quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Tempo

Um dos mais novos (André Clemente), a "deixar bater" aprendendo a recuar.

Com organização e tempo, acha-se o segredo de fazer tudo e bem feito. (Pitágoras) 
Não foi esse o caso.
Tenho tentado organizar tudo, com tempo "sem segredos" e não consigo fazer nada bem feito.
Não consigo fazer nada bem feito (como quero) porque a vida ( a profissional bem como a particular) não me o tem permitido. 
Vou acumulando situações que me estão a ficar pendentes e depois tenho que definir as prioridades para as resolver mas não tem sido fácil nem se avizinham tempos favoráveis para isso.
Vou contando com alguns amigos, para me relatarem o que se vai passando com o "meu Grupo de Forcados". 
Para os seguidores deste Blogue posso adiantar que existe da parte daquele coletivo de homens "garra" empenho e vontade de seguir para patamares superiores ( têm trabalhado para isso). 
O anterior cabo, Carlos Branco, deixou alicerçadas algumas bases sólidas para o fazerem.  
Talvez falte um pouco de discernimento a alguns dos intervenientes mas a irreverência da juventude (sangue na guelra) tem que ser desculpada e contemplada com apoios e dicas de quem percebe do assunto e escutada com atenção por quem ficou com (a batata quente na mão).  
Na sua maioria, são rapazes humildes, que com o gosto que têm pela tauromaquia e a vontade de pegar reses bravas, têm tentado dignificar o historial dos Grupos de Forcados da Vila de Riachos. Todos sabemos que na nossa juventude por vezes não damos importância a pormenores que são essenciais para que isso aconteça. Quanto a mim (na minha humilde opinião) têm que ser auxiliados, orientados e com a humildade que lhes reconheço penso que irão saber escutar e pôr em prática todos os ensinamentos e dicas, basta que  lhes deem  uma oportunidade e o atual cabo João Conde Branco, está certamente à espera dela bem como todos os restantes elementos.
O primeiro treino deste ano de 2016, foi feito no Centro Hípico Lusitaurus, localizado na Freguesia de Montoito (Redondo) 
Pouco ou nada posso falar acerca desse treino, pois não estive presente bastando-me a boa vontade do meu amigo Carlos Seixas, para me fazer um relato sumário dos acontecimentos bem como a entrega de algumas fotos do acontecimento.  Um agradecimento à minha amiga Inês Martins, uma aficionada ás pegas bem como ao Grupo de Forcados de Riachos e que me têm reportado através de imagens todos os treinos e corridas que se têm realizado.                           
 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Uma outra forma de ver



Quis o destino que o amigo Paulo Nunes, se cruzasse comigo no ano de 2011.
Não é difícil de adivinhar que a conversa deveria ter levado um rumo, direitinho aos Forcados de Riachos.
Dessa pequena conversa tenho noção de que falei também sobre a Quinta da Cardiga, e é só do que me lembro.
Acontece que em Agosto deste ano de 2015, o amigo Paulo Nunes, entrou em contacto comigo com o intuito de fazer uma reportagem fotográfica sobre o grupo de Forcados de Riachos.
“Autorização” concedida e confesso que, (até por experiências anteriores) pensei que era mais um com o intuito de tentar depois vender as fotos.
Puro engano, pois além de o amigo Paulo Nunes, ter feito um excelente trabalho fotográfico logo se prontificou em me enviar as fotografias não sem antes se justificar. Espero que compreenda que a minha forma de ver é totalmente diferente das pessoas aficionadas.”
Autorizou-me ainda a fornecer as fotos aos interessados (coisa que estou a fazer neste blogue) pese embora o facto de eu as ter identificado com o nome do autor porque não fazia sentido que a modéstia e desinteresse do amigo Paulo Nunes, fosse aproveitada por terceiros.   

Devido às condicionantes da vida pouco tempo tive com o Paulo Nunes, (outras oportunidades virão) mas confidenciou-me que foi bem recebido e que brevemente falará novamente com o cabo João Branco, para nova reportagem fotográfica.

Em meu nome e em nome de todos aqueles que de alguma maneira estão envolvidos com o grupo de Forcados de Riachos, o nosso agradecimento e reconhecimento pelo seu excelente trabalho fotográfico.  
Pessoas como você serão sempre bem-vindas.







   

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Perdidos no tempo, recuperados para o futuro.











