“Nós não paramos de brincar porque envelhecemos, mas envelhecemos porque paramos de brincar.”
―Oliver Wendell Holmes
Grupo de Forcados Amadores de Riachos, Rua do Sargaço 2350-355 Freguesia de Riachos Concelho de Torres Novas Distrito de Santarém GPS - 39.440925, - 8.509502
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
domingo, 15 de dezembro de 2013
Respeito
No dia 14-12-2013, houve
muito respeito da parte do Grupo de Forcados, para com todos aqueles que lhes
querem bem. Esse respeito foi traduzido (oferecido) numa brincadeira onde qualquer um podia
interagir com os elementos do Grupo e sem restrições. Para a pequenada não
podia ter decorrido melhor essa tarde de divertimento. Tudo começou pela hora
do almoço na tertúlia, onde foi servida uma Sopa da Pedra, com a garantia que
pela tarde haveria mais sopa (a chamada Sopa de Corno). Quem quis comeu quem
não quis, andou de trator, andou a cavalo, brincou com cães ou simplesmente
ficou sentado a divertir-se. Já estava escuro quando se regressou novamente à
tertúlia para se continuar com a mesma alegria com que se começou. Um dia bem passado onde crianças e adultos se divertiram.
sábado, 7 de setembro de 2013
"Chico Sapateiro"
| João Paulo Inverno Costa "Palitos" |
O, João Paulo Inverno Costa, adoptou o apodo de "Chico Sapateiro" vá se lá saber porquê.
O "Palitos" ou seja "Chico Sapateiro" vá lá, o João Paulo Inverno Costa, é um rapagão ai para um metro e noventa, e com um coração do tamanho do corpo.
È meu amigo, aliás é amigo de todos e principalmente amigo do Grupo de Forcados Amadores de Riachos.
Este "artista" multifacetado e imprevisível, tanto pode cantar o fado, como animar uma festa, saltar para a arena e ajudar os colegas, ou mesmo chorar por eles quando as coisas não correm de feição.
Sempre gostei do "Palitos".
Desde o primeiro dia em que o conheci, que tenho observado este rapaz com especial atenção.
Amigo do seu amigo, sofre pelo seu colega, chora pelo companheiro, anima a malta, mas de vez em quando faz umas "faenas estranhas", "dá umas ajudas atabalhoadas", mas por mim sai sempre em ombros.
O João Paulo Inverno Costa, vulgo "Chico Sapateiro", vulgo "Palitos", para mim acima de tudo é um bom amigo e um verdadeiro gentleman.
No dia 31-08-2013, pelos vistos andou atarefado a recolher fotografias da toirada realizada em Cuba (Alentejo) onde os Grupos de Forcados intervenientes foram os de Cuba e Riachos.
As pegas dos nossos rapazes aos três toiros que lhes couberam em sorte, foram todas concretizadas à segunda tentativa e pela seguinte ordem.
1º toiro para o cabo Carlos Branco
2º toiro para o seu filho, João Paulo Conde Branco com um brinde emocionado a seu pai.
3º toiro que saiu em sorte coube ao Nuno Reis.
As fotos presumo que sejam da autoria do nosso "Palitos" pecando por possivelmente não ter tirado mais duas, uma a todo o Grupo e uma outra ao Grupo e seus acompanhantes.
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| Na cara Carlos Branco (cabo) |
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| Na cara: João paulo Conde Branco |
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| Na cara: Nuno Reis |
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
"Aproveitar mais uma onda"
Porque é verão e por consequência tempo de férias, período
em que a maioria das pessoas está tranquila nas praias, apraz-me enaltecer o
empenho e dedicação dos elementos do Grupo que aproveitando uma oportunidade (não
existem muitas) fizeram mais um treino mas com péssimas condições climáticas, do
espaço fisíco onde decorreu o treino, e da distância que precorreram para
estarem presentes, abdicando do seu tempo de lazer numa qualquer praia onde se
encontravam.
Neste treino os dois rapazes mais jovens do Grupo, o Joel
Santos e o Pedro Abelho, mais uma vez mostraram a sua valentia. Mais importante
que isso (estou atento) são discretos, absorvem as indicações do cabo
e depois da função “saem de mansinho” para o seu posto de observação.
Muito educados, não obstante de serem os mais novos são um
exemplo a seguir, até mesmo por alguns dos mais velhos.
“Pegando” só no desempenho que estes dois elementos (Joel Santos
e Pedro Abelho) tiveram nesse treino nada melhor que fazer uma narração curta (mas
porque é verão) em gíria surfista.
Os dois rapazes por enquanto são “free surfer” quando entram no “point”
pegam qualquer “set”.
