quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Eu vou pela Paz





A vida é breve.
A vida é uma ciência.
Todos nós temos limitações, e todos nós cometemos erros.
A nossa visão de qualquer coisa é diferente da do nosso parceiro.
A ciência da vida está em haver respeito mútuo.
Convêm lembrar que a escala de valores pela qual uma pessoa avalia uma coisa é diferente daquela pela qual outra pessoa avalia a mesma coisa, por isso é imperativo haver consenso.
Não devemos julgar, nem criticar outra pessoa, se não conseguimos fazer igual ou melhor que ela, mais ainda quando está em causa uma tradição secular que são os Forcados de Riachos.
Preservar a tradição, mais a memória dos que a quiseram imunizar ao longo dos anos está primeiro que tudo, só depois podemos começar a separar o que não presta.
Sempre existiu (e vai existir) quem se queira apropriar de um meio para atingir a um fim.
Não é errado de todo desde que se respeitem regras.
Ao longo dos anos, apareceram e desapareceram iniciativas para reactivar um grupo de Forcados na Vila de Riachos, para assim se dar seguimento à tradição, iniciativas, essas, que até agora só deram alguns resultados práticos e pouco sólidos.
Farto de ouvir críticas depreciativas e sem ver resultados estimulantes da parte de quem os profere gostaria que houvesse mais envolvimento por quem têm “responsabilidades” nesse meio, por serem Riachenses.
Vão ao encontro de quem está apostado em reactivar o Grupo, sentem-se a uma mesa e conversem, usem a vossa experiência para que as coisas prossigam no seu melhor sem interrupções.
Dêem as mãos acabem com “possíveis guerras” ou “incompatibilidade de feitios” que possa haver.
Como escreveu Serra Torres, no primeiro logótipo que se conhece “Um por todos e todos por um” afinal de contas vocês, são Riachenses, ou vivem lá e comungam da mesma paixão que é a festa dos toiros e em especial a Forcadagem      
Isto não é um recado para ninguém é um estimular de consciência que por vezes “acho eu” deve de ser proferido por quem está de fora para assim ser melhor compreendido.
  

2 comentários:

  1. Caro Amaral de Oliveira
    Neste seu blogue nota-se a sua paixão pela pega e pelo forcado, nomeadamente por aqueles que sendo naturais dos Riachos envergaram a jaqueta de forcado.
    Como é do conhecimento geral os Riachos tiveram diversos Grupos de Forcados e também em outros Grupos se fardaram forcados oriundos dessa castiça terra ribatejana.
    Não é absolutamente necessário os elementos de um Grupo serem naturais da terra que identifica esse Grupo.
    Riachos, tal como a Golegã tiveram vários Grupos de Forcados que, na realidade, nada têm a ver em termos de antiguidade, porque a antiguidade de um Grupo perde-se quando deixa de actuar. Essas duas vilas, sendo muito aficionadas, não têm praça de toiros, o que dificulta a manutenção em actividade de um Grupo de Forcados.
    Sobre o assunto tenho um pequeno apontamento no meu blogue PARTEBILHAS:
    http://comunidade.sol.pt/blogs/partebilhas/archive/2009/02/11/A-quest_E300_o-da-antiguidade.aspx
    Um braço e as melhores saudações taurinas

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  2. Ao consultar este blog, fiquei emocionado;sendo neto de dois antigos forcados de Riachos, José Silva Amado (meu avô Bonanza) e Damâsio Rodrigues, sendo também um grande aficionado da festa Brava, estou deveras contente, por ler tantos apontamentos sobre o grupo de forcados de Riachos.
    Fez-me retrocer à minha infância e recordar os serões passados com o meu avô José Amado, quer em casa quer na Taberna do Sr. Carlos Marques ou ainda na do Sr. Manuel Alfaite, e deliciar-me a ouvi-lo contar histórias sobre o grupo
    que ainda guardo na minha memória!
    Bem haja e um grande abraço.
    Carlos Amado

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