero virar a minha atenção ou são escassas ou custam os olhos da cara.
Mesmo assim lá consegui correr umas papelarias até encontrar algo que me satisfizesse.
Encontrei a revista Ruedo Ibérico, um numero atrasado de Abril, mas que importava se me iria dar gosto ler e ver as fotografias.
Comprei a revista, e na penúltima pagina deparo-me com uma reportagem da autoria de Sónia Baptista, com o titulo "Ruedos de Sentimento".
Uma fotografia de um Forcado que trazia impressa em letras "garrafais" o nome de José Timóteo.
Ora este José Timóteo (segundo o artigo) era natural de Faias, concelho do Montijo.
Teria levado uma vida, toda ela ligada à tauromaquia e iniciou-se como Forcado nos Forcados Amadores de Riachos, tendo posteriormente passado pelos Amadores de Lisboa, Amadores de Vila Franca de Xira, acabando por durante muitos anos ser Cabo dos Amadores do Setúbal.
Ainda segundo esse artigo, em 1961 juntamente com Adelino de Carvalho e José Gonçalves rumaram a Madrid para participarem nas filmagens do filme Italiano "Ursus, o filho de Hércules"
José Timóteo, fez a sua despedida enquanto Cabo dos Amadores de Setúbal, numa tarde de Domingo, 6 de Agosto de 1967.
José Timóteo, partiu desta vida, no mês de Março 2011, vitima de doença.
Mais um nome que me chegou, "sem o procurar" e que até agora eu desconhecia que tivesse pertencido a um dos Grupos de Riachos.
Vai ficar arquivado para ser recordado, e a sua fotografia, exposta na tertúlia (se o Cabo assim o entender)
terça-feira, 14 de junho de 2011
"Os homens que sorriem para a morte"
O gosto pelo que se faz e o "peso" da responsabilidade leva alguns Forcados a diminuírem a importância do acontecimento.
A isso eu chamo-lhe "sorrir para a morte".
As expressões faciais de alguns, "os que sorriem" transmitem-nos a sensação de que não se vai passar nada, está tudo sobre controle.
Puro engano.
Os animais são imprevisíveis e o homem que está na sua frente sabe isso, só que pela sua maneira de ser e perante os outros disfarça a sua "insegurança" pessoal pelo que possa vir a acontecer.
O animal até pode ter tido uma boa prestação durante a lide, até pode ter sido bem avaliado no desempenho que mostrou no capote ou com o cavalo, mas basta haver uma diversão protagonizada por algum ajuda ou mesmo por algum movimento na trincheira para que as coisas não resultem como esperado.
Mas alguns Forcados sorriem sempre porque é assim que sempre estiveram "dispostos a enfrentar a morte", com um sorriso.
A isso eu chamo-lhe "sorrir para a morte".
As expressões faciais de alguns, "os que sorriem" transmitem-nos a sensação de que não se vai passar nada, está tudo sobre controle.
Puro engano.
Os animais são imprevisíveis e o homem que está na sua frente sabe isso, só que pela sua maneira de ser e perante os outros disfarça a sua "insegurança" pessoal pelo que possa vir a acontecer.
O animal até pode ter tido uma boa prestação durante a lide, até pode ter sido bem avaliado no desempenho que mostrou no capote ou com o cavalo, mas basta haver uma diversão protagonizada por algum ajuda ou mesmo por algum movimento na trincheira para que as coisas não resultem como esperado.
Mas alguns Forcados sorriem sempre porque é assim que sempre estiveram "dispostos a enfrentar a morte", com um sorriso.
terça-feira, 7 de junho de 2011
Uma ideia bonita para despedida
No Jornal "O Ribatejo" de 29 de Outubro de 1998 aparece um artigo sobre a despedida de João Santos. Riachos disse adeus ao seu cabo de Forcados em final de temporada, organizando uma novilhada popular.
Uma ideia bonita dando oportunidade a jovens toureiros, tendo João Carlos Folgado e Filipe Gonçalves prestado provas para cavaleiros praticante.
Presentes também o cavaleiro José Luís Poço e a cavaleira Sónia Matias.
Os novilhos toiros pertenceram à divisa roxo e vermelha de Ernesto de Castro.
Assim foi, e se estivermos atentos a pormenores poderemos deduzir entre outras coisas que houve alguma preocupação do cabo em fazer, uma despedida simples, com artistas "simples" rodeado pela "simplicidade" da sua terra e das suas gentes.
Em 1997, João Santos, levou o seu Grupo a 18 espectáculos, incluindo o dia de Carnaval, que tinha uma parte cómica para crianças, duas corridas em Espanha e mandou quatro Forcados a uma selecção para pegar no Campo Pequeno em Lisboa.
Essa despedida deu-se a 25-10-1998.
