sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Fenomenal

A Fenomenal - Tertúlia Tauromáquica do Entroncamento, foi fundada a 23 de Fevereiro de 2011.

Porque sou do Entroncamento e aficionado à festa brava, quero aqui deixar uns apontamentos elucidativos como outrora para os festejos taurinos que se realizavam aqui pela região não só os artistas de fora eram convidados.
Os organizadores desses eventos "empresários" tinham a preocupação de "acarinhar" quem nas redondezas já era ou andava empenhado em tornar-se Toureiro ou Forcado.
Pelos vistos eram aficionados com letra grande daqueles para quem o lucro pouco contava, ou inteligentes como a seguir iremos ver.
Pelo que analisei existia a preocupação em introduzir nos cartéis elementos quer do Entroncamento, Golegã, Riachos, Torres Novas e de outras terras limítrofes.
Apesar de serem espectáculos de pouca monta ou de importância relativa existia a preocupação de colocar toureiros consagrados a tourearem com os menos conhecidos dando assim (penso eu) um espectáculo variado onde possivelmente haveria uma maior entrega dos menos conhecidos afim de se afirmarem no meio taurino.
Quase todas as terras em redor da Praça de Touros de Vila  Nova da Barquinha, tinham um toureiro ou aspirante a toureiro incluído no cartel.
Bom, com os transportes ferroviários assegurados, (existiam comboios especiais para esses eventos) devidamente referenciados nos cartazes, penso que era sempre garantia de casa cheia.
Mas não só na praça de Vila Nova da Barquinha se faziam espectáculos, Torres Novas, Riachos, Golegã, Entroncamento, também eram palco de alguns eventos.
Por exemplo no dia 6 de Julho de 1947, em Torres Novas o cartel incluía 3 Bandarilheiros do Entroncamento, Mário Freire, João A. P. Malaquias, e Bandeja.
Em 17 de Junho de 1949, na Praça de Toiros da Barquinha dois Bandarilheiros do Entroncamento Manuel Silva e Francisco Fanico eram dois os Grupos de Forcados um do Ribatejo e outro do Entroncamento.
O do Entroncamento era comandado por Augusto Martins dos Reis e os restantes elementos eram: António Gervásio André, Francisco Rodrigues, Francisco Fidalgo, Virgílio Macedo, José Filipe das Neves, Lúcio dos Santos e José Carvalho.
Em 19 de Junho de 1955, três Espadas Amadores do Entroncamento Mário Araújo, Laureano dos Santos e Joaquim Vicente, havia um Bandarilheiro que era Manuel Vicente e o Grupo de Forcados era de Riachos comandado por João Serra.
Em 17 de Julho de 1955 dois Espadas, Laureano dos Santos e Mário Araújo o Grupo de Forcados era de Riachos comandado por Albano Coelho.
Em 20 de Julho mas de 1958, fazia-se uma referencia a Laureano dos Santos do Entroncamento, um jovem toureiro já conhecido da aficion pela sua valentia e elegante maneira de bandarilhar.
O Grupo de Forcados era constituído por elementos de Riachos, Golegã e Entroncamento.


Fundado
23 de Fevereiro de 2011
Local
Sobre
Tauromaquia, Gastronomia e Enologia

Descrição da empresa
Tertúlia Tauromáquica do Entroncamento
Descrição
Num momento em que a festa tanto precisa dos seus aficionados, um grupo de amigos reuniu-se com a intenção de promover o que a festa tem de melhor. Daí surge “A Fenomenal”, com a missão de fomentar o espírito taurino na população, dando a conhecer ainda melhor esta Arte, Património Cultural Nacional. Além disso, a Tertúlia tem a ambição de estimular o espírito do associativismo, respeitando sempre e acima de tudo, os valores da amizade, cooperação e solidariedade que são a base desta organização.
Missão
“Uma tertúlia Fenomenal…em nome da Festa Brava em Portugal”