 Até me posso estar a repetir, mas nunca é demais fazer recordar que à cerca de 20 anos que ando na tarefa de recuperar parte da história dos Grupos de Forcados que ao longo dos anos foram sendo constituídos na Vila de Riachos.
Alguns dos entendidos (nesta matéria da pesquisa) sabem o quanto difícil ela se torna quando não abundam registos e alguns que aparecem são dúbios.
Para mim essa pesquisa torna-se uma dificuldade acrescida porque não tenho formação para a fazer.
Faço o que posso, à minha maneira e a satisfação é muita.
Também pessoas há, que estão empenhadas nessa recuperação da história dos Grupos de Forcados de Riachos, como é o caso do Sr. José Manuel da Luz, que me abordou na corrida de 26-07-2015, para me dizer que tem mais um registo para me facultar sobre um dos Grupos de Riachos.
Brevemente agendarei, uma visita ao Sr. Manuel da Luz, a quem desde já agradeço essa gentileza e a preocupação em reter esses apontamentos dos livros que consulta para depois, me os transmitir.
Toda esta retórica vem a propósito de uma informação que quero prestar aos interessados.
É que, recentemente, recuperei cerca de 15 cartéis, de corridas de touros entre 1899 e 1908, onde participaram os forcados do Riacho Gollegã, assim denominados na altura  


quinta-feira, 30 de julho de 2015

Screening



Depois de ver uma tourada, fico com a minha opinião formada sobre o que aconteceu e nunca a manifesto publicamente até porque não percebo quase nada do assunto. Nesta corrida de touros que se realizou no dia 26-07-2015, na Vila de Riachos vai ser diferente porque me apetece opinar correndo o risco de cair no ridículo.
À partida penso que esta corrida de touros foi a mais fotografada no que respeita ao Grupo de Forcados Amadores de Riachos. Só à minha conta cheguei a casa com mais de 900 fotos, mas é claro que não sendo profissional podem logo tirar uma conclusão do resultado final desses instantâneos, já vi por aí muita coisa boa.
Mas vamos ao que interessa.
Por gentileza do cabo, foi-me permitido assistir à "fardação" e aí fiquei a saber que o diretor de corrida só permitiu que se fardassem 18 elementos.
Bom, regulamentos são regulamentos e têm que ser respeitados, mas pergunto o seguinte: Em outras touradas até mesmo nas televisionadas vejo tanta gente entre barreiras em que alguns nem estão a trabalhar e para a despedida de um cabo não se poderia abrir uma exceção? Até nem iam estar entre barreiras à civil.
Chegado à praça desmontável passou-se muito tempo antes que as portas se abrissem.
Estavam idosos, crianças, algumas pessoas com mobilidade reduzida amontoadas em uma réstia de sombra proporcionada pela praça. Certo é que depois de nos acomodarmos passou pouco tempo para se iniciar o espetáculo.
Iniciou a função o cavaleiro Joaquim Bastinhas, que igual a si próprio esteve despachado nas duas atuações.
Foi para a cara do primeiro touro o cabo Carlos Branco. O touro veio pelo seu caminho sem levantar dificuldades e a pega consumou-se à primeira tentativa.
As equipas do embolador Estorninho, bem como os bandarilheiros estiveram diligentes no recolher dos animais evitando assim demoras, e a ferragem foi esmerada pelo embolador Estorninho.
O segundo e o quinto touros da tarde foram lidados pelo cavaleiro Gonçalo Fernandes, que falhou um ou dois ferros, quanto a mim por falar pouco ao touro.
Para a segunda pega da tarde o Forcado da cara foi Orlando Silva, que pegou à quarta tentativa. Pareceu-me que o touro tinha ganho uma crença no local de onde foi desafiado pela primeira vez, segundo tenho observado nos treinos o Orlando Silva (que pouco conheço) é um Forcado muito experiente mas recua pouco pegando quase de “estaca” (deve ser assim que se sente bem) e o touro no momento da reunião fez um estranho, a pedir que o Forcado desse mais um passo atrás. Isso não aconteceu e daí as quatro tentativas. Para a terceira pega, foi prá cara do touro o atual cabo, João Paulo Conde Branco, ao primeiro intento, e sem dificuldades de maior.   
O matador de touros Paco Velasquez, nesta segunda atuação na sua terra, esteve bem, ressentiu-se de uma lesão no seu segundo touro e despachou o caso.
A última pega do grupo nessa tarde foi executada à segunda tentativa pelo Forcado Mário Vieira. Pareceu-me que para o porte daquele forcado, o touro tinha a córnea fechada talvez um Forcado esguio se sentisse mais confortável.
A banda da Sociedade Velha Filarmônica de Riachos, merecia ter estado à sombra.
Primeiras ajudas com nota superior e os restantes elementos só pecaram em uma das situações em que não foram lestos em distrair o touro de um colega caído. Bombeiros de Torres Novas, sem serviço felizmente.
Público correspondeu com praça cheia e entusiasmo que em um dos setores foi exagerado pois não se tratava de nenhum dos desportos onde se tenha que “puxar” pelos atletas.