quarta-feira, 6 de setembro de 2017

NÃO DEVERIA DE SER ASSIM

Foto: Amaral de Oliveira



Os filhos nunca deveriam partir antes dos progenitores.
As mães não deveriam de andar anos e anos desgastadas com um aperto no coração.
Os cabos de Forcado, não deveriam ficar para toda a vida marcados pelo dilema de terem mandado aquele Forcado ao touro e porque não ao outro touro.
Os companheiros não deveriam ficar para sempre com a dor de terem perdido um igual que em tantas tardes e noites dera o “corpo ao manifesto” (reciprocamente), para se livrarem de situações difíceis.
A despedida de um Forcado não deveria ter sido uma despedida fatal, mas sim uma continuação de camaradagem, ensinamento, aconselhamento aos novos elementos.
Tal como também uma estreia não deveria ficar marcada para toda a vida na memória de um jovem, pelo infortúnio de outro jovem.
Não deveriam existir interesses que se sobrepusessem aos sonhos dos jovens que apesar das contrariedades continuam a não abandonarem a função.
A vida é assim.
Irá continuar assim.
MAS NÃO DEVERIA DE SER ASSIM.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

"Em tarde triste, uma estreia"







Ao centro o cabo João Branco, à esquerda Joel Santos e à direita Afonso Vieira


 A 2 de Setembro 2017 na Feira Anual da Vila de Cuba o Grupo realizou a sua terceira corrida da época.
Mais uma vez não pude acompanhar o Grupo.
Embora vá (conforme a minha disponibilidade) recuperando história, não tenho tido tempo nem “força anímica” para fazer deslocações à tertúlia com a finalidade de deixar registrada a história dos atuais elementos.
(oportunamente vou tentar inverter esta situação com o atual cabo João Branco) 
Até à data já recuperei cerca de 160 cartéis de corridas de touros, entre 1884 e 1965, onde participaram Forcados de Riachos.
Posto isto e em relação à corrida de Cuba aquilo que pude apurar por algumas notícias das redes sociais, foi de que os dois touros que calharam ao Grupo foram pegados: um pelo Afonso Vieira (que se estreou) e o outro pelo Joel Santos, respectivamente.
Da história recente que fui armazenando, posso dizer que o Joel Santos esteve a assistir ao 10º treino realizado pelo Grupo em 07-07-2012, no tentadero do cavaleiro Carlos Manuel  e que treinou no 11º treino em 03-03-2013, que se realizou no tentadero do cavaleiro Filipe Vinhais. 
O Afonso Vieira, estreou-se no 14º treino em 30-03-2014, Santo Estevão (Benavente) e que teve “uma prova de fogo mais musculada” no 17º treino em 15-03-2015 na zona de Aveiras Alcoentre. 
                                                                                              
Joel Santos 03-03-2013




Joel Santos 07-07-2012
Afonso Vieira 30-03-2014 
Afonso Vieira                                                        Joel santos

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Temos que entender que o mundo está na mão dos jovens










 



















João Paulo Conde Branco, cabo do Grupo de Forcados Amadores de Riachos, está hoje de parabéns por mais um aniversário.
Com apenas 13 anos começou a fazer umas pegas em picarias, e a sua primeira aconteceu nas festas da aldeia de Boquilobo (Torres Novas)
Fardou-se pela primeira vez pelo Grupo de Forcados Amadores de Tomar na vila de Alvaiázere, (distrito de Leiria) em 14 de Junho de 2009.
Estreou-se a pegar na Vila de Mora (Évora) onde teve pela frente um toiro com 500 Kg., da ganadaria Conde Cabral.
Em 29 de Junho de 2011, na praça de touros de Niza, ao pegar (pegou) um touro de 580 Kg., faz duas fraturas na tíbia, sendo levado para o hospital de Abrantes onde foi operado dois dias depois.
Em 26 de Julho de 2015, tomou o comando do Grupo de Forcados Amadores de Riachos
Os nossos melhores dias estão à nossa frente.” Feliz Aniversário.


1962

segunda-feira, 19 de junho de 2017

"As coisas são como são". G.F.A.R.











 A vida profissional e particular, não me deixam margem para acompanhar o Grupo como eu desejaria.
Algumas das notícias que me chegam são-me relatadas por dois amigos que têm disponibilidade para acompanhar o Grupo.
O Carlos Seixas e o Eugênio, são os que vejo mais frequentemente. O primeiro durante os meus afazeres particulares e o segundo durante os afazeres profissionais.
Por breves momentos são-me relatados por esses dois amigos os eventos que o Grupo tem feito e como decorreram. Entretanto vou avançando moderadamente com a minha pesquisa para angariar história.
Essa história vai servir não só para o Grupo, mas também para um determinado número de pessoas que se interessam e recolhem notícias de outros tempos e da sua terra com é o caso deste cartel na Praça de Touros da Chamusca.        

