sábado, 22 de outubro de 2016

"Imparcialidade"







Uma vez alguém disse:
“Um livro é um mundo mágico cheio de pequenos sinais, em que os mortos podem regressar à vida e os vivos podem viver eternamente”.
É correto este pensamento embora não se aplique só aos livros mas sim a tudo o que nos rodeia. Para tal basta estarmos atentos a sinais e com sensibilidade suficiente para os interpretar.
Posto isto apraz-me dizer que estão de parabéns todos os intervenientes no espetáculo de beneficência que se realizou no dia 15 de Outubro, 2016 na Praça de Touros de Vila Nova da Barquinha porque souberam interpretar esses sinais.
Segundo li, o Ricardinho, é um menino de 8 anos que alguém “sinalizou” com a finalidade de lhe proporcionar uma melhor qualidade de vida.
O G.F.A.R. não ficou indiferente a esse apelo bem como já não tinha ficado a outros onde se disponibilizou para proporcionar alguns “momentos mágicos” a essas pessoas e eu fiquei sensibilizado e orgulhoso “dos meus rapazes”. Parabéns a todos bem hajam.
Faz algum tempo (meses) que não posso acompanhar o Grupo, mas vou tendo algumas notícias em conversas fortuitas que mantenho com quem está perto dos acontecimentos.
Por vezes ao saber da disponibilidade do Grupo para dar o seu contributo a quem quer que seja e dentro das suas possibilidades, fico a pensar:
- Mas quem é que os ajuda a eles? E fiquem a saber que esses rapazes até nem pedem muito. Pedem simplesmente que lhes deem uma oportunidade para fazerem o que mais gostam.
Não deve de ser fácil a um qualquer Cabo de Forcados motivar a rapaziada quando surgem alguns convites para pegarem em corridas onde atuem outros Grupos com os quais não podem pegar.
Como aficionado (leigo na matéria) já ando embaralhado e não consigo perceber se quem quer acabar com as touradas são os anti Taurinos ou os que defendem a tauromaquia. Também me começo a aperceber que afinal não existe na forcadagem tanta união como pensava que existisse e como me foi transmitido pelos meus antepassados pois não vejo grupos a manifestarem-se em apoio de outros Grupos. Ou seja: - Eu estou bem, os outros que se lixem.
Julgava eu que todos os valores que um Grupo respeita era extensível a todos os Grupos e que a solidariedade começava quando um Grupo não se recusava a pegar com outro independentemente das consequências, se é que elas existem pois quanto a mim as maiores consequências que um Grupo pode enfrentar estão dentro da arena tudo o resto deveria ser paisagem.
Como aficionado começa-se a apoderar de mim um certo desgosto e algum desconforto com estas situações. Aliás alguma da minha indignação no que respeita à tauromaquia surgi-o em artigos que li datados do final do século XIX início do século XX, onde os Grupos de Forcados não eram referenciados e quando o eram os jornalistas geralmente faziam-no em modo depreciativo.
Quem escrevia essas notícias estava mais virado para o toureio equestre ou apeado, transparecendo serem tendenciosos e não imparciais porque talvez tirassem benefícios com isso. Outros tempos.
Agora mudando de assunto quero informar que a tertúlia do G.F.A.R. levou uma remodelação (informação dada pelo antigo cabo Carlos Branco) para que os frequentadores tenham mais conforto nesse agradável espaço. Podem consultar os horários na página do Grupo no Facebook.
As minhas pesquisas continuam e quando eu achar oportuno darei mais noticias.        



quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Gestão de Recursos Humanos






