terça-feira, 17 de julho de 2018

Amor próprio











Praça de Touros de Torres Novas (fonte desconhecida)







Sou o sócio nº12, do G.F.A.R.
Duas coisas me levaram a ser sócio.
A primeira foi poder contribuir para a manutenção do Grupo.
A segunda é ter voz ativa para (em local próprio) dar a minha opinião.
Como tal não pretendo contrapartidas, mas sim que o grupo se mantenha ativo.
Ter voz ativa como sócio, é chamar à razão, é arranjar solução, criticar quando houver que criticar (em local próprio) e sempre de forma construtiva, enaltecer e reconhecer quando algo for positivo.
Antes de me ter feito sócio fui (e sou aficionado) porque nasci rodeado de aficionados que em vez de me levarem a ver jogos de futebol ou outro entretenimento me levavam a assistir a touradas (tinha entre 4 a 10 anos e não tenho culpa)
Podia ter arrepiado caminho, podia inclusive juntar outro entretenimento, à minha paixão mas por uma qualquer razão que desconheço mantive-me fiel às origens. Talvez devido à educação que me deram, que absorvi e a que dei um acrescento.
“A cereja no topo do bolo” veio quando fui convidado para integrar o G.F.A.R.
Agora com mais maturidade e compreensão para analisar este meu comportamento sei que esta preferência, tendência, amor, devoção e orgulho nos G.F. de Riachos se deve ao respeito que tenho (e devo) à memória daqueles que dele fizeram parte desde o século XVIII e a quem anda com o “emblema ao peito”
Talvez encontre também aqui explicação para continuar a gostar de tauromaquia, pese embora o facto de as coisas já não serem como eram, mas o que no meu íntimo prevalece é o gosto e o respeito pela memória “dos meus professores”.  
Seria fácil para mim, ser seguidor, colecionador, historiador, de um outro Grupo de Forcados, que não o de Riachos, até porque a grande maioria desses Grupos, faz muitas corridas por época, têm maior projeção e mais uma data de atributos.
Era demasiado fácil para mim mudar, mas não seria a mesma coisa pois as “minhas raízes” ficaram agarradas (pelos motivos que já evoquei) aos G.F. de Riachos. (não sou de mudar de camisola) mas continuo a respeitar quem mude porque talvez pense que será um CR7, que recebe milhares e dá milhões a ganhar.
Nem têm a noção de que existem poucos ou nenhuns "CR7", mas com esse pensamento utópico nem se apercebem do ridículo em que caíram.   
Com o passar dos anos mais motivos foram aparecendo para que a minha a ligação ao Grupo se firmasse.
Por dentro daquele coletivo de homens, houve sempre um respeito mútuo, entre mim os cabos e todos os elementos incluindo a direção, acompanhantes e amigos do Grupo.
Depois, pessoas houve, que foram beneméritas ( e continuam a ser)  para com o Grupo e desinteressadamente a quem devo respeito e a minha aclamação pela atitude praticada.
Houve, quem nunca tivesse ouvido falar nos Grupos de Riachos mas que através de mim ou das redes sociais acabaram por ficar esclarecidas, simpatizantes e seguidoras.
Também as houve, que entraram em contacto comigo porque afinal foi pelas notícias que publiquei que ficaram a saber que os seus antepassados fizeram parte do grupo de Forcados de Riachos.
Enfim, tudo gente desconhecida que entrou na minha vida e a quem eu devo respeito.  
Obrigado por tudo, Grupo de Forcados de Riachos.

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