domingo, 9 de setembro de 2018

Embaixadores








(Autor desconhecido) G.F.A.R.





(Autor desconhecido) G.F.A.R.

 Estas duas fotografias estão separadas por 24 dias, e cerca de 1700 quilômetros percorridos.
Elas retratam uma organização Riachense, que se deslocou a Espanha a dois lugares distintos para lá deixarem uma boa impressão.
Como embaixadores de uma tradição Portuguesa, e representando uma localidade que é Riachos, cumpriram com a sua missão, deixando-me orgulhoso do seu desempenho.
Como todos eles entenderam dar-me livre acesso às suas atividades (demonstraram confiança e humildade) vejo-os melhorarem as suas performances de dia para dia com empenho e destreza nunca desprezando críticas construtivas denotando discernimento e revelando maturidade.
Nestas duas deslocações foram pegados seis animais, dois da primeira deslocação e quatro da segunda.
Sem percalços de maior tanto nas funções como nas viagens, a rapaziada fez aquilo de que gosta, divertiu-se, viajou e deixou boa impressão.
A Vila de Riachos (tal como eu) deve de estar vaidosa destes seus embaixadores.  

sábado, 18 de agosto de 2018

Exame de consciência






Grupo de Forcados Amadores de Riachos (cabo Nuno Matos) 16-08-2018, Mozoncillo Espanha Província de Segovia


Exame de consciência, dizem-nos que é uma revisão de pensamentos, palavras e ações, com a finalidade de verificar a sua conformidade com a lei moral.
Posto isto, vou passar à revisão de pensamentos.
Como já referenciei em post anterior sou o sócio nº 12, do G.F.A.R. e esta ação visa o meu singelo contributo (nunca é suficiente) para atenuar as despesas do Grupo.
E porquê se nem ligações tenho à Vila de Riachos?
Primeiro tenho um gosto especial pela Tauromaquia e em particular pelo G.F.A.R. mais aos amigos que por lá fiz, encontrei e mantenho.
Segundo, porque fazendo o meu próprio exame de consciência reconheço que para que o Grupo, continue a existir é necessária a abnegação dos seus elementos, aos “mecenas “que contribuem com o que têm quer seja em trabalho desinteressado, donativos, ou até umas simples palmas nas touradas e uns abraços no final de cada corrida.
Vejamos: São jovens que gostam do que fazem, têm regras e a responsabilidade de envergarem uma jaqueta que representa “o clube da terra”.
Essa terra que é Riachos, pode ser mal ou bem falada nos locais por onde eles passem. 
É “colocada no mapa” sempre que eles se desloquem para os fins a que se propuseram, por isso são embaixadores da Vila de Riachos.
Mas, atenção, esses jovens também têm família, empregos e dificuldades monetárias como todos nós.
Nesta deslocação a Espanha que ficou para a história do Grupo pelo início do “mandato” do Nuno Matos (como cabo) certamente alguns destes jovens perderam dias de trabalho, ficaram a dever favores, e tiveram que dividir as despesas de transporte e mais um sem número de ocorrências a que cada um se teve de expor.
Reconhecendo eu todo este “frenesi” sei que nem que me fizesse sócio 1000 vezes, não iria colmatar as necessidades básicas do Grupo, mas também sei (pelo tal exame de consciência) que só que lhes vá bater palmas numa qualquer tourada em que participem eles irão ficar agradecidos. 

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

"Emigrantes"















Nuno Matos (cabo) do G.F.A.R.






Tal como tem vindo a acontecer ao longo dos séculos, alguns Portugueses para singrarem têm que abandonar o seu País.
Com a época tauromáquica de 2018, a meio da sua “resolução” o nosso Grupo tem hoje o primeiro compromisso mas em terras de Espanha.
Para o Grupo agora comandado por Nuno Matos, os nossos desejos argumentam-se pela dignificação da jaqueta que pertence à Vila de Riachos, com todos os pressupostos que vêm de trás, mais a não existência de acidentes e uma boa viagem de regresso.
Tive hoje o prazer de transmitir isso mesmo ao presidente da direção.
Para todos, do Grupo, um obrigado que será certamente corroborado por todos os seguidores e simpatizantes do G.F.A.R.     

sábado, 11 de agosto de 2018

Adoro estes putos !!!!!







