terça-feira, 31 de março de 2015

"Ninguém disse que era fácil"


















 "Aqui ninguém disse que os treinos eram acessíveis" mas podes vir experimentar, participar ou apoiar.
 

Pois !!!!!!!!!!! é já dia 4 de Abril, em Aldeia da Mata, do conselho do Crato, que se vai realizar um treino matinal, seguido de uma demonstração de pegas. E para dia 25 de Abril, na Quinta de Mato Miranda, (Azinhaga) um treino aberto ao publico, seguido de um almoço e mais tarde uma garraiada. Basta consultarem a página dos Forcados Amadores de Riachos no Facebook e participarem.

sexta-feira, 20 de março de 2015

"Prova de fogo real"



Pelo que julgo saber está em curso, uma reestruturação na chefia do Grupo, saindo o atual cabo, Carlos Branco, (que põe assim este ano um ponto final à sua carreira de Forcado) para dar lugar a um outro elemento.
Correndo o risco de ferir alguma susceptibilidade faço agora uma análise a este último treino que para mim não foi treino.
Se o primeiro treino desta temporada pecou pela ausência de alguns elementos revelou-se ao mesmo tempo, muito produtivo.
As condições climatéricas bem como o piso do terreno não ajudaram, mas os elementos mais novos absorveram os ensinamentos dos mais velhos que não se pouparam a esforços, para lhes ministrarem as lições necessárias para um bom desempenho.
Uma vaca e dois novilhos, serviram muito bem para se corrigirem posições, colocação de mãos, saída da cara, cernelhas e mais uma série de atitudes que se têm de respeitar para que tudo resulte em pleno.
- Fizeste mal, faz com calma, tens que olhar para trás para ver se o grupo já está organizado, atenção às mãos, dá mais um passo ou recua mais, fala ao touro etc…
Estas, entre outras, foram algumas das palavras que se ouviram, com os mais velhos depois a exemplificarem na prática e os mais novos novamente a repetirem a dose.
O segundo treino (que para mim não foi treino) pareceu-me mais uma “prova de fogo real” tipo, vamos lá ver se estes tipos mais novos se intimidam.
Não sei se será uma boa conduta mas pelo menos dá para separar logo à partida o joio do trigo.  
O treino decorreu longe, com a concentração do pessoal a ser feita num domingo bem cedo na sede do Grupo. Os novilhos touros, estavam bem apresentados e a “baterem duro”.
Durante o “treino “nada de muitas explicações, (ou se gosta ou não se gosta), para mim foi “uma prova de fogo real” vamos lá ver do que os novos são capazes.
Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a coragem destes novos elementos, este “treino” foi a maior constatação para as dissiparem, quando se viu a coragem, resistência e o domínio sobre o medo (não a ausência dele) destes rapazes.
Os mais velhos deram o exemplo, deram o corpo ao manifesto, deram-lhes provas de amizade, camaradagem e disseram-lhes: - Estamos aqui.
Os mais novos disseram, estamos cá, por isso vamos a isto.  
Por mim enalteço (espero não me esquecer de ninguém) o Joel Santos que segundo a gíria da rapaziada “está feito um cavalão”; Afonso Vieira; André Clemente; João Formigo; Pedro Vieira.
“Prova de fogo real" concluída com distinção.       

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

"Vaselina"



Esta página é dedicada à Vaselina (para bom entendedor meia palavra basta).
Além disso, o barrete só serve a quem tem que servir.
Não foi desta maneira que fui educado mas por vezes funciono como uma panela de pressão.
Não quero ser o dono da razão e até sou bastante tolerante, mais ainda quando desconheço alguns dos factos que levaram amigos e simpatizantes do Grupo nesta abstinência de assistirem ao primeiro treino da época.
Sei que o dia não amanheceu convidativo.
O frio, vento e alguns aguaceiros convidavam a estar na horizontal e aconchegados pela roupa da cama.
Domingo Gordo, pela manhã implica também o restabelecimento de energias gastas na noite anterior ou até mesmo pela tardinha uma ida aos cortejos carnavalescos.
Mas sempre ouvi dizer que HÁ TEMPO PARA TUDO, e assim pensaram alguns.
Dos que assim pensaram houve quem fizesse cento e muitos quilômetros para vir treinar, houve quem se levantasse pelas seis da manhã para ter tudo preparado para a malta treinar e houve ainda quem não se tivesse deitado depois de uma noite de serviço e isto tudo com a finalidade de apoiar o Grupo, desfrutar daquilo que se gosta e mais a curiosidade de ver a aptidão dos novos elementos.
Esses todos que sabem que HÁ TEMPO PARA TUDO, foram cerca de cinco, algumas crianças e uma cegonha que vendo a assistência desfalcada resolveu prescindir do seu voo matinal para ficar a apoiar o Grupo.
Mas também houve quem assim não pensasse (QUE HÁ TEMPO PARA TUDO). O Grupo é que não merecia esse desrespeito.
Treinos, não os há todos os dias.
Treinos como o que aconteceu no dia 15-02-2015, onde as coisas correram favoravelmente sem percalços, com os “putos” a aprenderem tranquilamente os ensinamentos dos mais velhos e depois a colocarem essas orientações em prática, não se veem frequentemente. "Ao MAIS ALTO NÍVEL" como diria o meu amigo Joaquim Martinho.
Na minha modesta opinião o Grupo entrou com o pé direito neste primeiro treino de 2015, com vontade para evoluir cada vez mais.
Situações de abstinência de apoio ao Grupo são dispensáveis, até porque não havendo interesse, o que se começou a construir (com muito esforço) no ano de 2010, depressa se vai desmoronar para gáudio dos “Velhos do Restelo”.
       

