quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Gestão de Recursos Humanos






- Uma tarde agradável, foi assim que o amigo Carlos Seixas me começou por descrever a Corrida de Touros Mista, que se realizou no dia 30-07-2016, por ocasião dos Festejos da Bênção do Gado na Vila de Riachos.
O amigo Seixas como sempre faz, veio ter comigo para me entregar um CD com as fotografias que recolheu desse evento, (existem atenções que nunca se pagam).
Analisei as fotografias, vi vídeos e mais umas quantas fotografias de outros “fotógrafos” bem como ouvi alguns relatos de quem assistiu à corrida e esteve atento à prestação do Grupo.
Então, pelo que ouvi e vi (sem ir à corrida) posso adiantar que todo o trabalho quer do antigo cabo Carlos Branco, bem como do atual cabo, João Paulo Conde Branco, está a dar frutos ao mais alto nível, (“mas não se pode embandeirar em arco” diz quem percebe do assunto).
Os recursos humanos para esta corrida foram muito bem geridos pelo cabo, bem como a palestra que proferiu no dia 23-07-2016, por ocasião do ultimo treino que antecedeu a corrida e no qual tive o privilégio de estar presente.
Nuno Reis, um forcado veterano abriu praça e teve um touro pela frente que fugiu um pouco ao Grupo, tendo o Nuno Reis um bom poder de braços, não cedeu até o Grupo se fechar.
Depois entendeu o cabo (e muito bem) dar oportunidade a dois estreantes que têm dado mostras do seu valor durante os treinos.
Tomás Grilo, foi "prá cara" do segundo touro e pelo que ouvi de um Forcado experiente – “ muito bem tecnicamente do princípio ao fim” 
Fábio Tomás, teve que desfazer a pega por duas vezes ao terceiro touro, depois fechou-se com garra e determinação com o primeiro ajuda Orlando Silva a entregar-se.
Para o quarto e último touro a fechar a atuação do Grupo o cabo João Paulo Conde Branco, com uma pega segura.
Pelo cabo foram ainda oferecidos “rebuçados” a dois elementos.
João Formigo, que se fardou pela primeira vez possivelmente pela sua assiduidade aos treinos e Frederico Batista, que embora já se tivesse fardado ainda não tinha entrado em ação e fê-lo dando umas terceiras ajudas.
A motivação, dedicação, espírito de entreajuda, que está patente neste Grupo merece o respeito de todos os aficionados e dos seus iguais.  
  

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Jovem "Cabo"

















Por motivos profissionais amanhã dia 30-07-2016, não poderei estar presente para a estreia como cabo do Grupo de Forcados Amadores de Riachos, do meu amigo João Paulo Conde Branco. Assim sendo também irei perder a fardação de novos elementos e evocar todos os outros (não estão esquecidos) que por lá passaram. Somos uma família e na parte que me toca assim vamos continuar. Riachos teve nas festividades da Bênção do Gado, (de quatro em quatro anos) uma corrida de touros. Houve anos em que por não haver Grupo de Forcados na terra, se juntavam forcados de Riachos, a pegar em outros Grupos, para assim darem continuidade a uma tradição. Intitulavam-se de Grupo de Forcados Amigos de Riachos, em que “presumo” o meu amigo Fernando Fetal, seria o organizador de tal Grupo, entre outros, (requer da minha parte investigação sobre isso).  Portanto para mim são muitos os atrativos perdidos em um só dia, ou em um par de horas, mas paciência a vida é mesmo assim. Tento no entanto agarrar-me aos tempos de pesquisa (já lá vão 21 anos) e aos momentos em que convivi com os atuais rapazes. Às viagens para os treinos, que fiz com o meu amigo Carlos Seixas, e as conversas que tivemos durante vários quilômetros, aos ensinamentos que adquiri do anterior Cabo, Carlos Branco, bem como ao percursor de uma tradição que estava adormecida desde os anos de 1960 e que ressuscitou em 1995, pela mão do João Santos (João da Areia) e tantos outros que também não estão esquecidos. Durante todo este tempo assisti a anseios, abnegação, sacrifício, acidentes, momentos hilariantes, e outros bem difíceis. Também recordo que fiz fé (nos treinos em que fui pegar) em pessoas que mal conhecia, mas que presumi que iria estar em boas mãos, (e estive) pois todos assumiram a responsabilidade (até mesmo o Palitos eh eh). Recordo pessoas que sem se aperceberem e em conversas fortuitas me fizeram voltar atrás no pensamento e relembrar as preocupações que temos com os filhos e elas por os verem envolvidos em "coisas" que o coração leva um desgaste tremendo mas que para os verem felizes os apoiam, sofrem e relegam preocupações até ao momento da verdade. Recordo também algumas pessoas que têm tido uma preocupação extraordinária para com o Grupo, o meu amigo Walter Gameiro; José Manuel da Luz; o amigo Fanha, entre outros que serão lembrados a seu tempo. Dos mais recentes tenho saudades (sem ferir susceptibilidade) do Alexandre (Espalha) Marquitos; Carlos Correia, João Inverno “Palitos” Jorge Lopes, (que há bem pouco tempo me ofereceu uma recordação) e tantos outros que a seu tempo serão recordados. Esta rapaziada está a dar “ o litro” por uma “afición” que remonta pelo menos ao século XVIII, só por isso são merecedores do meu reconhecimento e penso que pelo menos da simpatia de todos os Riachenses. Nesta corrida haverá mais um atrativo (não menos importante) um filho da terra Paco Velásquez, (Matador de Touros) fará a sua segunda atuação na terra que o viu nascer. Sorte para todos
                         