E-mail
afenomenal@afenomenal.com
Telefone
Site


























segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Parabéns


"Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!"
- Deolinda-

Nada melhor para elucidar o que a seguir vou escrever do que esta quadra de um Grupo de Musica Popular Portuguesa.
Como já sabem os Riachenses sempre tiveram uma grande aficcion pela festa brava e em especial pelas pegas que quer nas vacadas ou em corridas formais eram  feitas por espontâneos locais ou por Grupos de Forcados Profissionais que deram depois lugar aos Grupos de Forcados Amadores.
Com o desenrolar dos anos, mais a evolução que o mundo levou "trazendo" uma diversidade enorme de opções para os jovens (e menos jovens) se divertirem é natural que os mesmos fossem absorvidos por esses eventos desenraizando-se das tradições da sua terra.
Também é certo que abandonaram essas tradições porque os mais velhos não os souberam segurar nelas.
Não foi à muito tempo que em conversa com dois Riachenses (pai e filho) José Alexandre e Rui Alexandre abordamos este assunto tendo o filho me confidenciado que em tempos tentou através dos agrupamentos escolares elucidar os mais novos sobre essa tradição e tentado mesmo leva-los a experimentarem essa função.
Pelos vistos alguns entraves foram colocados e essa excelente ideia por ai se ficou.
Presentemente e como já noticiei através de uma publicação do Jornal "O Riachense" de 24 Agosto 2011 um Grupo de jovens (Grupo de Forcados Juvenis do Futuro de Riachos) fez a sua apresentação em Toucinhos, Ourém.
Há que elogiar esta iniciativa, dar apoio e acarinhar estes rapazes que pelos vistos deixaram as playstations e os computadores, para dedicarem parte do seu tempo na recuperação de uma tradição da sua terra.
Vão em frente sem hesitações, continuem "a retirar uma parcela do vosso tempo", para aprender, divulgar e praticar uma arte que se estava a desvanecer na Vila de Riachos.
 
O jovem Pedro Abelho a recuar na cara da vaca.

       
 

domingo, 28 de agosto de 2011

Regresso ao Passado

Quase todos os dias regresso ao passado, desfolhando registos deixados por alguém que certamente (ao fazê-lo) estava a pensar no futuro.
Essas pessoas com uma sensibilidade enorme para deixar registos ás futuras gerações não o fizeram (por dá cá aquela palha) por inveja, para se enaltecerem mas sim porque tinham uma visão diferente do comum dos mortais.
Alguns teriam sido um pouco excêntricos ao ponto de serem mal interpretados, mas isso não os travou no que sempre quiseram fazer.
Deixaram legados importantes (alguns foram destruídos) e que agora neste caso, juntando as diversas peças dá-nos uma maior visibilidade da importância e projecção que algumas localidades, pessoas, e tradições tiveram nos mais diversos locais deste país e alem fronteiras.
Por isso regressar ao passado só por regressar não faz sentido é necessário por vezes traze-lo à tona e apresenta-lo para despoletar atitudes que estavam adormecidas ou esquecidas porque dos velhos já ninguém se lembra e foram eles que com menos recursos deixaram obra feita.
A Praça de Touros foi propriedade da Sociedade Velha Filarmónica Riachense
Retiro da Perna de Pau em Lisboa os pratos mais preferidos naqueles tempos, eram as iscas à Zé Sapateiro e os bifes à Alcorriol
       

