À Barbela
À Barbela - Memórias e Recados é o mais recente livro do senhor Manuel Peralta Godinho e Cunha que em 11 de Agosto de 1963 foi um dos fundadores do Grupo de Forcados Amadores de Évora.
Um livro para ler com atenção e reflectir sobre o que está escrito. Pode ser encomendado através do Facebook, bastando para isso entrarem na minha pagina e procurarem nos meus amigos o Sr. Manuel Peralta.
História
Touradas, Toureiros e taurodromos no Porto em Gaia e em Matosinhos de Horácio Marçal uma separata do boletim da biblioteca publica municipal de Matosinhos, (uma cortezia do meu amigo José Manuel Marques da Luz).
Porto
A mais remota noticia acerca de touradas na cidade do Porto data de 24 de Junho de 1785.
Passados oito anos em 2 de Junho de 1793 teve lugar uma outra de grande aparato.
Com um interregno de 76 anos só existe conhecimento de Praças de Toiros na cidade do Porto a partir de 1869.
Em 26 de Janeiro de 1870 dão-se inicio ás obras de construção de uma praça de toiros num terreno sito na Avenida da Boavista e essa praça veio a ser inaugurada a 25 de Março desse mesmo ano.
Ainda no mesmo ano mas em 7 de Fevereiro, um outro Taurodromo começa a ser construido a nascente do Campo da Aguardente (actual Praça do Marquês de Pombal) e inaugurada a 17 de Abril de 1870.
Esta praça ao fim de dois ou três anos já não existia.
No despontar do ano de 1889 uma outra praça, esta a mais categorizada da cidade do Porto situava-se entre o cemitério de Agramonte e a Retunda da Boavista.
Era toda de cantaria reunindo a sua contrução tudo o que havia de mais moderno na época.
Festivamente inaugurado, o Coliseu Portuense deu a sua primeira Tourada em 28 de Julho de 1889 e o programa foi distribuido pelos arruamentos da cidade, onde constava o seguinte cartel:
Domingo 28 de Julho de 1889
10 touros do abastado ganadero Sr. Comendador Carlos Augusto Marques
Ás 4 e 3/4 da tarde começará o espectaculo entrando na arena os cavaleiros J.M. Casimiro Monteiro e José Bento Araujo.
Bandarilheiros Portugueses e Espanhois.
Roberto da Fonseca; João da Cruz Calabaça; João do Rio Sancho; João Roberto Vicente Mendes (El Pescadero); Rafael Santos (Santilho); José dos Santos; José da Costa.
O inteligente Manuel Botas.
Um valente Grupo de Homens de Forcado da Golegã e Riacho.
Banda dos Bombeiros Voluntarios do Porto.
Depois desta corrida inaugural outras se lhe seguiram.
De todas salienta-se a do dia 31 de Julho de 1890 que ficou para a História´Tauromáquica do Porto, onde actuou o Matador espanhol Rafael Guerra (El Guerrita) que ao apreciar os moços de Forcado de Golegã e do Riacho (assim escreviam na altura) teve este comentario depois de observar dois que eram retirados em braços de dentro da arena:
"Em este País no se permite que se matem toros, pero se permite que se matem hombres"
O nome de dois Forcados de Golegâ e Riachos foram destacados nas crónicas dos jornais da época e foram eles Jacaré (nome artistico) e Fressura este ultimo assombrava a multidão com a sua temerária e perigosa pega de costas de cadeira.
Vila Nova de Gaia
Segundo o autor em Vila Nova de Gaia existiram pelo menos quatro praças de toiros e a primeira de que há memória data de 1888.
Matosinhos
Em Matosinhos já no ano de 1888 se organizavam espectaculos taurinos.
No ano de 1901 (28 de Julho) um novo redondel era inaugurado em Matosinhos e no ano de 1913 uma nova praça de touros foi erguida.