sábado, 23 de julho de 2016

O peso da responsabilidade




Na Vila de Riachos, todos acusam o peso da responsabilidade em receber bem os forasteiros que querem assistir aos festejos da Bênção do Gado, isto a avaliar pelo pouco que vi hoje quando me desloquei aquela Vila.
Também o peso da responsabilidade assenta em cima dos ombros de quem comanda o Grupo de Forcados Amadores de Riachos, que pela primeira vez, em uma corrida formal vai comandar homens na terra que o viu nascer (Riachos). João Paulo Conde Branco é o atual cabo deste grupo e organizou hoje um treino com a tourinha com a finalidade de corrigir, determinadas posturas, dos elementos que compõem aquele Grupo de Forcados.
Assisti a uma parte do treino onde inicialmente (e muito bem) foram focados (pelo jovem cabo) aspetos sobre atavio, postura, entre outras particularidades que se propõem para que o resultado final seja positivo na corrida de 30-07-2016, (sábado) pelas 17h00.
Como recuperador da história dos Grupos de Forcados de Riachos, sócio e amigo continuo a considerar-me o mais crítico (construtivo) sem intensão de ferir alguma susceptibilidade. Não me foi oportuno expressar a minha opinião neste treino, nem fazia sentido transmiti-la pois isso já foi feito no manual que elaborei (penso que em 2010) basta para tal lê-lo e interpreta-lo. Acontece que quase tudo esteve perfeito neste treino, o tal discurso inicial onde (penso) que todos assimilaram o que lhes foi dito pela atenção e concentração com que estiveram. As recomendações do cabo saíram expressivas bem como as correções feitas durante a parte prática do treino. Faltou uma coisa que está expressa no manual e á qual dou muita relevância pois mesmo sendo todos muito perfeccionistas é possível amenizar o peso da responsabilidade compartilhando decisões ouvindo outras pessoas que talvez possam esclarecer pontos que nos podem passar ao lado pelas mais diversas razões. Não me vai ser possível estar presente na corrida, de dia, 30-07-2016, por isso desde já desejo que Deus reparta a sorte por todos os intervenientes.     



                       

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Bencatel







Grupo de Forcados Amadores de Riachos, Bencatel, 2016

 Por falta de tempo não me tem sido possível acompanhar o Grupo, bem como fazer muita outra coisa que desejaria fazer.
Acontece no entanto que gostaria de retribuir a amabilidade que o meu amigo Paulo Nunes teve em me fazer chegar algumas imagens que recolheu no Festival Taurino em Bencatel, em 04 de Junho 2016.
O amigo Paulo Nunes lá me vai explicando que não é aficionado, nem lhe interessam técnicas de toureio porque não percebe nada disso. Interessa-se isso sim pelos pormenores e pelos momentos que na ocasião lhe parecem mais marcantes.
O que o amigo Paulo Nunes não sabe é que pelo seu olhar tem-me feito chegar verdadeiras obras de arte, arte essa que nem todos têm a sensibilidade para apreciar porque é diferente do que todos os dias nos aprece nas mais diversas formas.
Quando contemplo os instantâneos do amigo Paulo Nunes, consigo ver: frescura, a irreverência da juventude, alegria, abatimento, crenças, luz, movimento, união, a mesma emoção mas com diversas expressões. “O não aficionado” Paulo Nunes, através das suas fotografias consegue fazer-me ainda mais aficionado, pelo tempo que demoro a apreciá-las. 
Obrigado amigo Paulo.

sábado, 2 de abril de 2016

Treino aberto ao público








Decorreu à bem poucas horas um treino aberto ao público.
Cerca de cinquenta pessoas assistiram a esse treino.
Essa preparação do grupo (na analise que fiz) foi para o cabo rodar as ajudas, (malta nova) examinar se beltrano ou sicrano vai desempenhar melhor a função em determinada posição bem como testar a saída da cara do animal.
Não foi um treino duro como aqueles a que tenho assistido e penso que os responsáveis na escolha dos animais estiveram bem pois os animais nem maltrataram muito os rapazes nem tão pouco melindraram os corações de algumas mães que pela primeira vez viram um treino.
Os mais velhos deram o exemplo e “quase” só se ouvia a voz do cabo dentro da arena da Quinta de Miranda (como mandam as regras). E como o Grupo está bem, tem vindo em crescendo, por aí afora sempre no encalço daqueles que “defendem a tauromaquia” mas que lhes colocam obstáculos, muitas das vezes sem conhecimento de causa, cabe-me também a mim elevar mais um pouco a fasquia e perguntar: contei 23 elementos neste treino onde estão os outros tantos que tenho nas minhas estatísticas? É óbvio que alguns têm a sua vida pessoal e profissional que os impede a estarem presentes (desculpados) mas penso que outros faltaram por motivos fúteis (ou estarei enganado?) outros possivelmente misturaram Grupo (instituição) com motivos pessoais o que está errado. E para não me alongar mais porque a fasquia tem que ser levantada moderadamente para não ferir sensibilidades, onde para o “objeto” que serve para dar conhecimento que se vai desfazer a pega?
Levei uma convidada para assistir a este treino, pessoa idosa bem formada e que de lá veio entusiasmada com o que viu e a querer repetir novas incursões.
Como não sou de festas, logo que acabou o treino deixei a rapaziada a divertir-se, bem como a assistência a quem o Grupo ainda proporcionou uma rês para quem quisesse ir “brincar” além de comida e bebidas.