- Uma tarde agradável, foi assim que o amigo Carlos Seixas me começou por descrever a Corrida de Touros Mista, que se realizou no dia 30-07-2016, por ocasião dos Festejos da Bênção do Gado na Vila de Riachos.
O amigo Seixas como sempre faz, veio ter comigo para me entregar um CD com as fotografias que recolheu desse evento, (existem atenções que nunca se pagam).
Analisei as fotografias, vi vídeos e mais umas quantas fotografias de outros “fotógrafos” bem como ouvi alguns relatos de quem assistiu à corrida e esteve atento à prestação do Grupo.
Então, pelo que ouvi e vi (sem ir à corrida) posso adiantar que todo o trabalho quer do antigo cabo Carlos Branco, bem como do atual cabo, João Paulo Conde Branco, está a dar frutos ao mais alto nível, (“mas não se pode embandeirar em arco” diz quem percebe do assunto).
Os recursos humanos para esta corrida foram muito bem geridos pelo cabo, bem como a palestra que proferiu no dia 23-07-2016, por ocasião do ultimo treino que antecedeu a corrida e no qual tive o privilégio de estar presente.
Nuno Reis, um forcado veterano abriu praça e teve um touro pela frente que fugiu um pouco ao Grupo, tendo o Nuno Reis um bom poder de braços, não cedeu até o Grupo se fechar.
Depois entendeu o cabo (e muito bem) dar oportunidade a dois estreantes que têm dado mostras do seu valor durante os treinos.
Tomás Grilo, foi "prá cara" do segundo touro e pelo que ouvi de um Forcado experiente – “ muito bem tecnicamente do princípio ao fim” 
Fábio Tomás, teve que desfazer a pega por duas vezes ao terceiro touro, depois fechou-se com garra e determinação com o primeiro ajuda Orlando Silva a entregar-se.
Para o quarto e último touro a fechar a atuação do Grupo o cabo João Paulo Conde Branco, com uma pega segura.
Pelo cabo foram ainda oferecidos “rebuçados” a dois elementos.
João Formigo, que se fardou pela primeira vez possivelmente pela sua assiduidade aos treinos e Frederico Batista, que embora já se tivesse fardado ainda não tinha entrado em ação e fê-lo dando umas terceiras ajudas.
A motivação, dedicação, espírito de entreajuda, que está patente neste Grupo merece o respeito de todos os aficionados e dos seus iguais.  
  

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Jovem "Cabo"

















Por motivos profissionais amanhã dia 30-07-2016, não poderei estar presente para a estreia como cabo do Grupo de Forcados Amadores de Riachos, do meu amigo João Paulo Conde Branco. Assim sendo também irei perder a fardação de novos elementos e evocar todos os outros (não estão esquecidos) que por lá passaram. Somos uma família e na parte que me toca assim vamos continuar. Riachos teve nas festividades da Bênção do Gado, (de quatro em quatro anos) uma corrida de touros. Houve anos em que por não haver Grupo de Forcados na terra, se juntavam forcados de Riachos, a pegar em outros Grupos, para assim darem continuidade a uma tradição. Intitulavam-se de Grupo de Forcados Amigos de Riachos, em que “presumo” o meu amigo Fernando Fetal, seria o organizador de tal Grupo, entre outros, (requer da minha parte investigação sobre isso).  Portanto para mim são muitos os atrativos perdidos em um só dia, ou em um par de horas, mas paciência a vida é mesmo assim. Tento no entanto agarrar-me aos tempos de pesquisa (já lá vão 21 anos) e aos momentos em que convivi com os atuais rapazes. Às viagens para os treinos, que fiz com o meu amigo Carlos Seixas, e as conversas que tivemos durante vários quilômetros, aos ensinamentos que adquiri do anterior Cabo, Carlos Branco, bem como ao percursor de uma tradição que estava adormecida desde os anos de 1960 e que ressuscitou em 1995, pela mão do João Santos (João da Areia) e tantos outros que também não estão esquecidos. Durante todo este tempo assisti a anseios, abnegação, sacrifício, acidentes, momentos hilariantes, e outros bem difíceis. Também recordo que fiz fé (nos treinos em que fui pegar) em pessoas que mal conhecia, mas que presumi que iria estar em boas mãos, (e estive) pois todos assumiram a responsabilidade (até mesmo o Palitos eh eh). Recordo pessoas que sem se aperceberem e em conversas fortuitas me fizeram voltar atrás no pensamento e relembrar as preocupações que temos com os filhos e elas por os verem envolvidos em "coisas" que o coração leva um desgaste tremendo mas que para os verem felizes os apoiam, sofrem e relegam preocupações até ao momento da verdade. Recordo também algumas pessoas que têm tido uma preocupação extraordinária para com o Grupo, o meu amigo Walter Gameiro; José Manuel da Luz; o amigo Fanha, entre outros que serão lembrados a seu tempo. Dos mais recentes tenho saudades (sem ferir susceptibilidade) do Alexandre (Espalha) Marquitos; Carlos Correia, João Inverno “Palitos” Jorge Lopes, (que há bem pouco tempo me ofereceu uma recordação) e tantos outros que a seu tempo serão recordados. Esta rapaziada está a dar “ o litro” por uma “afición” que remonta pelo menos ao século XVIII, só por isso são merecedores do meu reconhecimento e penso que pelo menos da simpatia de todos os Riachenses. Nesta corrida haverá mais um atrativo (não menos importante) um filho da terra Paco Velásquez, (Matador de Touros) fará a sua segunda atuação na terra que o viu nascer. Sorte para todos
                         