Quando o “bone crusher” investe fazem “front side” e quase
nunca fazem “grab rail” (como podem atestar pela foto do Joel).
Depois em “drop” aguentam até o Grupo fechar-se.
Já os vi pegar em todo o lado até em “point break”.
Enfim esses dois rapazes estão sempre “rip”
Será que a sua estreia oficial vai ser na Vila de Cuba (Alentejo) no dia 31 de Agosto 2013 ?.
| Joel Santos (Xuxa) |
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
"À Barbela - História - À Partes"
À Barbela
À Barbela - Memórias e Recados é o mais recente livro do senhor Manuel Peralta Godinho e Cunha que em 11 de Agosto de 1963 foi um dos fundadores do Grupo de Forcados Amadores de Évora.
Um livro para ler com atenção e reflectir sobre o que está escrito. Pode ser encomendado através do Facebook, bastando para isso entrarem na minha pagina e procurarem nos meus amigos o Sr. Manuel Peralta.
História
Touradas, Toureiros e taurodromos no Porto em Gaia e em Matosinhos de Horácio Marçal uma separata do boletim da biblioteca publica municipal de Matosinhos, (uma cortezia do meu amigo José Manuel Marques da Luz).
Porto
A mais remota noticia acerca de touradas na cidade do Porto data de 24 de Junho de 1785.
Passados oito anos em 2 de Junho de 1793 teve lugar uma outra de grande aparato.
Com um interregno de 76 anos só existe conhecimento de Praças de Toiros na cidade do Porto a partir de 1869.
Em 26 de Janeiro de 1870 dão-se inicio ás obras de construção de uma praça de toiros num terreno sito na Avenida da Boavista e essa praça veio a ser inaugurada a 25 de Março desse mesmo ano.
Ainda no mesmo ano mas em 7 de Fevereiro, um outro Taurodromo começa a ser construido a nascente do Campo da Aguardente (actual Praça do Marquês de Pombal) e inaugurada a 17 de Abril de 1870.
Esta praça ao fim de dois ou três anos já não existia.
No despontar do ano de 1889 uma outra praça, esta a mais categorizada da cidade do Porto situava-se entre o cemitério de Agramonte e a Retunda da Boavista.
Era toda de cantaria reunindo a sua contrução tudo o que havia de mais moderno na época.
Festivamente inaugurado, o Coliseu Portuense deu a sua primeira Tourada em 28 de Julho de 1889 e o programa foi distribuido pelos arruamentos da cidade, onde constava o seguinte cartel:
Domingo 28 de Julho de 1889
10 touros do abastado ganadero Sr. Comendador Carlos Augusto Marques
Ás 4 e 3/4 da tarde começará o espectaculo entrando na arena os cavaleiros J.M. Casimiro Monteiro e José Bento Araujo.
Bandarilheiros Portugueses e Espanhois.
Roberto da Fonseca; João da Cruz Calabaça; João do Rio Sancho; João Roberto Vicente Mendes (El Pescadero); Rafael Santos (Santilho); José dos Santos; José da Costa.
O inteligente Manuel Botas.
Um valente Grupo de Homens de Forcado da Golegã e Riacho.
Banda dos Bombeiros Voluntarios do Porto.
Depois desta corrida inaugural outras se lhe seguiram.
De todas salienta-se a do dia 31 de Julho de 1890 que ficou para a História´Tauromáquica do Porto, onde actuou o Matador espanhol Rafael Guerra (El Guerrita) que ao apreciar os moços de Forcado de Golegã e do Riacho (assim escreviam na altura) teve este comentario depois de observar dois que eram retirados em braços de dentro da arena:
"Em este País no se permite que se matem toros, pero se permite que se matem hombres"
O nome de dois Forcados de Golegâ e Riachos foram destacados nas crónicas dos jornais da época e foram eles Jacaré (nome artistico) e Fressura este ultimo assombrava a multidão com a sua temerária e perigosa pega de costas de cadeira.
Vila Nova de Gaia
Segundo o autor em Vila Nova de Gaia existiram pelo menos quatro praças de toiros e a primeira de que há memória data de 1888.
Matosinhos
Em Matosinhos já no ano de 1888 se organizavam espectaculos taurinos.
No ano de 1901 (28 de Julho) um novo redondel era inaugurado em Matosinhos e no ano de 1913 uma nova praça de touros foi erguida.
À Partes
Estive a observar o cartaz da corrida de toiros que se vai realizar na Vila de Cuba a 31 de Agosto 2013, e senti que houve um cuidado especial ao elabora-lo colocando as fotografias dos cabos dos Grupos, bem como fotografias de pegas por eles realizadas. Muito bem e parabêns a quem teve tal ideia.
