sábado, 18 de julho de 2015

Memórias de um avô



 Peço desculpa a quem leu a ultima página deste blogue e se predispôs, a satisfazer-me o pedido de um cartaz de 1952, que eu tinha solicitado. (Não é necessário, procurarem mais!!! ) É que tenho andado a matutar sobre o assunto e resolvi ir procurar nos meus arquivos pois tinha ideia de me ter passado algo do gênero pelas mãos, há alguns anos.  
Encontrei e aqui o deixo, com algumas particularidades que destaquei para uma melhor visualização. Será esta página também alvo de partilha com o Museu Agrícola de Riachos, que na pessoa da Dnª Mafalda Luz, fará o favor de o juntar a umas fotos que enviei em privado para satisfazer o pedido que o Sr. Feliciano Dias, de 77, anos me fez, em relação ao seu avô.  
     























sexta-feira, 17 de julho de 2015

Eventos




Foi a 19 de Junho de 2015, que aconteceu a cerimônia de adesão ao portal associativo onde dias antes tinham decorrido formações para cedência do espaço Internete “Acontece” elaborado pela autarquia de Torres Novas.
Estive presente na formação para a introdução de conteúdos bem como na cerimônia de adesão. Tudo isto em representação do Grupo de Forcados Amadores de Riachos.
Esta incumbência foi-me solicitada pelo cabo do G.F.A.R. (missão cumprida com sucesso) e um agradecimento especial à minha filha Sara Dinah. Ela sabe do que falo e o cabo já teve o reconhecimento para com ela. Obrigado Carlos Branco.
Destaco aqui a simplicidade da vereadora do pelouro da cultura da Câmara Municipal de Torres Novas, Dnª  Elvira Sequeira, que antes da cerimônia e sem protagonismos veio cumprimentar pessoalmente todos os presentes. Não conhecia a senhora porque até nem pertenço a esse concelho mas não me passou despercebida essa atitude. 



A 16 de Julho 2015, aconteceu a cerimônia de apresentação da corrida de touros que se irá realizar no dia 26 de Julho 2015, na Vila de Riachos. Para mim será um acontecimento misto, com dois sentimentos (o da tristeza e o da alegria) pois a despedida de uma pessoa (cabo do Grupo) que iniciou (com os seus pares) o ressurgimento do Grupo, no ano de 2012, (primeira corrida) deixa-me amargurado ao mesmo tempo que fico feliz pelo Carlos Branco ter deixado uma continuidade do Grupo representada depois do dia 26, pelo seu filho João Branco, que foi eleito em reunião, por todos os membros do Grupo e sem a presença do progenitor afim de não influenciar a votação.
Desde 1995, (nessa altura era o Grupo comandado pelo João Santos) “foi-me oferecido” por este, um lugar no seio do Grupo, coisa que se tem mantido até hoje.
Aproveitei o convite (e agradeço), privei com todos e todos de uma maneira geral foram e são corretos comigo.
 Como todos sabem tento não faltar aos treinos, e apesar da minha idade, dependendo dos desafios da malta nova, tenho pegado nos treinos (sabe deus com que medo), pois até ao ano de 1995, ("o animal de maiores proporções que eu tinha estado ao pé, foi de um cão").  

Sempre com descrição pois entendo que “ olhos que não veem o coração não sente” tenho-me afastado de quezílias (que sempre existem) em qualquer Grupo, pois ( e que fique bem registrado) a minha finalidade é recuperar a história dos Grupos formados na Vila de Riachos e preservar a atual, tudo o resto para mim, “è música de serrote” como muito bem diz o meu prezado amigo Fernando Crisóstemo.