 


sábado, 13 de dezembro de 2014

De luto






21-07-2009   15h19
Recebi a notícia do falecimento do meu amigo Sr. Joaquim Trancas de Oliveira Lucas.
Entristecido, recordo as muitas tardes que passei na sua companhia.
As conversas, todas elas, eram em redor da tauromaquia e (já para o final da tarde) interrompidas pela sua esposa Dnª Albertina, que ao espreitar pela porta da tertúlia dizia.
- Joaquim, o teu lanche está pronto.
Eu, já sabia que era a hora da retirada, não sem antes “agendar” mais uma visita que nos iria levar a mais pesquisas e conversas sobre touros e toureiros.
As pesquisas eram sobre os Grupos de Forcados de Riachos e as conversas sobre toureiros levavam-me para outra dimensão tal era o fervor que o amigo Joaquim colocava nas histórias que me contava.
Acabei por lhe pedir para escrever o prefácio do meu livro que não teria sido possível escrever, se não fossem os arquivos que ao longo dos anos o amigo Joaquim foi preservando.
Uma vez o amigo Joaquim quis emprestar-me um livro.
Coisa valiosa por ser antigo e muito raro.
 Declinei a oferta de o trazer emprestado e disse-lhe que o consultava lá em sua casa, mas o amigo Joaquim, logo me disse.
- Ó amigo Amaral, então você de todas as vezes que vem cá a casa bate à porta com a biqueira dos sapatos e eu agora não lhe posso emprestar um livro?
Era assim o amigo Joaquim.
Até sempre amigo.

terça-feira, 29 de julho de 2014

O seu a seu dono







Grupo de Forcados Amadores de Riachos

Passando o olhar por algumas páginas taurinas na Net, reparo que existe da parte de alguns cronistas diferentes opiniões para cada lide dos toureiros.
Diferentes opiniões, para entrada de público.
Diferentes opiniões, para o desempenho dos touros e mais um sem -número de situações.
É claro que a escala de valores porque cada um se rege não é a mesma da do outro.
Temos pareceres diferentes para a mesma situação e isso leva a debates, para que outros analisem o ponto de vista de cada um e se chegue a um consenso.
Vem isto a propósito de eu ter aberto algumas páginas taurinas onde li a reportagem da corrida realizada no dia 26-07-2014, na Vila de Riachos e que me dizem que o Grupo de Forcados de Riachos pegou três touros à primeira e um à segunda, (não foi assim).  
Não é por aí que vem o mal ao mundo, pois poderia muito bem acontecer, como poderia ter acontecido deixarem ir todos os touros vivos para os “curros”.
Segundo os entendidos há touros que não se pegam por causa do touro e outros por causa do Forcado, mas para mim não conta as vezes que o Forcado lá tem que ir, (aliás até conta) dou mais valor porque por vezes já combalido terá que se "esquecer da morte" para  lá voltar as vezes que forem necessárias e emendar o que falhou.   
Estes, os da Vila de Riachos, são rapazes, que na sua maioria só se fardaram pela primeira vez no ano de 2012, na sua terra Riachos, onde enfrentaram um curro de touros Murteira Grave, que não os intimidou e aí sim fizeram duas pegas à primeira tentativa e uma à segunda.
O cabo, Carlos Branco, sempre me tem convidado para assistir aos treinos, a poucos tenho faltado e tem dado para ver que existe uma grande entrega da parte de todos os elementos em reter os ensinamentos dos mais velhos para assim conseguirem aproveitarem as oportunidades que lhes possam surgir.
É com alguma mágoa que vejo tantos sacrifícios da parte destes rapazes, para tão poucas oportunidades.
Vila de Riachos, 26-07-2014, QUATRO TOUROS PEGADOS À PRIMEIRA TENTATIVA

domingo, 27 de julho de 2014

Sonhos realizados



26-07-2014, ficará na história da Vila de Riachos, pela apresentação do mais recente Matador de Touros Português, Paco Velásquez, natural daquela Vila Ribatejana.
Nesta corrida mista estiveram presentes os cavaleiros, António Telles e Duarte Pinto o matador Paco Velásquez e o Grupo de Forcados Amadores de Riachos.
Os touros pertenceram a três ganadarias, Manuel Veiga, Paulino da Cunha e Silva e a de Paulo Caetano para a lide apeada.
À hora marcada debaixo de um sol abrasador (ainda não descobri porque vendem bilhetes para a sombra e para o sol, até mesmo nas noturnas) todos os intervenientes, desempenharam bem o papel para o qual se comprometeram.
Cavaleiros e matador tourearam os Forcados pegaram, a banda tocou, todo o pessoal de serviço cumpriu e o publico na sua maioria saiu satisfeito.  
Satisfeito também fiquei eu em ver fardado o meu amigo Joel Santos, que até então sempre deu tudo o que tinha nos treinos mas faltava-lhe a idade para se fardar.