À Partes
Estive a observar o cartaz da corrida de toiros que se vai realizar na Vila de Cuba a 31 de Agosto 2013, e senti que houve um cuidado especial ao elabora-lo colocando as fotografias dos cabos dos Grupos, bem como fotografias de pegas por eles realizadas. Muito bem e parabêns a quem teve tal ideia.
Talvêz seja uma parvoíce minha o que vou escrever mas têm que fazer o favor de me aturarem.
Acho que as tradições são para se respeitarem e manterem mas por vezes temos que acompanhar os tempos (que são outros) e deixarmo-nos de demagogia sobre o que não é populista.
Passo a explicar: Para mim (no presente) sendo o toiro o elemento principal nas toiradas e os Forcados os que levam mais pessoas a assistirem ao espectaculo os cartazes deveriam ser alterados e elaborados pela seguinte ordem:
Grande corrida de touros em .............................
X touros da ganaderia ..............................e os campinos ...............................................
para os Grupos de Forcados de ...................................
com os Cavaleiros..................................... e suas quadrilhas compostas pelos senhores...................
e por ai fora.
Tenham uma boa tarde.
Grupo de Forcados Amadores de Riachos, Rua do Sargaço 2350-355 Freguesia de Riachos Concelho de Torres Novas Distrito de Santarém GPS - 39.440925, - 8.509502
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
"Puzzle" taurino
| (À direita) Sr. José Manuel Marques da Luz |
Já passaram quase 20 anos desde que comecei a construir um
puzzle e que à partida sei que nunca irá ficar completo.
Paralelamente a esse puzzle, um outro vai ganhando forma mas
de uma maneira diferente.
O primeiro é baseado na recolha de factos que me permitam
alicerçar e dar a conhecer parte da história dos Grupos de Forcados que se
formaram na Vila de Riachos.
O segundo puzzle, (não menos importante) e que vai ganhando
relevo e estabelecendo raízes diz respeito a contactos, amizades e
esperiência de vida que vou adquirindo.
“A nossa rapaziada”
do Grupo de Forcados, pouco dada e interessada em biografias, (uma vez por
outra), não lhes fazia nada mal “bloquearem” a adrenalina que lhes corre nas
veias e interessarem-se um pouco pelo historial do Grupo.
Há excepções e uma delas é o Jorge Dinis, (Rato), talvez o
mais erudito do Grupo absorvendo tudo o que escrevo e tudo o mais que diga
respeito á tauromaquia em geral.
Foi através dele que conheci uma familia na Vila de Riachos,
que não se poupou em esforços para me facultar o que tinha para a minha recolha
de informação.
O Sr. José Manuel Marques da Luz, facultou-me livros de
valor incalculável.
A familia do Sr. José Manuel Marques da Luz, recebeu-me de
uma forma em que me senti confortável e disso dei conta hoje ao Carlos Branco
(Cabo do Grupo de Forcados) com a finalidade de ser transmitido a todos os
elementos na proxima reunião.
Passei de propósito na Tertulia para lhe dar conhecimento
dessas e de outras diligências que tenho feito na recolha de factos e da
maneira como sou recebido.
Na Tertulia, encontrei o Carlos Branco (Cabo), a Filipa
(Pippa) (uma moçoila muito querida e empenhada) o Pedro Correia, João Inverno
(Palitos), André Gonçalves, todos esperavam por mais rapaziada para fazerem um
repasto de codernizes grelhadas.
Como eu andava empenhado em apresentar parte da cultura
Ribatejana a uma convidada (levei-a a uma picaria, e tudo) não aceitei o
convite para ficar no banquete.
Mas agora (no aconchego do meu lar) reflectindo sobre o
espírito de união, vejo que a rapaziada anda empenhada mas existem coisas que
os ultrapassam pois ouvindo de uns e de outros começo a dar valor ao que alguem
disse “o maior mal que se faz à Festa
dos Touros não vem de fora, mais sim de dentro da própria Festa”
Pois
é, não sendo muito entendido nesta matéria (mas tenho opinião própria) reparo
que Grupos aqui da zona são preteridos, enquanto se convidam grupos de outras
localidades que segundo me contaram não são Grupos pois “ recorrem” a elementos
de outros Grupos para comparecerem com componentes suficientes numa corrida (todos têm direito á vida mas com regras).
