domingo, 25 de setembro de 2011

"Aconteceu Amanhã"

Pois é, mais uma vez os compromissos profissionais não me deixaram desfrutar em pleno a festa campera que aconteceu hoje 25-09-2011.
Cheguei tarde cerca das 17h00, e o evento já se "desenrolava"  desde as 09h00.
O meu amigo Carlos Seixas, a quem enderecei um convite , foi o primeiro a confirmar com o Grupo a sua presença.
Confirmou, não faltou, usufruiu daquilo que mais gosta, e àquela hora tardia ainda deu tempo para trocarmos umas palavra e um abraço de até breve.
Eu por ali fiquei à conversa enquanto a malta dava em debandada.
Fiz novos amigos, de quem espero recolher as fotos que tiraram, isto se fizerem o favor de as entregarem ao André Pinto, ou na tertúlia.
Agradecia que ao fazerem-no, deixem registado o nome de quem as captou e mais a informação que acharem conveniente, podem mesmo ler as folhas que estão no quadro informativo da tertúlia para tomarem conhecimento do que pretendo.
Por hoje fico-me por aqui pois o "Aconteceu Amanhã" vai trazer algumas fotos que consegui obter e posteriormente aquelas que os presentes neste evento me facultarem.
O meu Amigo Carlos Seixas sempre atento ao "desenrolar" dos acontecimentos
   

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

"A todo o vapor"

Desde 1995, altura em que me convidaram para assistir a um treino do Grupo de Forcados Amadores de Riachos, que tenho andado a meditar sobre o que aconteceu naquela Vila Ribatejana, para que não dessem seguimento a uma tradição profundamente enraizada na cultura daquelas gentes.
Certamente, algo se passou para que a partir da década de 1940, "a coisa" começasse a enfraquecer até cerca da década de 1960, possivelmente o ano em que se extinguiu.
Em 1995, com o ressurgimento de um novo Grupo, mais a promoção que foi feita a esse colectivo de homens, sempre pensei que "a coisa" pegasse., mas não foi o caso, porque em 1998, tudo se findou.
Tenho o meu trabalho de casa feito, de onde retirei as minhas próprias conclusões, que valem o que valem e não é necessário falar mais no assunto.
Certamente a partir do ano de 2009, a ideia de um novo ressurgimento já se andava a construir no intelecto de um antigo Forcado do Grupo de 1995, (Carlos Branco) e dos "seus companheiros de lide".
Essa forma de pensar começou a dar frutos no ano de 2010, com a colaboração de outros elementos do Grupo de 1995, amigos e simpatizantes, onde se conseguiu juntar um número considerável de elementos e se procederam a alguns treinos e eventos para se angariarem fundos para o Grupo.
Presentemente neste ano de 2011, as coisas têm vindo a evoluir de forma favorável pese embora o facto de a temporada estar a acabar e ainda não terem existido convites para que estreassem as jaquetas.
Do mal o menos, pois entendo e tenho a ambição que essa estreia seja feita com pompa e circunstância  na terra de origem do Grupo, relembrando homens e tempos passados e se possível com homenagens a titulo póstumo daqueles que levaram o nome daquela terra aos mais diversos locais do País, alem fronteiras e fizeram "correr alguma tinta" em jornais, revistas e livros da especialidade.
Agora, é necessário não se perder a embalagem beneficiando do impulso dado quer pelo Grupo que se começou a formar em 2010 (o comandado por Carlos Branco) quer pela mais recente geração que está a despontar e que dá pelo nome de Grupo de Forcados Juvenis de Riachos, comandado por Fernando Fetal.
Neste mês de Setembro o "Grupo comandado por Carlos Branco", participou em mais uma demonstração de pegas, e vai fazer uma festa campera de que darei conhecimento oportunamente.
Agora quero fazer referência, a Vilar dos Prazeres (Concelho de Ourém) onde domingo, 25 de Setembro, 2011, vai ter lugar uma Vacada com (4) quatro reses onde na primeira parte vai tourear o Golganense "Serranito" que lidará as reses "em pontas" e onde actuarão os Futuros Forcados de Riachos dirigidos por Fernando Fetal (assim diz o cartaz).
Para a segunda parte sairão (3) três reses à vara larga para curiosos.
Estão de parabéns as gentes de Riachos que "A todo o vapor" ressuscitam novamente para que mais uma das tradições daquela Vila Ribatejana não se perca e que é a da Forcadagem.
Lamentavelmente e para meu desgosto, entendo que as duas coisas se deviam entrelaçar, pois os dois eventos são realizados no mesmo dia e os mais velhos deveriam assistir e apoiar os mais novos e por sua vez os mais novos deveriam participar no evento dos mais velhos (ou vice versa)  porque afinal de contas todos "torcem" pela Vila de Riachos e pelas suas tradições. 
Papel importante têm a comunicação social nomeadamente a do Jornal "O Riachense" na divulgação destes eventos.
Tal como os Grupos de Forcados da Vila de Riachos também este jornal oscilou entre "o aparecer e o desaparecer" tendo a sua primeira série surgido a 1 de Janeiro de 1908, quase tão antiga como Os Forcados de Riachos.
Sorte para os rapazes que vão pegar no domingo, e um bom convívio para a festa campera.

