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Grupo de Forcados Amadores de Riachos, Rua do Sargaço 2350-355 Freguesia de Riachos Concelho de Torres Novas Distrito de Santarém GPS - 39.440925, - 8.509502
quinta-feira, 28 de julho de 2016
sábado, 23 de julho de 2016
O peso da responsabilidade
Na Vila de Riachos, todos acusam o peso da responsabilidade
em receber bem os forasteiros que querem assistir aos festejos da Bênção do
Gado, isto a avaliar pelo pouco que vi hoje quando me desloquei aquela Vila.
Também o peso da responsabilidade assenta em cima dos ombros
de quem comanda o Grupo de Forcados Amadores de Riachos, que pela primeira vez,
em uma corrida formal vai comandar homens na terra que o viu nascer (Riachos).
João Paulo Conde Branco é o atual cabo deste grupo e organizou hoje um treino
com a tourinha com a finalidade de corrigir, determinadas posturas, dos
elementos que compõem aquele Grupo de Forcados.
Assisti a uma parte do treino onde inicialmente (e muito
bem) foram focados (pelo jovem cabo) aspetos sobre atavio, postura, entre
outras particularidades que se propõem para que o resultado final seja positivo
na corrida de 30-07-2016, (sábado) pelas 17h00.
Como recuperador da história dos Grupos de Forcados de
Riachos, sócio e amigo continuo a considerar-me o mais crítico (construtivo)
sem intensão de ferir alguma susceptibilidade. Não me foi oportuno expressar a
minha opinião neste treino, nem fazia sentido transmiti-la pois isso já foi
feito no manual que elaborei (penso que em 2010) basta para tal lê-lo e interpreta-lo.
Acontece que quase tudo esteve perfeito neste treino, o tal discurso inicial
onde (penso) que todos assimilaram o que lhes foi dito pela atenção e
concentração com que estiveram. As recomendações do cabo saíram expressivas bem
como as correções feitas durante a parte prática do treino. Faltou uma coisa
que está expressa no manual e á qual dou muita relevância pois mesmo sendo
todos muito perfeccionistas é possível amenizar o peso da responsabilidade
compartilhando decisões ouvindo outras pessoas que talvez possam esclarecer
pontos que nos podem passar ao lado pelas mais diversas razões. Não me vai ser
possível estar presente na corrida, de dia, 30-07-2016, por isso desde já
desejo que Deus reparta a sorte por todos os intervenientes.
quinta-feira, 16 de junho de 2016
Bencatel
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| Grupo de Forcados Amadores de Riachos, Bencatel, 2016 |
Por falta de tempo não me tem sido possível acompanhar o
Grupo, bem como fazer muita outra coisa que desejaria fazer.
Acontece no entanto que gostaria de retribuir a amabilidade
que o meu amigo Paulo Nunes teve em me fazer chegar algumas imagens que
recolheu no Festival Taurino em Bencatel, em 04 de Junho 2016.
O amigo Paulo Nunes lá me vai explicando que não é
aficionado, nem lhe interessam técnicas de toureio porque não percebe nada
disso. Interessa-se isso sim pelos pormenores e pelos momentos que na ocasião
lhe parecem mais marcantes.
O que o amigo Paulo Nunes não sabe é que pelo seu olhar
tem-me feito chegar verdadeiras obras de arte, arte essa que nem todos têm a
sensibilidade para apreciar porque é diferente do que todos os dias nos aprece
nas mais diversas formas.
Quando contemplo os instantâneos do amigo Paulo Nunes,
consigo ver: frescura, a irreverência da juventude, alegria, abatimento, crenças,
luz, movimento, união, a mesma emoção mas com diversas expressões. “O não
aficionado” Paulo Nunes, através das suas fotografias consegue fazer-me ainda
mais aficionado, pelo tempo que demoro a apreciá-las.
Obrigado amigo Paulo.
sábado, 2 de abril de 2016
Treino aberto ao público
Decorreu à bem poucas horas um treino aberto ao público.
Cerca de cinquenta pessoas assistiram a esse treino.
Essa preparação do grupo (na analise que fiz) foi para o
cabo rodar as ajudas, (malta nova) examinar se beltrano ou sicrano vai
desempenhar melhor a função em determinada posição bem como testar a saída da
cara do animal.
Não foi um treino duro como aqueles a que tenho assistido e
penso que os responsáveis na escolha dos animais estiveram bem pois os animais
nem maltrataram muito os rapazes nem tão pouco melindraram os corações de
algumas mães que pela primeira vez viram um treino.
Os mais velhos deram o exemplo e “quase” só se ouvia a voz
do cabo dentro da arena da Quinta de Miranda (como mandam as regras). E como o
Grupo está bem, tem vindo em crescendo, por aí afora sempre no encalço daqueles
que “defendem a tauromaquia” mas que lhes colocam obstáculos, muitas das vezes
sem conhecimento de causa, cabe-me também a mim elevar mais um pouco a fasquia
e perguntar: contei 23 elementos neste treino onde estão os outros tantos que
tenho nas minhas estatísticas? É óbvio que alguns têm a sua vida pessoal e
profissional que os impede a estarem presentes (desculpados) mas penso que
outros faltaram por motivos fúteis (ou estarei enganado?) outros possivelmente
misturaram Grupo (instituição) com motivos pessoais o que está errado. E para
não me alongar mais porque a fasquia tem que ser levantada moderadamente para
não ferir sensibilidades, onde para o “objeto”
que serve para dar conhecimento que se vai desfazer a pega?