sábado, 27 de agosto de 2011

Aí........! tá o toiro

Esta expressão por vezes é utilizada pelo Forcado da cara para "indicar" que o toiro está com ele, (quer dizer que o toiro está fixo no Forcado e não a raspar no chão ou virado para tábuas).
Hoje ao comprar o Jornal "O Riachense" o meu coração encheu-se de orgulho e de mais uma serie de sentimentos que só a mim me dizem respeito.
Sei que está na hora de "arrumar as botas" em relação á pesquisa que tenho feito em relação ao historial dos Grupos que se foram formando ao longo dos anos naquela Vila Ribatejana, (até porque nem sou de lá).
Digo "arrumar as botas" mas só depois de escrever mais um capitulo sobra a história deste novel Grupo que está agora a fazer um ano da a sua formação (o do Carlos Branco)., até porque a minha pesquisa ao longo de todos estes anos me tem trazido novos desenvolvimentos.
O Grupo de Carlos Branco, embora até ao momento ainda não tenha inaugurado as jaquetas têm como data de referencia da sua constituição o 28 de Agosto de 2010., (é polémico).
Vem isto tudo a propósito porque que li hoje no jornal "O Riachense" um titulo que nos nos diz "Forcados juvenis de Riachos estreiam-se nas lides".                                                                                              Pelo que li, vejo que o Grupo agora iniciado por Carlos Branco, veio despoletar o que estava adormecido naquelas gentes e que uma das tradições que estava em vias de extinção começa agora a florescer pela mão de alguém.
Ainda bem que assim é.
No entanto também espero que se faça justiça a estes jovens, por "alguém habilitado" que consiga deixa-los registados na história dos Grupos de Forcados de Riachos.
Ao ler o nome destes jovens reparo que o nome de Fetal está associado pelo menos a dois deles e também os nomes de Simões ou Santana, ao que julgo saber pertencem a famílias daquela Vila.
Assim sendo fico de consciência tranquila e agradado porque alguém pegou no trabalho (pesquisa) que tenho feito desde 1995 e que agora lhe está a dar seguimento.
Pelo que li e que a seguir deixo impresso nesta pagina este Grupo de Forcados Juvenis do Futuro de Riachos fez a sua estreia a 7 de Agosto em Toucinhos (Ourem) num festival taurino presenciado por cerca de um milhar de pessoas.
Pedro Abelho pegou uma vaca à primeira tentativa e Fernando Pedro fetal pegou um bezerro igualmente à primeira tentativa. Como nos diz a noticia o Grupo fez ainda demonstração de cernelhas, sendo muito aplaudido.
Estão de parabéns estes jovens, que pela mão de alguém estão a manter e dar seguimento a uma tradição que quase ia "morrendo" naquela Vila outrora muito aficionada em especial aos Grupos de Forcados.
Como disse no inicio e sem que isso me traga incomodo (muito pelo contrario) fico contente por alguém da Vila de Riachos dar continuidade ao meu trabalho de pesquisa e deixe impresso o nome destes jovens numa pagina da historia daquela localidade porque afinal eu nem sou de lá e nem tenho afectividades que me liguem aquela Vila.
Vão em frente com coragem e que alguém os deixe registados para memoria futura. 
     

   
   
 




 

domingo, 21 de agosto de 2011

Enciclopédia Tauromaquica

Para todos os que visitam este blogue, aqui fica esta pagina direccionada mais propriamente para estudiosos e coleccionadores.
Sei que estou a "fugir" um pouco ao tema (Grupos de Forcados de Riachos), mas entendo que não faz sentido possuir material de outras funções da tauromaquia e não as divulgar aos interessados.
Espero com esta pagina e outras que possa aqui colocar ir enriquecendo os estudos (pesquisas) ou arquivos de alguém.  