 
 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Quantidade versus qualidade

10-09-2011, mais um treino do Grupo que se apresentou um pouco desfalcado porque ainda se encontra muita gente de férias e outros a trabalharem por turnos.
Já nada é como antigamente onde durante a semana se trabalhava de sol a sol ficando só o domingo disponível, mas  mesmo assim esse dia era preenchido para participar nas corridas quer como Forcado ou simples espectador.
Onde houvesse uma toirada era dia de festa com as localidades em redor a ficarem despovoadas porque o povo queria descontrair vendo o seu espectáculo favorito que lhe iria despoletar as mais diversas sensações e servir de conversa para mais uma semana de trabalhos árduos, até à próxima corrida.
Os que apareceram neste treino deram mostras que (só faz falta quem está) assumindo uma responsabilidade para a qual se comprometeram e mais (como não poderia deixar de ser) mostrando um espírito intrínseco de amizade, entreajuda, assimilando tudo o que o cabo lhes transmitiu mais o que lhes ia na alma.
Disciplina, devoção, coesão, muita amizade foi ao que assisti, por isso não dei por mal empregue o tempo em que por lá estive. Com poucas horas de descanso devido à minha actividade profissional e com a responsabilidade de lá voltar assim acabasse o treino não pude (mais uma vez) usufruir da "melhor parte" que é o comes e bebes.
   

Para o Grupo de Riachos "Venha vinho"
Abre lá a porta não vês que já acabou
       

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

A Fenomenal

A Fenomenal - Tertúlia Tauromáquica do Entroncamento, foi fundada a 23 de Fevereiro de 2011.

Porque sou do Entroncamento e aficionado à festa brava, quero aqui deixar uns apontamentos elucidativos como outrora para os festejos taurinos que se realizavam aqui pela região não só os artistas de fora eram convidados.
Os organizadores desses eventos "empresários" tinham a preocupação de "acarinhar" quem nas redondezas já era ou andava empenhado em tornar-se Toureiro ou Forcado.
Pelos vistos eram aficionados com letra grande daqueles para quem o lucro pouco contava, ou inteligentes como a seguir iremos ver.
Pelo que analisei existia a preocupação em introduzir nos cartéis elementos quer do Entroncamento, Golegã, Riachos, Torres Novas e de outras terras limítrofes.
Apesar de serem espectáculos de pouca monta ou de importância relativa existia a preocupação de colocar toureiros consagrados a tourearem com os menos conhecidos dando assim (penso eu) um espectáculo variado onde possivelmente haveria uma maior entrega dos menos conhecidos afim de se afirmarem no meio taurino.
Quase todas as terras em redor da Praça de Touros de Vila  Nova da Barquinha, tinham um toureiro ou aspirante a toureiro incluído no cartel.
Bom, com os transportes ferroviários assegurados, (existiam comboios especiais para esses eventos) devidamente referenciados nos cartazes, penso que era sempre garantia de casa cheia.
Mas não só na praça de Vila Nova da Barquinha se faziam espectáculos, Torres Novas, Riachos, Golegã, Entroncamento, também eram palco de alguns eventos.
Por exemplo no dia 6 de Julho de 1947, em Torres Novas o cartel incluía 3 Bandarilheiros do Entroncamento, Mário Freire, João A. P. Malaquias, e Bandeja.
Em 17 de Junho de 1949, na Praça de Toiros da Barquinha dois Bandarilheiros do Entroncamento Manuel Silva e Francisco Fanico eram dois os Grupos de Forcados um do Ribatejo e outro do Entroncamento.
O do Entroncamento era comandado por Augusto Martins dos Reis e os restantes elementos eram: António Gervásio André, Francisco Rodrigues, Francisco Fidalgo, Virgílio Macedo, José Filipe das Neves, Lúcio dos Santos e José Carvalho.
Em 19 de Junho de 1955, três Espadas Amadores do Entroncamento Mário Araújo, Laureano dos Santos e Joaquim Vicente, havia um Bandarilheiro que era Manuel Vicente e o Grupo de Forcados era de Riachos comandado por João Serra.
Em 17 de Julho de 1955 dois Espadas, Laureano dos Santos e Mário Araújo o Grupo de Forcados era de Riachos comandado por Albano Coelho.
Em 20 de Julho mas de 1958, fazia-se uma referencia a Laureano dos Santos do Entroncamento, um jovem toureiro já conhecido da aficion pela sua valentia e elegante maneira de bandarilhar.
O Grupo de Forcados era constituído por elementos de Riachos, Golegã e Entroncamento.