Está
mal e se assim é mal vai a festa dos touros.
Até
pode acontecer que me enviem algumas fotografias de toiradas realizadas aqui
pela zona para constatar tal facto, isto se eu não me der ao trabalho de dissecar
determinado número de acontecimentos passados, mas isso não quero, pretendo
isso sim continuar envolto na utopia de que tudo é correcto e que o Grupo de
Forcados Amadores de Riachos não perca mais uma vez a antiguidade, contemplando
e dando valor aos esforços que aqueles rapazes têm feito para que a tradição naquela vila não se perca novamente, bem como a antiguidade do Grupo recentemente ganha no ano de 2012.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Pintura "com Luz"
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| Foto retirada de página do Facebook |
Esta página não tem a ver com o Grupo de Forcados Amadores
de Riachos.
Não vou dar notícias do Grupo, não as há.
Publicar esta página fáz sentido ?
Para mim faz muito sentido, porque tudo se interliga e irão
perceber o porquê disso na proxima publicação.
Hoje é a segunda vêz, (porque foram só duas as vezes) que
fui muito bem recebido na Vila de Riachos e por aquela familia.
Nesta página que aqui vos deixo quero enaltecer uma artista,
que me recebeu em sua casa, com muita graciosidade em atmosfera familiar embora
eu sempre pense que estou a causar incómodo, (coisas minhas).
A Dnª Maria Manuela Luz, nos breves momentos em que por lá passei
(o motivo era o Grupo de Forcados de Riachos), “levou-me numa viagem” fascinante
através de trabalhos de sua autoria.
Não sou versado em arte, mas julgo saber avaliar a sensibilidade
que a pessoa quis transmitir á tela, onde aquelas cenas do quotidiano,
quer através de expressões, e detalhes me deixaram encantado.
A Dnª Maria Luz, não é a única pois ali pela Vila de Riachos
existe a (NAR - Núcleo de Arte de Riachos) onde os artistas se encontram e
desenvolvem as suas actividades artísticas e criativas. A sede é no Museu
Agricola de Riachos, um local a visitar.
Obrigado Dnª Maria Manuela Luz e familia.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
E se a moda pega !!
“Altruísmo é um tipo de comportamento encontrado nos seres humanos e outros seres vivos, em que as
ações de um indivíduo beneficiam outrem.”
Foi no dia 25 de Maio de 2013, que teve lugar, mais um treino
do Grupo.
A particularidade mais relevante deste treino foi
portagonizada pelo senhor Vasco Freitas, que entendeu comemorar o seu aniversário
de forma diferente.
Este senhor falou com o Grupo e manifestou o seu desejo em
festejar o seu dia de aniversário de uma forma que ficasse “vincado” na sua memória
fazendo diferença dos habituais.
“Gregos e Troianos” agradados com a imaginativa ideia
trataram logo de fazer os contactos necessários.
O palco para este acontecimento foi a Quinta de Miranda, na
qual existe um tentadero com extraordinarias condições e que tem sido
gentilmente cedido (diversas vezes) pelo proprietário, a que eu irei fazer
referência assim que obtenha informação, referente aquele espaço.
O senhor Vasco Freitas pagou o aluguer de dois novilhos, que
serviram para o treino da manhã, e para a diversão dos convivas pela tarde,
depois do repasto.
Talvez a moda pegue e se assim for o Grupo não vai ter mãos
a medir pois na Vila de Riachos, todos os dias se devem festejar aniversários.
Obrigado senhor Vasco Freitas, obrigado pela ideia, pelos
novilhos, pela camaradagem, amizade e certamente esse dia irá ficar gravado na
sua memória por muitos e saudáveis anos, com as preces de todo o Grupo.
