segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

"Vaselina"



Esta página é dedicada à Vaselina (para bom entendedor meia palavra basta).
Além disso, o barrete só serve a quem tem que servir.
Não foi desta maneira que fui educado mas por vezes funciono como uma panela de pressão.
Não quero ser o dono da razão e até sou bastante tolerante, mais ainda quando desconheço alguns dos factos que levaram amigos e simpatizantes do Grupo nesta abstinência de assistirem ao primeiro treino da época.
Sei que o dia não amanheceu convidativo.
O frio, vento e alguns aguaceiros convidavam a estar na horizontal e aconchegados pela roupa da cama.
Domingo Gordo, pela manhã implica também o restabelecimento de energias gastas na noite anterior ou até mesmo pela tardinha uma ida aos cortejos carnavalescos.
Mas sempre ouvi dizer que HÁ TEMPO PARA TUDO, e assim pensaram alguns.
Dos que assim pensaram houve quem fizesse cento e muitos quilômetros para vir treinar, houve quem se levantasse pelas seis da manhã para ter tudo preparado para a malta treinar e houve ainda quem não se tivesse deitado depois de uma noite de serviço e isto tudo com a finalidade de apoiar o Grupo, desfrutar daquilo que se gosta e mais a curiosidade de ver a aptidão dos novos elementos.
Esses todos que sabem que HÁ TEMPO PARA TUDO, foram cerca de cinco, algumas crianças e uma cegonha que vendo a assistência desfalcada resolveu prescindir do seu voo matinal para ficar a apoiar o Grupo.
Mas também houve quem assim não pensasse (QUE HÁ TEMPO PARA TUDO). O Grupo é que não merecia esse desrespeito.
Treinos, não os há todos os dias.
Treinos como o que aconteceu no dia 15-02-2015, onde as coisas correram favoravelmente sem percalços, com os “putos” a aprenderem tranquilamente os ensinamentos dos mais velhos e depois a colocarem essas orientações em prática, não se veem frequentemente. "Ao MAIS ALTO NÍVEL" como diria o meu amigo Joaquim Martinho.
Na minha modesta opinião o Grupo entrou com o pé direito neste primeiro treino de 2015, com vontade para evoluir cada vez mais.
Situações de abstinência de apoio ao Grupo são dispensáveis, até porque não havendo interesse, o que se começou a construir (com muito esforço) no ano de 2010, depressa se vai desmoronar para gáudio dos “Velhos do Restelo”.
       

 


sábado, 13 de dezembro de 2014

De luto






21-07-2009   15h19
Recebi a notícia do falecimento do meu amigo Sr. Joaquim Trancas de Oliveira Lucas.
Entristecido, recordo as muitas tardes que passei na sua companhia.
As conversas, todas elas, eram em redor da tauromaquia e (já para o final da tarde) interrompidas pela sua esposa Dnª Albertina, que ao espreitar pela porta da tertúlia dizia.
- Joaquim, o teu lanche está pronto.
Eu, já sabia que era a hora da retirada, não sem antes “agendar” mais uma visita que nos iria levar a mais pesquisas e conversas sobre touros e toureiros.
As pesquisas eram sobre os Grupos de Forcados de Riachos e as conversas sobre toureiros levavam-me para outra dimensão tal era o fervor que o amigo Joaquim colocava nas histórias que me contava.
Acabei por lhe pedir para escrever o prefácio do meu livro que não teria sido possível escrever, se não fossem os arquivos que ao longo dos anos o amigo Joaquim foi preservando.
Uma vez o amigo Joaquim quis emprestar-me um livro.
Coisa valiosa por ser antigo e muito raro.
 Declinei a oferta de o trazer emprestado e disse-lhe que o consultava lá em sua casa, mas o amigo Joaquim, logo me disse.
- Ó amigo Amaral, então você de todas as vezes que vem cá a casa bate à porta com a biqueira dos sapatos e eu agora não lhe posso emprestar um livro?
Era assim o amigo Joaquim.
Até sempre amigo.