Fundado
23 de Fevereiro de 2011
Local
Sobre
Tauromaquia, Gastronomia e Enologia

Descrição da empresa
Tertúlia Tauromáquica do Entroncamento
Descrição
Num momento em que a festa tanto precisa dos seus aficionados, um grupo de amigos reuniu-se com a intenção de promover o que a festa tem de melhor. Daí surge “A Fenomenal”, com a missão de fomentar o espírito taurino na população, dando a conhecer ainda melhor esta Arte, Património Cultural Nacional. Além disso, a Tertúlia tem a ambição de estimular o espírito do associativismo, respeitando sempre e acima de tudo, os valores da amizade, cooperação e solidariedade que são a base desta organização.
Missão
“Uma tertúlia Fenomenal…em nome da Festa Brava em Portugal”

E-mail
afenomenal@afenomenal.com
Telefone
Site


























segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Parabéns


"Agora sim, damos a volta a isto!
Agora sim, há pernas para andar!
Agora sim, eu sinto o optimismo!
Vamos em frente, ninguém nos vai parar!"
- Deolinda-

Nada melhor para elucidar o que a seguir vou escrever do que esta quadra de um Grupo de Musica Popular Portuguesa.
Como já sabem os Riachenses sempre tiveram uma grande aficcion pela festa brava e em especial pelas pegas que quer nas vacadas ou em corridas formais eram  feitas por espontâneos locais ou por Grupos de Forcados Profissionais que deram depois lugar aos Grupos de Forcados Amadores.
Com o desenrolar dos anos, mais a evolução que o mundo levou "trazendo" uma diversidade enorme de opções para os jovens (e menos jovens) se divertirem é natural que os mesmos fossem absorvidos por esses eventos desenraizando-se das tradições da sua terra.
Também é certo que abandonaram essas tradições porque os mais velhos não os souberam segurar nelas.
Não foi à muito tempo que em conversa com dois Riachenses (pai e filho) José Alexandre e Rui Alexandre abordamos este assunto tendo o filho me confidenciado que em tempos tentou através dos agrupamentos escolares elucidar os mais novos sobre essa tradição e tentado mesmo leva-los a experimentarem essa função.
Pelos vistos alguns entraves foram colocados e essa excelente ideia por ai se ficou.
Presentemente e como já noticiei através de uma publicação do Jornal "O Riachense" de 24 Agosto 2011 um Grupo de jovens (Grupo de Forcados Juvenis do Futuro de Riachos) fez a sua apresentação em Toucinhos, Ourém.
Há que elogiar esta iniciativa, dar apoio e acarinhar estes rapazes que pelos vistos deixaram as playstations e os computadores, para dedicarem parte do seu tempo na recuperação de uma tradição da sua terra.
Vão em frente sem hesitações, continuem "a retirar uma parcela do vosso tempo", para aprender, divulgar e praticar uma arte que se estava a desvanecer na Vila de Riachos.
 
O jovem Pedro Abelho a recuar na cara da vaca.