Talvêz seja uma parvoíce minha o que vou escrever mas têm que fazer o favor de me aturarem.
Acho que as tradições são para se respeitarem e manterem mas por vezes temos que acompanhar os tempos (que são outros) e deixarmo-nos de demagogia sobre o que não é populista.
Passo a explicar: Para mim (no presente) sendo o toiro o elemento principal nas toiradas e os Forcados os que levam mais pessoas a assistirem ao espectaculo os cartazes deveriam ser alterados e elaborados pela seguinte ordem:
Grande corrida de touros em .............................
X touros da ganaderia ..............................e os campinos ...............................................
para os Grupos de Forcados de ...................................
com os Cavaleiros..................................... e suas quadrilhas compostas pelos senhores...................
e por ai fora.
Tenham uma boa tarde.
À Barbela - Memórias e Recados é o mais recente livro do senhor Manuel Peralta Godinho e Cunha que em 11 de Agosto de 1963 foi um dos fundadores do Grupo de Forcados Amadores de Évora.
Um livro para ler com atenção e reflectir sobre o que está escrito. Pode ser encomendado através do Facebook, bastando para isso entrarem na minha pagina e procurarem nos meus amigos o Sr. Manuel Peralta.
História
Touradas, Toureiros e taurodromos no Porto em Gaia e em Matosinhos de Horácio Marçal uma separata do boletim da biblioteca publica municipal de Matosinhos, (uma cortezia do meu amigo José Manuel Marques da Luz).
Porto
A mais remota noticia acerca de touradas na cidade do Porto data de 24 de Junho de 1785.
Passados oito anos em 2 de Junho de 1793 teve lugar uma outra de grande aparato.
Com um interregno de 76 anos só existe conhecimento de Praças de Toiros na cidade do Porto a partir de 1869.
Em 26 de Janeiro de 1870 dão-se inicio ás obras de construção de uma praça de toiros num terreno sito na Avenida da Boavista e essa praça veio a ser inaugurada a 25 de Março desse mesmo ano.
Ainda no mesmo ano mas em 7 de Fevereiro, um outro Taurodromo começa a ser construido a nascente do Campo da Aguardente (actual Praça do Marquês de Pombal) e inaugurada a 17 de Abril de 1870.
Esta praça ao fim de dois ou três anos já não existia.
No despontar do ano de 1889 uma outra praça, esta a mais categorizada da cidade do Porto situava-se entre o cemitério de Agramonte e a Retunda da Boavista.
Era toda de cantaria reunindo a sua contrução tudo o que havia de mais moderno na época.
Festivamente inaugurado, o Coliseu Portuense deu a sua primeira Tourada em 28 de Julho de 1889 e o programa foi distribuido pelos arruamentos da cidade, onde constava o seguinte cartel:
Domingo 28 de Julho de 1889
10 touros do abastado ganadero Sr. Comendador Carlos Augusto Marques
Ás 4 e 3/4 da tarde começará o espectaculo entrando na arena os cavaleiros J.M. Casimiro Monteiro e José Bento Araujo.
Bandarilheiros Portugueses e Espanhois.
Roberto da Fonseca; João da Cruz Calabaça; João do Rio Sancho; João Roberto Vicente Mendes (El Pescadero); Rafael Santos (Santilho); José dos Santos; José da Costa.
O inteligente Manuel Botas.
Um valente Grupo de Homens de Forcado da Golegã e Riacho.
Banda dos Bombeiros Voluntarios do Porto.
Depois desta corrida inaugural outras se lhe seguiram.
De todas salienta-se a do dia 31 de Julho de 1890 que ficou para a História´Tauromáquica do Porto, onde actuou o Matador espanhol Rafael Guerra (El Guerrita) que ao apreciar os moços de Forcado de Golegã e do Riacho (assim escreviam na altura) teve este comentario depois de observar dois que eram retirados em braços de dentro da arena:
"Em este País no se permite que se matem toros, pero se permite que se matem hombres"
O nome de dois Forcados de Golegâ e Riachos foram destacados nas crónicas dos jornais da época e foram eles Jacaré (nome artistico) e Fressura este ultimo assombrava a multidão com a sua temerária e perigosa pega de costas de cadeira.
Vila Nova de Gaia
Segundo o autor em Vila Nova de Gaia existiram pelo menos quatro praças de toiros e a primeira de que há memória data de 1888.
Matosinhos
Em Matosinhos já no ano de 1888 se organizavam espectaculos taurinos.
No ano de 1901 (28 de Julho) um novo redondel era inaugurado em Matosinhos e no ano de 1913 uma nova praça de touros foi erguida.