terça-feira, 29 de julho de 2014

O seu a seu dono







Grupo de Forcados Amadores de Riachos

Passando o olhar por algumas páginas taurinas na Net, reparo que existe da parte de alguns cronistas diferentes opiniões para cada lide dos toureiros.
Diferentes opiniões, para entrada de público.
Diferentes opiniões, para o desempenho dos touros e mais um sem -número de situações.
É claro que a escala de valores porque cada um se rege não é a mesma da do outro.
Temos pareceres diferentes para a mesma situação e isso leva a debates, para que outros analisem o ponto de vista de cada um e se chegue a um consenso.
Vem isto a propósito de eu ter aberto algumas páginas taurinas onde li a reportagem da corrida realizada no dia 26-07-2014, na Vila de Riachos e que me dizem que o Grupo de Forcados de Riachos pegou três touros à primeira e um à segunda, (não foi assim).  
Não é por aí que vem o mal ao mundo, pois poderia muito bem acontecer, como poderia ter acontecido deixarem ir todos os touros vivos para os “curros”.
Segundo os entendidos há touros que não se pegam por causa do touro e outros por causa do Forcado, mas para mim não conta as vezes que o Forcado lá tem que ir, (aliás até conta) dou mais valor porque por vezes já combalido terá que se "esquecer da morte" para  lá voltar as vezes que forem necessárias e emendar o que falhou.   
Estes, os da Vila de Riachos, são rapazes, que na sua maioria só se fardaram pela primeira vez no ano de 2012, na sua terra Riachos, onde enfrentaram um curro de touros Murteira Grave, que não os intimidou e aí sim fizeram duas pegas à primeira tentativa e uma à segunda.
O cabo, Carlos Branco, sempre me tem convidado para assistir aos treinos, a poucos tenho faltado e tem dado para ver que existe uma grande entrega da parte de todos os elementos em reter os ensinamentos dos mais velhos para assim conseguirem aproveitarem as oportunidades que lhes possam surgir.
É com alguma mágoa que vejo tantos sacrifícios da parte destes rapazes, para tão poucas oportunidades.
Vila de Riachos, 26-07-2014, QUATRO TOUROS PEGADOS À PRIMEIRA TENTATIVA

domingo, 27 de julho de 2014

Sonhos realizados



26-07-2014, ficará na história da Vila de Riachos, pela apresentação do mais recente Matador de Touros Português, Paco Velásquez, natural daquela Vila Ribatejana.
Nesta corrida mista estiveram presentes os cavaleiros, António Telles e Duarte Pinto o matador Paco Velásquez e o Grupo de Forcados Amadores de Riachos.
Os touros pertenceram a três ganadarias, Manuel Veiga, Paulino da Cunha e Silva e a de Paulo Caetano para a lide apeada.
À hora marcada debaixo de um sol abrasador (ainda não descobri porque vendem bilhetes para a sombra e para o sol, até mesmo nas noturnas) todos os intervenientes, desempenharam bem o papel para o qual se comprometeram.
Cavaleiros e matador tourearam os Forcados pegaram, a banda tocou, todo o pessoal de serviço cumpriu e o publico na sua maioria saiu satisfeito.  
Satisfeito também fiquei eu em ver fardado o meu amigo Joel Santos, que até então sempre deu tudo o que tinha nos treinos mas faltava-lhe a idade para se fardar. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Francisco



Trabalho em acabamento elaborado por Sara Dinah


Francisco Lopes Pescador de Matos, é o nome próprio do mais recente Matador de Touros  "que pertence" à  Vila de Riachos.
Paco Velásquez, é o seu nome artístico.
O Grupo de Forcados Amadores de Riachos, irá "contracenar", com o Matador de Touros da sua terra no dia 26 de Julho 2014, numa corrida já anunciada em alguns meios de comunicação social da especialidade.
Não me quero alongar mais sobre o assunto mas para quem tem curiosidade em saber mais sobre o Grupo de Forcados Amadores de Riachos, bem como do seu mais recente Matador de Touros, basta pegar em palavras soltas deste pequeno apontamento para fazer as pesquisas que bem entender.
Embora a minha vida não me tenha permitido acompanhar a rapaziada do Grupo (desde já as minhas desculpas a todos os elementos) faço votos e desejo as melhores felicidades para essa corrida bem como ao matador Paco Velásquez e a todos os intervenientes.


  

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Festival Taurino



Ontem dia 11-05-2014, o Grupo pegou em solitário os seis novilhos/touros do Festival Taurino realizado na cidade de Torres Novas, em que um euro de cada bilhete reverteu para os Bombeiros Voluntários daquela localidade.
A tarde foi agradável com a praça bem composta de assistência.
Tudo me deu a entender que quando o Grupo assumiu o compromisso de pegar em solitário os seis novilhos/touros não estava à espera que a “malapata” das lesões sofridas nos treinos (e não só) provocasse alguma apreensão naqueles que com eles convivem.
Essa preocupação desvaneceu-se muito antes de saltarem para a arena pois a camaradagem e os incentivos (alguns exagerados) entre os rapazes fizeram com que saíssem vitoriosos do duelo a que se propuseram (sei do que estou a falar).
A abrilhantar o festival esteve a Banda da Sociedade Velha Filarmônica Riachense, com um historial invejável, tal como os Grupos de Forcados que ao longo dos anos foram sendo constituídos na Vila de Riachos.
Todos os intervenientes e o publico a merecerem felicitações.
     
Carlos Branco (cabo)
Luis Azevedo
Palhavã
João Paulo Conde Branco
Nuno Matos
Mário Vieira
O Grupo e a Sociedade Velha Filarmônica Riachense