quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Praça de Touros do Campo Pequeno 125 anos. Pagar para ver os Forcados de Riachos




Nazaré 8 Agosto 1928



Boa noite amigos.
Em primeiro lugar muito obrigado por seguirem este meu Blogue.
Em segundo lugar quero dizer que fiz esta pagina  para que 125 anos depois, (não sou assim tão velhinho) vos dar a conhecer os preços praticados no Campo Pequeno, quando da sua inauguração. (Uma curiosidade para a qual podem estar interessados!!!!.)

(Vanguarda 1892)


segunda-feira, 7 de agosto de 2017

125 anos do Campo Pequeno e os Forcados de Riachos






                                                           Fotografo, não identificado

 Dia 18 do corrente mês faz 125 anos que a Praça de Touros do Campo Pequeno foi inaugurada.
Porque Forcados de Riachos estiveram presentes, quero assinalar essa data com partes de uma crônica que li sobre essa inauguração. (Vanguarda, Sexta Feira 19 de Agosto de 1892)
Disse o repórter que -: 


 Não correspondeu a expectativa a tourada de inauguração do Campo Pequeno.
O gado pertencente ao lavrador Emílio da Câmara saiu em geral bravíssimo mas prestou-se muito pouco á lide, por ser de muito pé e sentido e parecer estropiado pela condução em gaiolas e más condições do touril que, muito escuro fazia com que os bois ficassem deslumbrados ao entra na arena.
Os artistas não puderam por este facto brilhar, nem empregar os recursos que possuem, apanhando alguns notáveis boléus e sendo outros desfeiteados pelos bichos.
Segundo o cronista o aspecto da praça era deslumbrante. A vistosa quadrilha saiu impávida e brilhante, encheu de magnificência a vasta arena, com os fatos vistosos dos cavaleiros as fardetas espetaculosas dos capinhas, os trajes tão Portugueses dos Maiorais e Forcados, os cavalos conduzidos a arreata pelos Campinos e lacaios.
Os bois destinados aos cavaleiros foram o 1º o 5º o 7º e o 10º.
O segundo touro coube a Vicente Roberto, o hábil bandarilheiro foi colhido sem consequência quando saiu com o capote que o vento não deixava mover e que toda a tarde se empenhou em prejudicar a lide.
A rês foi pegada de cernelha pelos irmãos Sapateiros. (Acrescento: José Sapateiro e Luiz Sapateiro)
No terceiro boi quatro Forcados apanharam vários boléus quando tentaram pega-lo de cara.
O quarto boi muito saltão não consentiu que o pegassem de cernelha.
No nono touro o Forcado Cara-Linda fez uma pega de cara de efeito que não pode ser avaliada pela presteza com que os companheiros taparam o toiro.
A direção da corrida teve coisas boas e más
O grupo de Forcados, nada fez que agradasse.  


    
Ora, se dúvidas existiam em relação a quem foi o primeiro Forcado a pegar na Praça do Campo Pequeno, (e dissecando esta narração) podemos constatar que a primeira pega que aí se efetuou foi de cernelha ao segundo touro e executada por José Sapateiro e Luís Sapateiro.
 Neste Portugal, empenhado em recuperar memórias gastronômicas, musicais, artesanais entre outras não seria descabido alguém se lembrar em convidar o atual Grupo de Forcados de Riachos, a integrar uma corrida no Campo Pequeno, para assinalar o aniversário da sua inauguração onde os seus antepassados (Forcados) estiveram presentes e têm mais histórias para contar. E porque não depois proporem-lhes para iniciarem a sua atuação com uma cernelha à Zé Sapateiro e Luiz Sapateiro.