Levei uma convidada para assistir a este treino, pessoa
idosa bem formada e que de lá veio entusiasmada com o que viu e a querer
repetir novas incursões.
Como não sou de festas, logo que acabou o treino deixei a
rapaziada a divertir-se, bem como a assistência a quem o Grupo ainda
proporcionou uma rês para quem quisesse ir “brincar” além de comida e bebidas.
sábado, 26 de março de 2016
Não basta dirigir-se ao rio com a intenção de pescar peixes; é preciso levar também a rede.
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| "O Xavier" |
Este provérbio Chinês, pode ter muitos significados, depende
da interpretação de cada um.
(Não sirvo de exemplo para ninguém) mas tal como todos os
mortais tenho o direito em ter a minha opinião própria, a errar e de, até ser
inconveniente perante as pessoas e instituições que me são queridas. ("Estamos
tão familiarizados com a hipocrisia que a sinceridade de alguém nos vai parece
um sarcasmo.")
Vem isto a propósito do “Xavier”.
O “Xavier” é o apodo com que resolvi denominar a cabeça de
um touro embalsamada que me foi oferecida por um antigo elemento de um dos
Grupos de Forcados formados na Vila de Riachos.
Esse elemento, que muito estimo foi o precursor da minha reentrada
no mundo dos touros, mais concretamente no da “Forcadagem” da Vila de
Riachos.
O “Xavier” tem uma lápide que mandei elaborar (porque foi
oferecido à instituição) com o meu nome e (porque achei bem) com o nome de quem
me o ofereceu. Assim o entendi para que ambos, ficássemos a aparecer na
história do Grupo, com a recomendação de que se por qualquer motivo o Grupo se
extinguisse o “Xavier” fosse entregue ao Museu Agrícola de Riachos, para
figurar e compor uma qualquer sala que se venha a equipar com a vasta história
dos Forcados de Riachos, e não acabar em uma adega qualquer.
Outros itens, como a fotografia do nosso sócio honorário (benemérito)
“sei do que falo” deveriam ter o mesmo destino e vão ter certamente.
Sempre acreditei nessa rapaziada embora o meu perfeccionismo
me leve a querer que as coisas não vão ser assim tão lineares pois tenho ouvido
muitas diretrizes mas atitudes tardas.
Acontece também, que fiquei embevecido, pois houve alguém que
(me disse) e desde já agradeço, que o “Xavier” já foi aplicado. (Vale mais
tarde do que nunca.)
A rapaziada está em crescendo, eu pouco ou nada tenho
participado em termos laborais, mas dou o contributo que me é possível em
outras vertentes que não são perceptíveis aos mais distraídos e sei que outras
pessoas o estão e continuam a fazer, com pequenos e singelos gestos e às quais
desde já agradeço, em meu nome e em nome de todos os que pertencem ou
pertenceram ( já não estão entre nós) a essa grande e vasta família que são os Grupos de Forcados de
Riachos.
(Por nós e por todos aqueles que por cá passaram) venha
vinho…
quinta-feira, 24 de março de 2016
"never look a gift horse in the mouth"
Caros amigos:
Forcados, sócios, acompanhantes, simpatizantes,
historiadores de tauromaquia e dos Grupos de Forcados que foram sendo constituídos
ao longo dos anos na Vila de Riachos, Ribatejo Portugal. Venho por este meio
informar que ultrapassamos as quarenta (40) mil visitas no nosso (vosso)
blogue. Nada de mais, comparado com outros sites taurinos, mas sentimos que humildemente
todos estão a dar um pequeno contributo na divulgação da história da
tauromaquia Portuguesa.
“ Ouço como nenhuma outra voz, os grandes
dizeres, em pequenos gestos.” Kleber Novartes
Persisto, em deixar
novamente um pouco da história da Vila de Riachos no que diz respeito à
tauromaquia.
Grupos de Forcados da Vila de
Riachos
Para falarmos nos Grupos de Forcados da Vila de Riachos,
(Ribatejo, Portugal), teremos que recuar no tempo até ao século XVIII.
Já por essa altura,
as gentes de Riachos, mostravam grande empatia pela festa brava, como nos dão
conta umas frases escritas no livro “Visitas Paroquiais na Região de Torres
Novas” de Isaías Rosa Pereira, que ao referir-se a uma ata escrita, quando no
dia 31 de Outubro de 1747, depois de uma visita Paroquial à Igreja dos Casais
de Riachos, feita pelo Dr. Luís Gomes de Loureiro em nome do senhor Cardeal
Patriarca D. Tomás de Almeida, diz o seguinte:
“Constou-me que os
moradores, mordomos e confrades do dito lugar de Riachos, aplicam e gastam os
rendimentos das confrarias e esmolas que dão os moradores do dito lugar, ou
esmolas que lhes são impostas, em coisas menos licitas e festas de touros que
não são do agrado de Deus”.