À Partes
Estive a observar o cartaz da corrida de toiros que se vai realizar na Vila de Cuba a 31 de Agosto 2013, e senti que houve um cuidado especial ao elabora-lo colocando as fotografias dos cabos dos Grupos, bem como fotografias de pegas por eles realizadas. Muito bem e parabêns a quem teve tal ideia.
Talvêz seja uma parvoíce minha o que vou escrever mas têm que fazer o favor de me aturarem.
Acho que as tradições são para se respeitarem e manterem mas por vezes temos que acompanhar os tempos (que são outros) e deixarmo-nos de demagogia sobre o que não é populista.
Passo a explicar: Para mim (no presente) sendo o toiro o elemento principal nas toiradas e os Forcados os que levam mais pessoas a assistirem ao espectaculo os cartazes deveriam ser alterados e elaborados pela seguinte ordem:
Grande corrida de touros em .............................
X touros da ganaderia ..............................e os campinos ...............................................
para os Grupos de Forcados de ...................................
com os Cavaleiros..................................... e suas quadrilhas compostas pelos senhores...................
e por ai fora.
Tenham uma boa tarde.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
"Puzzle" taurino
| (À direita) Sr. José Manuel Marques da Luz |
Já passaram quase 20 anos desde que comecei a construir um
puzzle e que à partida sei que nunca irá ficar completo.
Paralelamente a esse puzzle, um outro vai ganhando forma mas
de uma maneira diferente.
O primeiro é baseado na recolha de factos que me permitam
alicerçar e dar a conhecer parte da história dos Grupos de Forcados que se
formaram na Vila de Riachos.
O segundo puzzle, (não menos importante) e que vai ganhando
relevo e estabelecendo raízes diz respeito a contactos, amizades e
esperiência de vida que vou adquirindo.
“A nossa rapaziada”
do Grupo de Forcados, pouco dada e interessada em biografias, (uma vez por
outra), não lhes fazia nada mal “bloquearem” a adrenalina que lhes corre nas
veias e interessarem-se um pouco pelo historial do Grupo.
Há excepções e uma delas é o Jorge Dinis, (Rato), talvez o
mais erudito do Grupo absorvendo tudo o que escrevo e tudo o mais que diga
respeito á tauromaquia em geral.
Foi através dele que conheci uma familia na Vila de Riachos,
que não se poupou em esforços para me facultar o que tinha para a minha recolha
de informação.
O Sr. José Manuel Marques da Luz, facultou-me livros de
valor incalculável.
A familia do Sr. José Manuel Marques da Luz, recebeu-me de
uma forma em que me senti confortável e disso dei conta hoje ao Carlos Branco
(Cabo do Grupo de Forcados) com a finalidade de ser transmitido a todos os
elementos na proxima reunião.
Passei de propósito na Tertulia para lhe dar conhecimento
dessas e de outras diligências que tenho feito na recolha de factos e da
maneira como sou recebido.
Na Tertulia, encontrei o Carlos Branco (Cabo), a Filipa
(Pippa) (uma moçoila muito querida e empenhada) o Pedro Correia, João Inverno
(Palitos), André Gonçalves, todos esperavam por mais rapaziada para fazerem um
repasto de codernizes grelhadas.
Como eu andava empenhado em apresentar parte da cultura
Ribatejana a uma convidada (levei-a a uma picaria, e tudo) não aceitei o
convite para ficar no banquete.
Mas agora (no aconchego do meu lar) reflectindo sobre o
espírito de união, vejo que a rapaziada anda empenhada mas existem coisas que
os ultrapassam pois ouvindo de uns e de outros começo a dar valor ao que alguem
disse “o maior mal que se faz à Festa
dos Touros não vem de fora, mais sim de dentro da própria Festa”
Pois
é, não sendo muito entendido nesta matéria (mas tenho opinião própria) reparo
que Grupos aqui da zona são preteridos, enquanto se convidam grupos de outras
localidades que segundo me contaram não são Grupos pois “ recorrem” a elementos
de outros Grupos para comparecerem com componentes suficientes numa corrida (todos têm direito á vida mas com regras).
Está
mal e se assim é mal vai a festa dos touros.
Até
pode acontecer que me enviem algumas fotografias de toiradas realizadas aqui
pela zona para constatar tal facto, isto se eu não me der ao trabalho de dissecar
determinado número de acontecimentos passados, mas isso não quero, pretendo
isso sim continuar envolto na utopia de que tudo é correcto e que o Grupo de
Forcados Amadores de Riachos não perca mais uma vez a antiguidade, contemplando
e dando valor aos esforços que aqueles rapazes têm feito para que a tradição naquela vila não se perca novamente, bem como a antiguidade do Grupo recentemente ganha no ano de 2012.
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