       
 

domingo, 28 de agosto de 2011

Regresso ao Passado

Quase todos os dias regresso ao passado, desfolhando registos deixados por alguém que certamente (ao fazê-lo) estava a pensar no futuro.
Essas pessoas com uma sensibilidade enorme para deixar registos ás futuras gerações não o fizeram (por dá cá aquela palha) por inveja, para se enaltecerem mas sim porque tinham uma visão diferente do comum dos mortais.
Alguns teriam sido um pouco excêntricos ao ponto de serem mal interpretados, mas isso não os travou no que sempre quiseram fazer.
Deixaram legados importantes (alguns foram destruídos) e que agora neste caso, juntando as diversas peças dá-nos uma maior visibilidade da importância e projecção que algumas localidades, pessoas, e tradições tiveram nos mais diversos locais deste país e alem fronteiras.
Por isso regressar ao passado só por regressar não faz sentido é necessário por vezes traze-lo à tona e apresenta-lo para despoletar atitudes que estavam adormecidas ou esquecidas porque dos velhos já ninguém se lembra e foram eles que com menos recursos deixaram obra feita.
A Praça de Touros foi propriedade da Sociedade Velha Filarmónica Riachense
Retiro da Perna de Pau em Lisboa os pratos mais preferidos naqueles tempos, eram as iscas à Zé Sapateiro e os bifes à Alcorriol
       

sábado, 27 de agosto de 2011

Aí........! tá o toiro

Esta expressão por vezes é utilizada pelo Forcado da cara para "indicar" que o toiro está com ele, (quer dizer que o toiro está fixo no Forcado e não a raspar no chão ou virado para tábuas).
Hoje ao comprar o Jornal "O Riachense" o meu coração encheu-se de orgulho e de mais uma serie de sentimentos que só a mim me dizem respeito.
Sei que está na hora de "arrumar as botas" em relação á pesquisa que tenho feito em relação ao historial dos Grupos que se foram formando ao longo dos anos naquela Vila Ribatejana, (até porque nem sou de lá).
Digo "arrumar as botas" mas só depois de escrever mais um capitulo sobra a história deste novel Grupo que está agora a fazer um ano da a sua formação (o do Carlos Branco)., até porque a minha pesquisa ao longo de todos estes anos me tem trazido novos desenvolvimentos.
O Grupo de Carlos Branco, embora até ao momento ainda não tenha inaugurado as jaquetas têm como data de referencia da sua constituição o 28 de Agosto de 2010., (é polémico).
Vem isto tudo a propósito porque que li hoje no jornal "O Riachense" um titulo que nos nos diz "Forcados juvenis de Riachos estreiam-se nas lides".                                                                                              Pelo que li, vejo que o Grupo agora iniciado por Carlos Branco, veio despoletar o que estava adormecido naquelas gentes e que uma das tradições que estava em vias de extinção começa agora a florescer pela mão de alguém.
Ainda bem que assim é.
No entanto também espero que se faça justiça a estes jovens, por "alguém habilitado" que consiga deixa-los registados na história dos Grupos de Forcados de Riachos.
Ao ler o nome destes jovens reparo que o nome de Fetal está associado pelo menos a dois deles e também os nomes de Simões ou Santana, ao que julgo saber pertencem a famílias daquela Vila.
Assim sendo fico de consciência tranquila e agradado porque alguém pegou no trabalho (pesquisa) que tenho feito desde 1995 e que agora lhe está a dar seguimento.
Pelo que li e que a seguir deixo impresso nesta pagina este Grupo de Forcados Juvenis do Futuro de Riachos fez a sua estreia a 7 de Agosto em Toucinhos (Ourem) num festival taurino presenciado por cerca de um milhar de pessoas.
Pedro Abelho pegou uma vaca à primeira tentativa e Fernando Pedro fetal pegou um bezerro igualmente à primeira tentativa. Como nos diz a noticia o Grupo fez ainda demonstração de cernelhas, sendo muito aplaudido.
Estão de parabéns estes jovens, que pela mão de alguém estão a manter e dar seguimento a uma tradição que quase ia "morrendo" naquela Vila outrora muito aficionada em especial aos Grupos de Forcados.
Como disse no inicio e sem que isso me traga incomodo (muito pelo contrario) fico contente por alguém da Vila de Riachos dar continuidade ao meu trabalho de pesquisa e deixe impresso o nome destes jovens numa pagina da historia daquela localidade porque afinal eu nem sou de lá e nem tenho afectividades que me liguem aquela Vila.
Vão em frente com coragem e que alguém os deixe registados para memoria futura.