Quanto à cerimônia de apresentação da corrida do dia 26 do corrente mês, que decorreu no Museu Agrícola de Riachos, foram oradores, tendo por “cicerone” O Sr. Raul Caldeira, Os senhores: Fernando Silva Marques, em representação do cavaleiro Joaquim Bastinhas, o cavaleiro tauromáquico Gonçalo Fernandes, o matador de touros Paco Velásquez, a Ganadaria Irmãos Carreira e pelo Grupo de Forcados Amadores de Riachos, Amaral de Oliveira, João Paulo Conde Branco e ainda o atual cabo Carlos Branco, (foi por esta ordem).
Olhando para a auditório descortinei o novilheiro “Cuqui”, o Sr. Joaquim Santana, ligado ao Rancho Folclórico Camponeses de Riachos bem como ao museu, “A Fenomenal” Tertúlia Tauromáquica do Entroncamento, Dnª Mafalda Luz, (Museu) Pereira Jorge (NAR) núcleo Arte de Riachos, e Feliciano Alberto de Almeida Dias, de 77 anos, neto de um forcado de Riachos, que cometeu a proeza de aos 70 anos fazer a sua despedida de forcado pegando um touro na Praça de Touros de Vila Nova da Barquinha em 13 de Julho de 1952. Se alguém tiver esse cartaz agradecia que entrasse em contacto comigo.
No auditório e no convívio que se seguiu estavam personagens que não conheço entre outras que conheço por estarem ligadas ao Grupo, mas que quase sempre passam pelo anonimato mas quanto a mim são elas um dos motores daquele coletivo de homens ou não tivessem elas preparado a festa e montado a praça de touros. Para a corrida de dia 26 que a sorte seja repartida por todos.          

sábado, 4 de julho de 2015

Na Vila de Riachos - Ribatejo - Portugal



   








  Grupos de Forcados da Vila de Riachos


Para falarmos nos Grupos de Forcados da Vila de Riachos, (Ribatejo, Portugal), teremos que recuar no tempo até ao século XVIII.
 Já por essa altura, as gentes de Riachos, mostravam grande empatia pela festa brava, como nos dão conta umas frases escritas no livro “Visitas Paroquiais na Região de Torres Novas” de Isaías Rosa Pereira, que ao referir-se a uma ata escrita, quando no dia 31 de Outubro de 1747, depois de uma visita Paroquial à Igreja dos Casais de Riachos, feita pelo Dr. Luís Gomes de Loureiro em nome do senhor Cardeal Patriarca D. Tomás de Almeida, diz o seguinte:
Constou-me que os moradores, mordomos e confrades do dito lugar de Riachos, aplicam e gastam os rendimentos das confrarias e esmolas que dão os moradores do dito lugar, ou esmolas que lhes são impostas, em coisas menos licitas e festas de touros que não são do agrado de Deus”.
No século XIX, já Forcados de Riachos (embora não organizados como grupo) faziam pegas na Praça do Campo de Sant’Ana em Lisboa que foi inaugurada em 1831 e demolida no ano de 1889, três anos depois seria substituída pela Praça do Campo Pequeno, que foi inaugurada a 18 de Agosto de 1892, onde o grupo de forcados interveniente no espetáculo era o de Riachos.
Antigamente aos Grupos de Forcados, só era dado o nome do cabo: denominavam-se por isso o Grupo de Forcados do senhor “beltrano ou sicrano”
O Grupo de Forcados de Riachos, apareceu mais ou menos organizado por volta do ano de 1870, mas ai ainda com o nome do cabo que era Júlio Rafôa.
Nas últimas duas décadas de 1800, até às primeiras duas décadas de 1900, era o seu cabo Manuel Alcorriol, que teria sido o responsável pelo primeiro grupo de forcados que aparecia com o nome da terra que representava, e denominava-se por Grupo de Forcados de Riachos/Golegã.
Em 1885 no dia 17 de Maio foi inaugurada a praça de Touros de Torres Novas, e o Grupo de Forcados era composto na sua maioria por elementos de Riachos.
Em 1889 mais concretamente nos dias, 19;20 e 21 de Maio deram-se três corridas de touros na inauguração da Praça de Touros de Évora, em que foram lidados 36 touros e participaram os Forcados de Riachos/Golegã, assim denominados na altura.
A 4 e 5 de Março de 1894, realizaram-se corridas de touros na Praça do Real Coliseu Portuense, com a presença do Rei D. Carlos e dos Príncipes Reais, os forcados foram os de Riachos/Golegã.
Por isso crê-se que Manuel Alcorriol, terá comandado o Grupo até cerca de 1920.
José Sapateiro, terá comandado o grupo a partir do ano de 1920.
A este, sucedeu Antonio Serra Torres, depois Manuel Fáia, seguindo-se José Luís Coragem e por fim “Ruy Manuel”, tudo grupos profissionais ou “semi profissionais” quando digo “semi profissionais” é porque apareciam nos cartazes referenciados como Grupo de Forcados de Riachos, Grupo de Forcados Profissionais de Riachos, ou só Grupo de Forcados de “beltrano ou sicrano”
Na década de 1960, houve um interregno que durou até 1995, ano em que ressurgiu novamente o grupo comandado por João Antonio Rodrigues dos Santos.
Este grupo manteve-se até ao dia 25-10-1998, dia em que o cabo fez a sua despedida numa tourada integrada nas Festas da Bênção do Gado na Vila de Riachos.
No ano de 2004 a Câmara Municipal de Torres Novas edita um livro sobre parte do historial dos grupos de forcados da Vila de Riachos, com o título “Esquecidos da Morte” da autoria de Antonio José Amaral de Oliveira.
No ano de 2010, começa a haver nova “movimentação” de alguns elementos do grupo formado em 1995 com o intuito de fazerem renascer novamente o Grupo de Forcados Amadores de Riachos.
Embora já no final do ano de 2010, este novo agrupamento tenha realizado alguns treinos é no início de 2011, que eles se intensificam na esperança de fazerem a estreia, coisa que não se veio a verificar por falta de contratos.
Já quase no final da temporada de 2012, mais concretamente no dia 27 de Julho pelas 22h00 (uma sexta feira) o grupo faz a sua estreia numa corrida na Vila de Riachos, integrada nos festejos da Bênção do Gado é então o atual cabo, Carlos Branco Lopes.
O cartel foi composto pelos cavaleiros Ana Batista, Gilberto Filipe e Antonio Brito Pães, com seis touros da ganadaria Murteira Grave, para os Grupos de Forcados Amadores de Cuba e Riachos.
Os elementos que se fardaram para essa corrida foram:
Carlos Branco (Cabo); Jorge Lopes; Jorge Diniz (Rato); João Neves (Tordo); Luís Azevedo; André Gonçalves; Nuno Matos; João Brogueira “Nhoca”; Marco Alexandre “Marquitos”; Vasco Serrão de Faria; Pedro Correia; Fausto Costa; Luís Lima; Mário Vieira; João Ferreira; Paulo Ferreira; Nuno Gameiro.
O primeiro elemento a pegar por parte do Grupo de Riachos foi; Luís Azevedo à primeira tentativa, depois foi Nuno Gameiro também à primeira tentativa e a “arrecadar” o prémio para a melhor pega da noite e por último à segunda tentativa (numa rija pega) pegou Nuno Matos.
Destaco nesta corrida o André Gonçalves, pela primeira ajuda que deu ao Luís Azevedo.
 Para este ano de 2015, está a preparar-se uma nova mudança, na chefia deste grupo, a despedida do atual cabo (Carlos Branco) numa tourada a realizar-se na Vila de Riachos dia 26 Julho, em que o seu sucessor será João Paulo Conde Branco.  