 Um dia aprendi que sonhos existem para tornarem-se realidade. E, desde aquele dia, já não durmo pra descansar. Simplesmente durmo pra sonhar. (Walt Disney)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Respeito










 Relatar aqui aquilo que não vi, não faz sentido, mas falar do que sinto  relacionado com o que me contaram sobre a corrida de 28-07-2017 é meu dever faze-lo.
O Grupo de Forcados Amadores de Riachos, bem como os outros dois Grupos que com ele atuaram “tiveram pela frente touros a pedirem contas”
Isso não é inédito acontecer, como não é inédito os Grupos estarem á altura de resolverem situações difíceis.
O “nosso” Grupo resolveu.
O Grupo está em crescendo e digo mais, já está num patamar que deveria ser olhado e respeitado por todos de uma outra forma.
Uma localidade como a de Riachos, com uma grande tradição e devoção aos toiros não deveria nesta altura “baixar os braços” e voltar a deixar “adormecer” novamente o Grupo de Forcados da Terra.
 Para se chegar a este nível houve todo um trabalho árduo iniciado no ano de 2010 e que no ano transato ficou marcado por um novo impulso.
Esse novo impulso a que posso dar o nome de João Branco, não tem tido o reconhecimento nem as oportunidades que já deveriam ter acontecido.
O Branquinho, como carinhosamente é tratado pelos companheiros nasceu e cresceu no seio da Forcadagem.
Iniciou-se nos Amadores de Tomar (quando não havia Grupo em Riachos) e transitou depois para o Grupo da terra que o viu nascer, na altura comandado pelo seu pai Carlos Branco.
A sua ambição e fé, fez com que os elementos do grupo o indigitassem para cabo.
Apesar dos reveses que teve com algumas colhidas que o colocaram por diversas vezes em hospitais, nunca desistiu sendo um lutador nato dando sempre o exemplo nos treinos e mostrando a sua fé na máxima plenitude quando bate as palmas a um touro.



  

segunda-feira, 19 de junho de 2017

"As coisas são como são". G.F.A.R.











 A vida profissional e particular, não me deixam margem para acompanhar o Grupo como eu desejaria.
Algumas das notícias que me chegam são-me relatadas por dois amigos que têm disponibilidade para acompanhar o Grupo.
O Carlos Seixas e o Eugênio, são os que vejo mais frequentemente. O primeiro durante os meus afazeres particulares e o segundo durante os afazeres profissionais.
Por breves momentos são-me relatados por esses dois amigos os eventos que o Grupo tem feito e como decorreram. Entretanto vou avançando moderadamente com a minha pesquisa para angariar história.
Essa história vai servir não só para o Grupo, mas também para um determinado número de pessoas que se interessam e recolhem notícias de outros tempos e da sua terra com é o caso deste cartel na Praça de Touros da Chamusca.        

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Carta aberta à minha prima “Leoa”