Obrigado, Quinta de Mirada
segunda-feira, 4 de março de 2013
Instinto animal
03-03-2013. Decorreu na quinta do cavaleiro Tomarense,
Filipe Vinhais, o primeiro treino da época de 2013, do Grupo de Forcados
Amadores de Riachos.
O anfitrião não pode estar presente mas aqui ficam os
agradecimentos do Grupo por ter facultado o “redondel”.
Quanto ao treino, (onde se estriaram algumas caras novas) o
mesmo decorreu sem incidentes. Alguns dos elementos não puderam comparecer derivado ás suas profissões em que muitas das vezes os obriga a trabalharem por turnos, para eles o meu abraço e a compreensão dos companheiros.
Inicialmente foi testada uma “tourinha” fruto do trabalho do
André Gonçalves e do João Inverno e que apesar de necessitar ainda de alguns
ajustes serviu perfeitamente para a missão que lhe está destinada.
O novilho cumpriu em quase todas as pegas fazendo somente
alguns “estranhos” quando “meteu a cara” ao Nuno Matos, mas isso tem uma explicação.
Sendo o Nuno Matos “Morangos” o seu dono, o instinto do
animal foi associar aquela voz á voz que o chama todos os dias para o alimentar,
talvez daí ficasse confuso.
Aqui ficam algumas fotografias desse treino.
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| (Foto-Carlos Seixas) |
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| (Foto-Carlos Seixas) |
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| (Foto-Carlos Seixas) |
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Património da Vila de Riachos
(Que me desculpem todos os meus amigos do Grupo de Forcados
Amadores de Riachos pela minha ousadia em fazer este apelo sem que alguem me
encomendasse).
Hoje passei pela Vila de Riachos, e alguns dos rapazes e
amigos do Grupo andavam num ringue perto da tertulia a “dar chutos” numa bola.
Felizmente para mim a brincadeira estava a acabar, digo
felizmente porque não aprecio Futebol.
Acabado o devertimento, encaminhamo-nos todos para a
tertulia, onde recolhi alguns apontamentos que faziam falta nos meus arquivos.
Recolhidas as anotações a Filipa “Pipa” solicitou a minha
presença na sala contígua e perguntou-me se queria ser sócio do Grupo.
Sabendo eu que estas coisas possuem uma finalidade cultural
para interesse da comunidade e com o intuito de se desenvolverem iniciativas
para que a tradição não se perca, aderi sem reservas.
Da minha parte, (sem reservas) engloba nunca ter condições
especiais em todas as iniciativas que se venham a fazer, porque entendo que os
amigos têm que ser os primeiros a ajudar e não a aproveitarem-se das benesses
de terem um cartão de associado.
Portanto, contribuir para a manutenção de uma tradição ou
qualquer outra coisa em que nos propomos cooperar, para mim tem que ser feito
sem ideias de proveito próprio. Sabemos que um espaço onde o Grupo se possa
reunir, confraternizar, delinear estrategias e expor nas paredes a sua história,
importa custos.
Esses custos, por vezes são minimizados, quer por amigos,
simpatizantes ou pessoas a quem as raizes culturais ainda lhes dizem alguma
coisa e é por isso que não me canso de enaltecer o gesto da Dnª Deolinda e do Sr.
Manuel Maceira, que disponibilizaram essa área de convívio, mas onde tudo o
resto tem custos.
Assim sendo, venho por este meio solicitar a todos os
que se queiram fazer sócios deste Grupo de Amigos, que enviem uma carta a solicitarem uma ficha de
inscrição para:- - - - - - - -
Rua Nova 2350-294 Riachos, Portugal, A/C do Grupo de Forcados Amadores
de Riachos.
Aos
emigrantes Riachenses, (que levaram a sua terra e tradições no coração),
continuem a envaidecerem-se e a divulgar as iniciativas destes vossos
conterrâneos.
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