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errónea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi e voou
E hoje é já outro dia
(Fernando Pessoa)
Uma ideia bonita dando oportunidade a jovens toureiros, tendo João Carlos Folgado e Filipe Gonçalves prestado provas para cavaleiros praticante.
Presentes também o cavaleiro José Luís Poço e a cavaleira Sónia Matias.
Os novilhos toiros pertenceram à divisa roxo e vermelha de Ernesto de Castro.
Assim foi, e se estivermos atentos a pormenores poderemos deduzir entre outras coisas que houve alguma preocupação do cabo em fazer, uma despedida simples, com artistas "simples" rodeado pela "simplicidade" da sua terra e das suas gentes.
Em 1997, João Santos, levou o seu Grupo a 18 espectáculos, incluindo o dia de Carnaval, que tinha uma parte cómica para crianças, duas corridas em Espanha e mandou quatro Forcados a uma selecção para pegar no Campo Pequeno em Lisboa.
Essa despedida deu-se a 25-10-1998.
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errónea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi e voou
E hoje é já outro dia
(Fernando Pessoa)
sábado, 4 de junho de 2011
Sinto que já valeu a pena
Pelo comentário do nosso amigo (que ainda não conheço) Carlos Amado, na pagina "eu vou pela paz" sinto que já valeu a pena ter iniciado este blogue, até porque não fazia sentido ter estes arquivos "em clausura".
Quando lhes pego (nos arquivos) acabo por ficar com sentimentos contemplativos, saboreando no meu imaginário o que teria sido a vida daqueles homens, antes e depois das toiradas em que participavam.
Perderam-se muitas das historias e mais se vão perder porque continua a não existir o hábito de as deixar registadas.
Algumas das que fui recolhendo (e ainda recolho) pelos vistos e através deste blogue, vão despoletando sentimentos e recordações em alguns Riachenses, o que me leva a ficar satisfeito por ter iniciado este trabalho.
Sem perturbações exteriores, (que infelizmente existem) vou dando o meu melhor, para assim deixar perpetuadas as memorias daqueles que foram protagonistas numa arte que eu aprecio.
Aproveito esta pagina para fazer um apelo, a todos os Riachenses, (e não só) no sentido de recuperarem dos mais idosos, historias que estes se recordem, ou até documentos, fotografias, etc.. (que podem fotocopiar) e entregar depois ao actual "cabo" Carlos Branco, devidamente referenciadas com o nome de quem as recolheu para que assim me sejam entregues.
" Um por todos todos por um" "Só faz falta quem está"
Para completar esta pagina deixo-vos o cartel, de uma corrida realizada num Domingo, (1 de Julho de 1945).
Praça de Toiros de Torres Novas
8 Touros
Cavaleiro, Simão da Veiga
Espadas, Manolo Ortiz e Augusto Gomes
Forcados de Riachos
Cabo: Serra Torres; João Soares Nunes; Ezequiel Luís; José dos Santos; António Augusto; Miguel da Silva; Damásio Rodrigues; José Amado.
Banda Operária Torrejana.
Quando lhes pego (nos arquivos) acabo por ficar com sentimentos contemplativos, saboreando no meu imaginário o que teria sido a vida daqueles homens, antes e depois das toiradas em que participavam.
Perderam-se muitas das historias e mais se vão perder porque continua a não existir o hábito de as deixar registadas.
Algumas das que fui recolhendo (e ainda recolho) pelos vistos e através deste blogue, vão despoletando sentimentos e recordações em alguns Riachenses, o que me leva a ficar satisfeito por ter iniciado este trabalho.
Sem perturbações exteriores, (que infelizmente existem) vou dando o meu melhor, para assim deixar perpetuadas as memorias daqueles que foram protagonistas numa arte que eu aprecio.
Aproveito esta pagina para fazer um apelo, a todos os Riachenses, (e não só) no sentido de recuperarem dos mais idosos, historias que estes se recordem, ou até documentos, fotografias, etc.. (que podem fotocopiar) e entregar depois ao actual "cabo" Carlos Branco, devidamente referenciadas com o nome de quem as recolheu para que assim me sejam entregues.
" Um por todos todos por um" "Só faz falta quem está"
Para completar esta pagina deixo-vos o cartel, de uma corrida realizada num Domingo, (1 de Julho de 1945).
Praça de Toiros de Torres Novas
8 Touros
Cavaleiro, Simão da Veiga
Espadas, Manolo Ortiz e Augusto Gomes
Forcados de Riachos
Cabo: Serra Torres; João Soares Nunes; Ezequiel Luís; José dos Santos; António Augusto; Miguel da Silva; Damásio Rodrigues; José Amado.
Banda Operária Torrejana.
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| José da Silva Amado |
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| Luís da Silva Amado |
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| "Esquerda" José Amado "Direita" Damásio Rodrigues |
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