No seculo XIX, já Forcados de Riachos (embora não
organizados como grupo) faziam pegas na Praça do Campo de Sant’Ana em Lisboa
que foi inaugurada em 1831 e demolida no ano de 1889, três anos depois seria substituída
pela Praça do Campo Pequeno, que foi inaugurada a 18 de Agosto de 1892, onde o
grupo de forcados interveniente no espetáculo era o de Riachos.
Antigamente aos Grupos de Forcados, só era dado o nome do
cabo: denominavam-se por isso o Grupo de Forcados do senhor “beltrano ou
sicrano”
O Grupo de Forcados de Riachos, apareceu mais ou menos
organizado por volta do ano de 1870, mas ai ainda com o nome do cabo que era Júlio
Rafôa.
Nas últimas duas décadas de 1800, até às primeiras duas
décadas de 1900, era o seu cabo Manuel Alcorriol, que teria sido o responsável
pelo primeiro grupo de forcados que aparecia com o nome da terra que
representava, e denominava-se por Grupo de Forcados de Riachos/Golegã.
Em 1885 no dia 17 de Maio foi inaugurada a praça de Touros
de Torres Novas, e o Grupo de Forcados era composto na sua maioria por
elementos de Riachos.
Em 1889 mais concretamente nos dias, 19;20 e 21 de Maio
deram-se três corridas de touros na inauguração da Praça de Touros de Évora, em
que foram lidados 36 touros e participaram os Forcados de Riachos/Golegã, assim
denominados na altura.
A 4 e 5 de Março de 1894, realizaram-se corridas de touros
na Praça do Real Coliseu Portuense, com a presença do Rei D. Carlos e dos Príncipes
Reais, os forcados foram os de Riachos/Golegã.
Por isso crê-se que Manuel Alcorriol, terá comandado o Grupo
até cerca de 1920.
José Sapateiro, terá comandado o grupo a partir do ano de 1920.
A este, sucedeu Antonio Serra Torres, depois Manuel Fáia,
seguindo-se José Luís Coragem e por fim “Ruy Manuel”, tudo grupos profissionais
ou “semi profissionais” quando digo “semi profissionais” é porque apareciam nos
cartazes referenciados como Grupo de Forcados de Riachos, Grupo de Forcados
Profissionais de Riachos, ou só Grupo de Forcados de “beltrano ou sicrano”
Na década de 1960, houve um interregno que durou até 1995,
ano em que ressurgiu novamente o grupo comandado por João Antonio Rodrigues dos
Santos.
Este grupo manteve-se até ao dia 25-10-1998, dia em que o
cabo fez a sua despedida numa tourada integrada nas Festas da Bênção do Gado na
Vila de Riachos.
No ano de 2004 a Câmara Municipal de Torres Novas edita um
livro sobre parte do historial dos grupos de forcados da Vila de Riachos, com o
título “Esquecidos da Morte” da autoria de Antonio José Amaral de Oliveira.
No ano de 2010, começa a haver nova “movimentação” de alguns
elementos do grupo formado em 1995 com o intuito de fazerem renascer novamente o
Grupo de Forcados Amadores de Riachos.
Embora já no final do ano de 2010, este novel grupo tenha
realizado alguns treinos é no início de 2011, que eles se intensificam na
esperança de fazerem a estreia, coisa que não se veio a verificar por falta de
contratos.
Já quase no final da temporada de 2012, mais concretamente
no dia 27 de Julho pelas 22h00 (uma sexta feira) o grupo faz a sua estreia numa
corrida na Vila de Riachos, integrada nos festejos da Bênção do Gado é então o atual
cabo, Carlos Branco Lopes.
O cartel foi composto pelos cavaleiros Ana Batista, Gilberto
Filipe e Antonio Brito Pães, com seis touros da ganadaria Murteira Grave, para
os Grupos de Forcados Amadores de Cuba e Riachos.
Os elementos que se fardaram para essa corrida foram:
Carlos Branco (Cabo); Jorge Lopes; Jorge Dinís (Rato); João
Neves (Tordo); Luís Azevedo; André Gonçalves; Nuno Matos; João Brogueira
“Nhoca”; Marco Alexandre “Marquitos”; Vasco Serrão de Faria; Pedro Correia;
Fausto Costa; Luís Lima; Mário Vieira; João Ferreira; Paulo Ferreira; Nuno
Gameiro.
O primeiro elemento a pegar por parte do Grupo de Riachos
foi; Luís Azevedo à primeira tentativa, depois foi Nuno Gameiro também à
primeira tentativa e a “arrecadar” o prémio para a melhor pega da noite e por
último à segunda tentativa (numa rija pega) pegou Nuno Matos.
Neste ano de 2016, temos a comandar o Grupo, João Paulo Conde Branco.
Texto: Amaral de Oliveira
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