quinta-feira, 2 de julho de 2015

Barrete Verde







Apresento-vos o Joel Santos.
Só vos posso apresentar o Joel, em fotografias pois pouco ou nada sei do Joel.
O pouco que sei é que sempre me cumprimentou nos treinos, a que assisto é bem-educado, nota-se que tem gosto por aquilo que faz e que quer fazer bem. Neste, ultimo treino “fez uns estranhos de personalidade” que me vai fazer estar mais atento ao seu perfil.
Nada que eu tenha a ver com isso mas gosto de analisar para que no dia em que eventualmente me peça uma opinião eu estar habilitado para a dar e com convicção naquilo que tenho para dizer.
Pelo que me dá a entender o Joel, veio para o grupo com certas bases ou com um dom natural para a função.
Está determinado em aprender com os mais velhos, é humilde, destemido e polivalente.
Uma das grandes alegrias que tive foi em vê-lo fardado quando teve idade para o fazer porque desde que o comecei a ver nos treinos e logo na corrida subsequente que o grupo teve, eu questionei o cabo o porquê de não ter fardado o Joel. A resposta foi óbvia “ainda não tem idade”, um pormenor que me faltou até porque existem documentos na sede do grupo para serem preenchidos e a que eu costumo ter acesso e que não atualizo já há algum tempo.
Nesta página posso também ir antecipando que está em preparação a corrida da despedida do cabo Carlos Branco, para o dia 26 de Julho, 2015 na Vila de Riachos, e que o pessoal se está a desdobrar em preparativos para o evento, nomeadamente na aquisição de patrocínios que serão bem-vindos de quem quer que seja.  Um agradecimento especial a quem está  a colaborar na organização da corrida.
E por agora aqui fica algum do percurso do Joel Santos.