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Carta aberta à minha prima “Leoa”










Querida prima dos “Leões”
Em primeiro lugar estimo que estejam todos bem de saúde, que por cá todos nós vamos indo, uns dias piores outros melhores.
O que me levou a escrever-te foi a preocupação pelo teu estado de saúde, porque tenho reparado que quando coloco alguma publicação no Facebook, relacionada com “o meu Grupo de Forcados” logo aparecem nos teus comentários uns bonequinhos em agonia, desprezo e até mesmo a vomitarem. Se esses bonequinhos estão a retratar o teu estado de saúde, fico preocupado e faço votos que tudo volte ao normal, o mais rapidamente possível.
Se esses bonequinhos retratam uma outra patologia então talvez eu possa ajudar com alguma explicação que depois requer ajuda profissional.
Mas vamos por partes:
Encaro o Futebol, da mesma maneira que encaro uma outra modalidade qualquer. Respeito todas as modalidades, desportivas, os seus intervenientes, simpatizantes, as suas tendências clubísticas e mais uma série de coisas.
No caso do Futebol, quase que sou obrigado a ouvir e ver aquilo que me impingem durante algum telejornal. Certo é que como não percebo nada daquilo, nunca entro em discussões com outras pessoas até porque cada um tem o seu ponto de vista e todos se acham donos da razão e eu, esses caminhos não trilho, porque nunca levam a um consenso.
Especulando mais sobre o assunto (só contigo que és de família e vais compreender) acho-me no direito de pensar assim:
No tal pouco que me é dado a ouvir ou ver nos telejornais, tenho visto avós, netos, pais e filhos irem a um estádio com o intuito de se divertirem e são apanhados por uma qualquer escaramuça onde morrem ou ficam feridos, carros danificados etc.…. Já vi colegas de profissão acertarem nas pernas uns dos outros sem terem a intenção de irem á bola, cuspirem na cara uns dos outros, chamar nomes às mães dos colegas. Com cara de dor, fazerem um grande aparato deitados no chão sem que o adversário lhes tenha tocado etc……
Claro que não estou a generalizar porque bons e maus profissionais há em todos os setores da nossa sociedade. Mas olha prima, eu não me meto nisso o que eu gosto mesmo é de estar junto da malta que tal como os que gostam de Futebol, eles gostam de touros e das outras equipas (leia-se) Grupos. Por vezes até treinam juntos. Quando há jogos (leia-se) touradas, em que estão duas equipas (leia-se) Grupos em campo (leia-se) arena, se um da equipa (leia-se) Grupo, está em dificuldades é natural verem-se jogadores (leia-se) Forcados, da outra equipa (leia-se) Grupo, irem em seu auxílio. Por isso não são falsos, fanáticos, ou facciosos.
Sabes prima, já vi “os meus rapazes” com tostões auxiliarem quem nada tem e alguns que ganham milhões nem se lembram que essas pessoas existem. Olha prima, por vezes ando com eles (vou lá tirar umas fotografias) por isso sei que aquilo é duro. Aleijam-se de verdade, mas querem lá eles saber, gostam daquilo como os outros gostam de Futebol, e vão lá outra vez. Aquilo é que é paixão, união, estoicismo, abnegação e mais uma serie de palavrões, com que eu me identifico. Hoje, sábado, 25-02-2017, lá foram eles palmilhar 200 quilômetros para irem abraçar os animais que tanto gostam. Não pude ir, mas sei que certamente não levaram o Ferrari, ou o Porsche, esses ficaram dentro das capas das revistas que lá têm por casa.  Organizaram-se e foram divididos por uns quantos carros (que passaram na inspeção o ano passado) bem como dividiram o pagamento do combustível que tem que dar para o regresso o que perfaz cerca de 400 quilômetros. Só depois quando chegarem é que vão beber umas “jolas” ou uns tintos nos balneários (leia-se) tertúlia sem pensarem muito nas feridas, nem se travarem de razões, uns com os outros, porque aquele pegou melhor ou pior que o outro.
Os “meus rapazes” lá dentro do campo (leia-se) arena estão a lidar com a verdade, com a vida e a morte, sem subterfúgios nem intrujices.
Sabes prima, é dessa verdade que eu gosto, aprecio e dou valor tal como o dou à tua saúde e daí a minha preocupação contigo.
Deste teu primo que te adora.
Amaral de Oliveira
P.S. – Quando vieres ao Ribatejo, cá te recebo com uma visita guiada ao nosso campo (leia-se) Tertúlia