sábado, 20 de agosto de 2011

Praças de touros desmontaveis

Como todos sabem as praças de touros desmontáveis dão um precioso contributo na manutenção dos  aficionados que por varias razões não se podem deslocar das suas terras para assistirem a espectáculos tauromáquicos. Estou a falar de pessoas idosas com dificuldades de transporte, económicas entre outras.
Quando ainda jovens ninguém os parava nessa sua ânsia de apreciarem o espectáculo. A pé, de bicicleta, carroça, tudo valia para as deslocações ás praças fixas que existiam, algumas bem longe do local de residência.
Acontece porem que agora, mesmo tendo a vida facilitada no que respeita a apreciarem esse espectáculo (em virtude de o mesmo se deslocar até eles) acabam  por ter dificuldade em suportarem os preços das entradas.
Sei que tudo tem um custo e que nos dias que correm não é fácil suportar certas despesas mas também penso que os artistas, empresários, entre outras entidades haviam de conjugar esforços para continuarem a proporcionar a essas pessoas uma ida aos toiros com preços acessíveis porque afinal de contas foram elas que em outros tempos encheram as praças.  
Vem isto a propósito porque me fizeram chegar ás mãos uma revista que fala do percurso do Matador de touros Ricardo Chibanga, que é proprietário de praças desmontáveis e que assim faz chegar a festa brava a locais onde não existem arenas. Mas com isto também quero recordar que se não houvesse ninguém que lhe tivesse (dado a mão) acreditando no seu valor hoje não estaria aqui a falar dele.
Foi na década de 1970, ali na estrada que liga a Vila da Chamusca, à ponte da Chamusca, que alguém mandou parar a viatura onde Ricardo Chibanga, se deslocava e me o apresentou.
Eu era um miúdo de tenra idade, mas senti-me importante porque aquele homem ainda vestido com o traje de luzes saiu da parte de trás da viatura e me veio cumprimentar.
Agora recordando aqueles tempos contemplo a humildade daquele homem, que naquele caso até parecia que a celebridade era eu.
Dai por uns dias, dou comigo numa pensão da Vila da Golegã, num modesto quarto, junto do meu ídolo, onde ele me dá uma fotografia devidamente autografada e me manda escolher outra.
Escolhi uma e ainda hoje as guardo religiosamente não sem que olhe para uma delas e me leve a pensar porque é que a escolhi.    
 .
A minha escolha recaiu sobre a do canto superior

           
      

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mal-Me-Quer Bem-Me-Quer

Apesar de existirem certas carências (não humanas) os Grupos de Forcados que se formaram ao longo dos anos na Vila de Riachos sempre corresponderam ás expectativas para as quais foram solicitados.
A abnegação e o grande sentido de responsabilidade de alguns elementos e principalmente de quem comandou esses Grupos foi essencial para garantirem a aprendizagem de muitos jovens na difícil arte de pegar toiros.
De uma forma empenhada os cabos desses Grupos sempre souberam assegurar a manutenção do Grupo pelo menos enquanto dele fizeram parte, mas pelos vistos não souberam foi dar-lhe continuidade dai os interregnos que se foram verificando.
Portanto ao longo dos anos esses Grupos de Riachos foram-se extinguindo e renascendo.
É costume dizer-se que os homens passam mas as instituições ficam mas aqui não foi o caso.
Ali em Riachos os homens passaram e as instituições extinguiram-se para depois voltarem a renascer pela mão de outros.
Penso que é de aproveitar os exemplos daqueles que dignificaram essa instituição a fim de lhe dar agora uma continuidade sem interrupsões.
Todos os que por lá passaram deixaram uma pagina escrita na historia daqueles Grupos e é assim que eu os gosto de recordar pela positiva.
Gosto de entrar na tertúlia e ver as fotografias dos homens que comandaram aqueles Grupos em diferentes épocas e de saber que tudo fizeram para dignificar a memoria de quem por lá passou.
Eles souberam sair com dignidade e enquanto por lá andaram tudo fizeram para dignificar a jaqueta a memória dos seus antepassados e a terra que representaram, por isso são merecedores de figurarem nas paredes da tertulia para nunca mais serem esquecidos.
Para mim tanto me faz se foi o Grupo Profissional de Riachos, Grupo de Forcados Amadores de Riachos, Grupo de Forcados do Aposento de Riachos ou somente Grupo de Forcados de Riachos.
Qualquer nome nunca é mais forte do que a união de todos os elementos mais o nome da terra que representam. 

À esquerda João Santos Grupo formado em 1995 à direita Carlos Branco actual cabo
Lançamento do livro "Esquecidos da Morte" 2004