Agosto de 1997


Carlos Branco (ex. cabo e fundador) do G.F.A.R.

João Branco 1º Treino do G.F.A.R.





Joel Santos 11ª treino do G.F.A.R. (o primeiro em que participou)

Na esquerda Afonso 14º treino do G.F.A.R. (primeiro treino em que participou)


Agora só para descontrair (Afonso com a língua de fora) os "putos" vinham com fome !!! de Touros ou de Entremeadas ????

 Com alguns ressentimentos é com agrado que vejo alguns "miúdos" estarem a fazer aquilo que gostam, a saírem-se bem e principalmente sem se aleijarem.
Se sou de acordo com o que fizeram ? Não. Mas quem sou eu para opinar sobre as preferências dos outros ou sobre a sua conduta.
Fiquei aborrecido (continuo) quando vejo miúdos, terem formação, identificarem-se com ela, fazerem alarde dela, idolatrarem quem os ensinou e depois "saírem de mansinho". Irreverências da juventude (digo eu). Para alguns até compreendo que isso aconteça (conheço vários casos) e um deles é o do João Branco, que se iniciou nas lides tauromáquicas (Forcados) no Grupo de Tomar, onde o seu coração ficou o que é compreensivo. Sendo o seu pai mentor e "ressuscitador" do grupo de Riachos, é natural que o seu filho João Branco, tenha ficado dividido entre os dois Grupos, e desse uma "mãozinha" a quem o ensinou (pai) e ao Grupo que o seu progenitor fundou. Mas os seus amigos continuaram no primeiro Grupo que representou e atenção aquela malta é mesmo amiga porque na função que desempenham, estão a "oscilar" entre a vida e a morte, e por isso os pratos da balança penderam e bem para o lado óbvio. Os outros que me deixam saudades " que os vi crescerem" no Grupo de Riachos, "escola primaria" deixaram-me alguma mágoa por não acreditarem no projeto.
Continuo e continuarei sempre a dizer, "a instituição" G.F.A.R. é intocável pelo respeito que se deve aos seus antepassados, ás pessoas que dele fazem parte quer sejam praticantes, colaboradores ou simpatizantes mais à terra que os viu nascer. Nunca por nunca misturar as coisas. Sorte para todos independentemente das preferências.           

quinta-feira, 26 de julho de 2018

26












26, de Julho, é para mim um dia especial.
Foi também para algumas pessoas, principalmente para os meus pais, enquanto por cá andaram neste mundo.
Eu, já a caminho dos sessenta, tenho guardado algumas boas recordações destes dias 26 de Julho.
Uma delas foi no ano de 2014, onde o Grupo, pegou em solitário quatro touros numa corrida na Vila de Riachos.
Este dia 26, certamente que ficou também para a história de outras pessoas, umas relembrando, outras registando o acontecimento para memória futura.
Os Forcados Amadores de Riachos, nessa corrida, superiormente comandados por Carlos Branco, tiveram uma boa prestação.   
Fardaram-se os seguintes elementos: Carlos Branco (cabo), Paulo Branco, João Branco, Luís Azevedo, Nuno Alexandre, Mário Coelho, Mário Vieira, João Ferreira, Correia, João Brogueira, Joel Santos, André Rito, Bruno, Fausto, Alexandre Ferreira, João Inverno, Pedro Abelho, Vasco Serrão, Nuno matos.
 Para as cortesias entraram em praça: Carlos Branco (cabo) Paulo Branco, João Branco, Luís Azevedo, Nuno Alexandre, Mário Coelho, Mário Vieira e João Ferreira.
Os forcados da cara para as quatro pegas foram: Luís Azevedo, João Paulo, Carlos Branco (cabo) e Nuno Matos
Esse dia não foi menos especial para outras pessoas tal como para Francisco Pescador de Matos “Paco Velásquez”, o matador de Touros que tirou a alternativa em Março de 2014, no México, sendo a sua estreia em Portugal na terra que o viu nascer.
Consultando os meus arquivos vou reparar que entre 1884 e a década de 1960, só tenho conhecimento de uma corrida em 26 de Julho e essa aconteceu na Povoa do Varzim em 1953.
Nessa corrida para além dos Cavaleiros atuaram também Matadores de Touros que foram: Manuel dos Santos e César Giron
O Grupo de Forcados foi o de Riachos na altura comandado por Manuel Faia
Para o Grupo de Forcados de Riachos, que venham mais dias 26 de Julho e eu que os veja.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Cabeças sãs