Querida prima dos “Leões”
Em primeiro lugar estimo que estejam todos bem de saúde, que por cá todos nós vamos indo, uns dias piores outros melhores.
O que me levou a escrever-te foi a preocupação pelo teu estado de saúde, porque tenho reparado que quando coloco alguma publicação no Facebook, relacionada com “o meu Grupo de Forcados” logo aparecem nos teus comentários uns bonequinhos em agonia, desprezo e até mesmo a vomitarem. Se esses bonequinhos estão a retratar o teu estado de saúde, fico preocupado e faço votos que tudo volte ao normal, o mais rapidamente possível.
Se esses bonequinhos retratam uma outra patologia então talvez eu possa ajudar com alguma explicação que depois requer ajuda profissional.
Mas vamos por partes:
Encaro o Futebol, da mesma maneira que encaro uma outra modalidade qualquer. Respeito todas as modalidades, desportivas, os seus intervenientes, simpatizantes, as suas tendências clubísticas e mais uma série de coisas.
No caso do Futebol, quase que sou obrigado a ouvir e ver aquilo que me impingem durante algum telejornal. Certo é que como não percebo nada daquilo, nunca entro em discussões com outras pessoas até porque cada um tem o seu ponto de vista e todos se acham donos da razão e eu, esses caminhos não trilho, porque nunca levam a um consenso.
Especulando mais sobre o assunto (só contigo que és de família e vais compreender) acho-me no direito de pensar assim:
No tal pouco que me é dado a ouvir ou ver nos telejornais, tenho visto avós, netos, pais e filhos irem a um estádio com o intuito de se divertirem e são apanhados por uma qualquer escaramuça onde morrem ou ficam feridos, carros danificados etc.…. Já vi colegas de profissão acertarem nas pernas uns dos outros sem terem a intenção de irem á bola, cuspirem na cara uns dos outros, chamar nomes às mães dos colegas. Com cara de dor, fazerem um grande aparato deitados no chão sem que o adversário lhes tenha tocado etc……
Claro que não estou a generalizar porque bons e maus profissionais há em todos os setores da nossa sociedade. Mas olha prima, eu não me meto nisso o que eu gosto mesmo é de estar junto da malta que tal como os que gostam de Futebol, eles gostam de touros e das outras equipas (leia-se) Grupos. Por vezes até treinam juntos. Quando há jogos (leia-se) touradas, em que estão duas equipas (leia-se) Grupos em campo (leia-se) arena, se um da equipa (leia-se) Grupo, está em dificuldades é natural verem-se jogadores (leia-se) Forcados, da outra equipa (leia-se) Grupo, irem em seu auxílio. Por isso não são falsos, fanáticos, ou facciosos.
Sabes prima, já vi “os meus rapazes” com tostões auxiliarem quem nada tem e alguns que ganham milhões nem se lembram que essas pessoas existem. Olha prima, por vezes ando com eles (vou lá tirar umas fotografias) por isso sei que aquilo é duro. Aleijam-se de verdade, mas querem lá eles saber, gostam daquilo como os outros gostam de Futebol, e vão lá outra vez. Aquilo é que é paixão, união, estoicismo, abnegação e mais uma serie de palavrões, com que eu me identifico. Hoje, sábado, 25-02-2017, lá foram eles palmilhar 200 quilômetros para irem abraçar os animais que tanto gostam. Não pude ir, mas sei que certamente não levaram o Ferrari, ou o Porsche, esses ficaram dentro das capas das revistas que lá têm por casa.  Organizaram-se e foram divididos por uns quantos carros (que passaram na inspeção o ano passado) bem como dividiram o pagamento do combustível que tem que dar para o regresso o que perfaz cerca de 400 quilômetros. Só depois quando chegarem é que vão beber umas “jolas” ou uns tintos nos balneários (leia-se) tertúlia sem pensarem muito nas feridas, nem se travarem de razões, uns com os outros, porque aquele pegou melhor ou pior que o outro.
Os “meus rapazes” lá dentro do campo (leia-se) arena estão a lidar com a verdade, com a vida e a morte, sem subterfúgios nem intrujices.
Sabes prima, é dessa verdade que eu gosto, aprecio e dou valor tal como o dou à tua saúde e daí a minha preocupação contigo.
Deste teu primo que te adora.
Amaral de Oliveira
P.S. – Quando vieres ao Ribatejo, cá te recebo com uma visita guiada ao nosso campo (leia-se) Tertúlia                      

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

“Há duas espécies de ruínas: uma é o trabalho do tempo, outra o dos homens”.












Olhei para ti e reparei que ainda lutas contra as intempéries.
É uma luta desigual, sim eu sei.
Sei que em outros tempos aguentavas melhor.
Tinhas amigos que cuidavam de ti, te acarinhavam a troco de nada.
Tu eras tudo para eles.
Eles sabiam que te importavas com as lágrimas derramadas e as vibrações de alegria e cuidavam de ti.
Quando a natureza te molestava e te provocava feridas lá vinham eles para as sararem a troco de nada.
A troco de nada os teus amigos faziam alarde de ti.
Tu eras tudo para eles, eras o orgulho deles.
Entrei dentro de ti, olhei para ti e fiquei com saudades dos teus amigos.
Eles já cá não estão, mas tu ainda lutas.
- Sabes, ainda conheci alguns dos teus amigos.
- Hoje dia 04-01-2017, dentro de ti, estiveram os meus amigos.
- Sabes, eles são descendentes de amigos dos teus amigos e aos quais absorveste lágrimas e vibrações de alegria, lembras-te?
- Não sei se os meus amigos repararam em ti.
- Mas se repararam em ti, certamente pensaram que estás bem porque nunca te viram como eu te vi.
- Eu tenho a sorte de ter esses rapazes como amigos, e eles hoje estiveram aí a treinar.
- Os teus, há muito que se finaram, mas tu ainda lutas.
(Praça de Touros de Vila Nova da Barquinha)