sábado, 23 de julho de 2016

O peso da responsabilidade




Na Vila de Riachos, todos acusam o peso da responsabilidade em receber bem os forasteiros que querem assistir aos festejos da Bênção do Gado, isto a avaliar pelo pouco que vi hoje quando me desloquei aquela Vila.
Também o peso da responsabilidade assenta em cima dos ombros de quem comanda o Grupo de Forcados Amadores de Riachos, que pela primeira vez, em uma corrida formal vai comandar homens na terra que o viu nascer (Riachos). João Paulo Conde Branco é o atual cabo deste grupo e organizou hoje um treino com a tourinha com a finalidade de corrigir, determinadas posturas, dos elementos que compõem aquele Grupo de Forcados.
Assisti a uma parte do treino onde inicialmente (e muito bem) foram focados (pelo jovem cabo) aspetos sobre atavio, postura, entre outras particularidades que se propõem para que o resultado final seja positivo na corrida de 30-07-2016, (sábado) pelas 17h00.
Como recuperador da história dos Grupos de Forcados de Riachos, sócio e amigo continuo a considerar-me o mais crítico (construtivo) sem intensão de ferir alguma susceptibilidade. Não me foi oportuno expressar a minha opinião neste treino, nem fazia sentido transmiti-la pois isso já foi feito no manual que elaborei (penso que em 2010) basta para tal lê-lo e interpreta-lo. Acontece que quase tudo esteve perfeito neste treino, o tal discurso inicial onde (penso) que todos assimilaram o que lhes foi dito pela atenção e concentração com que estiveram. As recomendações do cabo saíram expressivas bem como as correções feitas durante a parte prática do treino. Faltou uma coisa que está expressa no manual e á qual dou muita relevância pois mesmo sendo todos muito perfeccionistas é possível amenizar o peso da responsabilidade compartilhando decisões ouvindo outras pessoas que talvez possam esclarecer pontos que nos podem passar ao lado pelas mais diversas razões. Não me vai ser possível estar presente na corrida, de dia, 30-07-2016, por isso desde já desejo que Deus reparta a sorte por todos os intervenientes.     



                       

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Bencatel







Grupo de Forcados Amadores de Riachos, Bencatel, 2016

 Por falta de tempo não me tem sido possível acompanhar o Grupo, bem como fazer muita outra coisa que desejaria fazer.
Acontece no entanto que gostaria de retribuir a amabilidade que o meu amigo Paulo Nunes teve em me fazer chegar algumas imagens que recolheu no Festival Taurino em Bencatel, em 04 de Junho 2016.
O amigo Paulo Nunes lá me vai explicando que não é aficionado, nem lhe interessam técnicas de toureio porque não percebe nada disso. Interessa-se isso sim pelos pormenores e pelos momentos que na ocasião lhe parecem mais marcantes.
O que o amigo Paulo Nunes não sabe é que pelo seu olhar tem-me feito chegar verdadeiras obras de arte, arte essa que nem todos têm a sensibilidade para apreciar porque é diferente do que todos os dias nos aprece nas mais diversas formas.
Quando contemplo os instantâneos do amigo Paulo Nunes, consigo ver: frescura, a irreverência da juventude, alegria, abatimento, crenças, luz, movimento, união, a mesma emoção mas com diversas expressões. “O não aficionado” Paulo Nunes, através das suas fotografias consegue fazer-me ainda mais aficionado, pelo tempo que demoro a apreciá-las. 
Obrigado amigo Paulo.