(Fonte desconhecida)

(Fonte desconhecida)

(Fonte desconhecida)








Apesar de os grupos de forcados terem regras, rituais e crenças que se mantêm ao longo dos anos, existem algumas particularidades que se podem destacar.
Os Grupos de Riachos não são exceção ou não fossem eles os primeiros a aparecerem com o nome da terra que representavam.
Observando fotografias antigas, nota-se que os elementos que compunham o Grupo (na sua maioria) tinham um aspecto rude, tez curtida pelo sol, suíças farfalhudas denotando-se serem homens do campo com trabalhos de “sol a sol” e que nos dias em que se fardavam para as touradas ficavam com uma silhueta mais elegante porque a farda, (mais ou menos) lhes "cintava" o corpo. 
A partir dos anos cinquenta, as suíças "ostentosas" estavam já a cair em desuso dando lugar a fartos bigodes, patilhas longas mas aparadas e a maioria dos elementos do grupo tinham uma compleição física invejável e até “brigavam” para ver quem ia pegar o touro.
Muito depois, talvez por influência dos Beatles, mantiveram-se os bigodes, as patilhas, mas para alguns os cabelos ganharam volume e comprimento.
A disposição da rapaziada para as pegas continuava a manter-se e os cabos eram exigentes para os aspirantes a Forcado, e se no primeiro ou segundo treino não correspondessem ás expectativas eram logo irradiados.
Depois vieram os “tempos modernos” em que era (é) moda ser Forcado.
A pele é mais branca, já não há patilhas, nem bigodes, mas cortes de cabelo há para todos os gostos.
Nos treinos o cabo pergunta, quem quer abrir o treino (primeiro a pegar) mas já não há brigas.
Em trinta homens que aparecem para treinar veem-se sete ou oito braços levantados e alguns a meia haste.
Após escolhidos os homens que se irão fardar para a tourada e posteriormente já dentro da praça, o cabo depois de analisar o comportamento do touro dirige-se aos homens para assim formar o grupo que vai saltar tábuas para pegar “o bruto” e por vezes, não é difícil, reparar que um, ou outro elemento está a “assobiar para o ar”
Mas com isto tudo não podemos estar a dizer continuamente. À e tal!!!! Naquele tempo é que era. Nós fazia-mos assim, os touros eram diferentes, as pessoas eram diferentes.
Tudo era diferente e tudo tem o seu tempo.
Durante a mesma época, se o Grupo mudar de cabo, houverem alterações (podem até nem serem significativas) nos elementos que compõem o Grupo, nota-se logo uma diferença o que não quer dizer que se deva fazer comparações porque, tem-se que dar tempo ao tempo para que tudo se ajuste.
Dizer mal é tão fácil, arregaçar as mangas e fazer ou tentar fazer bem é que é de valor.
O que passou, passou, tem-se que refletir sobre os acontecimentos, espremer até ficar com o suco bom e o resto, já sabemos que é entulho.
Depois de aproveitar o bom de outros tempos basta acrescentar algo ainda melhor e mesmo assim vamos ficar a saber que não vai ficar perfeito.
Nunca ouviram a expressão “Cada cabeça sua sentença”?
Então basta pegar nessa expressão para fazermos um cozinhado.
1º - Juntam-se duas ou mais cabeças sãs.
2º - Põem-se a trabalhar
3º - Quando estiverem a sair sentenças aproveitam-se as boas
4º - As boas batem-se durante algum tempo até ficarem apuradas
5º - Quando estiverem com a consistência pretendida é só servir e degustar. 


(esta analise, pensamento, ou o que lhe quiserem chamar, é só meu, mas pode estar errado)